O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Quinta-feira, 28 de Março de 2013
Adoração ao Santíssimo Sacramento

 

MATRIZ DE SANTA MARIA MADALENA

 

 

Adoração ao Santíssimo Sacramento

Madrugada de Sexta-feira Santa

2013

 

 

 

ESCALA DE ADORAÇÃO

 

 

01h00 – 02h00 – Carmo e Colégio

 

02h00 – 03h00 – Sete Cidades e Biscoitos

 

03h00 – 04h00 – Cabo Branco e Bicadas

 

04h00 – 05h00 – Valverde

 

05h00 – 06h00 – Areia Larga

 

06h00 – 07h00 – Outeiro e Centro da Vila

 

07h00 – 08h00 – Toledos



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Domingo, 24 de Março de 2013
SANTUÁRIO DIOCESANO DO SENHOR BOM JESUS MILAGROSO

 

HORÁRIOS DA SEMANA SANTA

2013

 

 

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

 

09h00 – Bênção dos ramos no império da Santíssima Trindade

               Procissão até ao Santuário

               Missa

 

Quarta-Feira Santa
 
17h00 – Exposição do Santíssimo Sacramento

18h00 – Via Sacra

18h30 – Missa

 

Quinta-Feira Santa

 

21h00 – Missa da Ceia do Senhor e Lava-Pés

              Adoração ao Santíssimo Sacramento até à meia-noite

 

Sexta-Feira Santa

 

17h00 – Celebração Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor

               Procissão do Senhor Morto

 

Sábado Santo

 

20h30 – Solene Vigília Pascal

 

Domingo da Ressurreição

  

09h00 – Procissão do Senhor Ressuscitado

               Missa Solene de Páscoa



publicado por magdala às 08:50
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MATRIZ DE SANTA MARIA MADALENA

 

HORÁRIOS DA SEMANA SANTA

2013

 

 

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

 

10h45 – Bênção dos Ramos no Patinódromo Municipal

               Procissão até à Matriz

11h00 – Missa

 

Terça-Feira Santa
 
15h00 – Exposição do Santíssimo Sacramento

18h00 – Via Sacra

18h30 – Missa

 
Quinta-Feira Santa

 

19h00 – Missa da Ceia do Senhor e Lava-Pés

              Adoração ao Santíssimo Sacramento durante toda a noite

              A partir da meia-noite a adoração far-se-á sem solenidade       

 

Sexta-Feira Santa

10h00 – Oração de Laudes

15h00 – Celebração Litúrgica da Paixão e Morte do Senhor

20h00 – Via Sacra e Procissão do Senhor Morto

 

Sábado Santo

 

10h00 Oração de Laudes

23h00 – Solene Vigília Pascal

 

Domingo da Ressurreição

  

11h30 – Procissão do Senhor Ressuscitado

               Missa Solene de Páscoa



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Sábado, 23 de Março de 2013
Encontro Papal



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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
ENCONTRO COM OS REPRESENTANTES DAS IGREJAS E COMUNIDADES ECLESIAIS, E DAS VÁRIAS RELIGIÕES



DISCURSO DO SANTO PADRE FRANCISCO

Sala Clementina

Quarta-feira 20 de Março de 2013

 

Queridos irmãos e irmãs

 

Antes de mais nada, agradeço de coração aquilo que o meu Irmão André [o Patriarca Ecuménico Bartolomeu I] nos disse. Muito Obrigado! Muito obrigado!

 

É motivo de particular alegria encontrar-me hoje convosco, Delegados das Igrejas Ortodoxas, das Igrejas Ortodoxas Orientais e das Comunidades eclesiais do Ocidente. Agradeço-vos por terdes querido tomar parte na celebração que marcou o início do meu ministério de Bispo de Roma e Sucessor de Pedro.

 

Ontem de manhã, durante a Santa Missa, nas vossas pessoas reconheci presentes, espiritualmente, as comunidades que representais. Assim, nesta manifestação de fé, pareceu-me viver de forma ainda mais premente a oração pela unidade dos crentes em Cristo e, ao mesmo tempo, ver de algum modo prefigurada a sua plena realização, que depende do plano de Deus e da nossa leal cooperação.

 

Começo o meu ministério apostólico durante este ano que o meu venerado Predecessor, Bento XVI, com uma intuição verdadeiramente inspirada, proclamou para a Igreja Católica Ano da Fé. Com esta iniciativa, que eu desejo continuar e espero que sirva de estímulo a todos para a sua caminhada de fé, ele quis assinalar os 50 anos do início do Concílio Vaticano II, propondo uma espécie de peregrinação rumo àquilo que constitui o essencial para cada cristão: a relação pessoal e transformadora com Jesus Cristo, Filho de Deus, que morreu e ressuscitou para nossa salvação. O coração da mensagem conciliar está precisamente no anseio de anunciar este tesouro perenemente válido da fé aos homens do nosso tempo.

 

Ao encontrar-me convosco, não posso esquecer quanto tenha significado aquele Concílio para o caminho ecuménico. Apraz-me lembrar as palavras que o Beato João XXIII, de quem brevemente celebraremos o cinquentenário da morte, pronunciou no memorável discurso de inauguração: «A Igreja Católica julga dever seu empenhar-se activamente para que se realize o grande mistério daquela unidade que Jesus Cristo pediu com oração ardente ao Pai do Céu, pouco antes do seu sacrifício. Ela goza de paz suave, bem convicta de estar intimamente unida com aquela oração» [AAS 54 (1962), 793]. Isto disse o Papa João.

 

Sim, queridos irmãos e irmãs em Cristo, sintamo-nos todos intimamente unidos à oração do nosso Salvador na Última Ceia, àquela sua imploração ut unum sint. Peçamos ao Pai misericordioso a graça de viver em plenitude aquela fé que recebemos, em dom, no dia do nosso Baptismo, e de poder dar testemunho livre, feliz e corajoso dela. Este será o melhor serviço que podemos prestar à causa da unidade entre os cristãos, um serviço de esperança para um mundo ainda marcado por divisões, contrastes e rivalidades. Quanto mais formos fiéis à sua vontade nos pensamentos, nas palavras e nas obras, tanto mais caminharemos efectiva e substancialmente para a unidade.

 

Pela minha parte, na esteira dos meus Predecessores, desejo assegurar a vontade firme de prosseguir no caminho do diálogo ecuménico e desde já agradeço, ao Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, a ajuda que continuará a oferecer, em meu nome, para esta nobilíssima causa. Peço-vos, queridos irmãos e irmãs, que leveis a minha cordial saudação e a certeza da minha recordação no Senhor Jesus às Igrejas e Comunidades cristãs que aqui representais, e a vós peço a caridade de uma oração especial pela minha pessoa, para que possa ser um Pastor segundo o coração de Cristo.

 

E agora dirijo-me a vós, ilustres representantes do povo judeu, ao qual nos une um vínculo espiritual muito particular, já que, como afirma o Concílio Vaticano II, «a Igreja de Cristo reconhece que os primórdios da sua fé e eleição já se encontram, segundo o mistério divino da salvação, nos patriarcas, em Moisés e nos profetas» (Decl. Nostra aetate, 4). Agradeço a vossa presença e confio que poderemos, com a ajuda do Altíssimo, continuar proficuamente aquele diálogo fraterno que o Concílio almejava (cf. ibid.) e que se tem vindo efectivamente a realizar, produzindo não poucos frutos, sobretudo no decurso das últimas décadas.

 

Depois saúdo e agradeço cordialmente a todos vós, queridos amigos que pertenceis a outras tradições religiosas: em primeiro lugar, os muçulmanos, que adoram o Deus único, vivo e misericordioso e O invocam na oração, e todos vós. Muito aprecio a vossa presença: nela vejo um sinal palpável da vontade de crescer na estima recíproca e na cooperação em prol do bem comum da humanidade.

 

A Igreja Católica está ciente da importância que tem a promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diferentes tradições religiosas – quero sublinhar isto: promoção da amizade e do respeito entre homens e mulheres de diferentes tradições religiosas –; assim o atesta o valioso trabalho que realiza o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. E de igual modo ela está ciente da responsabilidade que grava sobre todos nós relativamente a este nosso mundo e à criação inteira, que devemos amar e guardar. Muito podemos nós fazer pelo bem de quem é mais pobre, de quem é frágil e de quem sofre, para favorecer a justiça, promover a reconciliação, construir a paz. Mas, acima de tudo, devemos manter viva no mundo a sede do absoluto, não permitindo que prevaleça uma visão unidimensional da pessoa humana, segundo a qual o homem se reduz àquilo que produz e ao que consome: esta é uma das insídias mais perigosas para o nosso tempo.

 

Sabemos quanta violência produziu, na história recente, a tentativa de eliminar Deus e o divino do horizonte da humanidade, e reconhecemos o valor de dar testemunho, nas nossas sociedades, da abertura originária à transcendência, que está inscrita no coração do ser humano. Nisto, sentimos que estão connosco também todos aqueles homens e mulheres que, embora não se reconhecendo filiados em nenhuma tradição religiosa, todavia andam à procura da verdade, da bondade e da beleza – esta verdade, bondade e beleza de Deus –, e que são nossos preciosos aliados nos esforços por defender a dignidade do homem, na construção duma convivência pacífica entre os povos e na guarda cuidadosa da criação.

 

Queridos amigos, mais uma vez obrigado pela vossa presença. A todos se estende a minha cordial e fraterna saudação.

 

 



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Terça-feira, 19 de Março de 2013
SANTA MISSA IMPOSIÇÃO DO PÁLIO E ENTREGA DO ANEL DO PESCADOR PARA O INÍCIO DO MINISTÉRIO PETRINO DO BISPO DE ROMA

 

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

 

Praça de São Pedro

Terça-feira, 19 de março de 2013

Solenidade de São José

 

Queridos irmãos e irmãs!

 

Agradeço ao Senhor por poder celebrar esta Santa Missa de início do ministério petrino na solenidade de São José, esposo da Virgem Maria e patrono da Igreja universal: é uma coincidência densa de significado e é também o onomástico do meu venerado Predecessor: acompanhamo-lo com a oração, cheia de estima e gratidão.

 

Saúdo, com afecto, os Irmãos Cardeais e Bispos, os sacerdotes, os diáconos, os religiosos e as religiosas e todos os fiéis leigos. Agradeço, pela sua presença, aos Representantes das outras Igrejas e Comunidades eclesiais, bem como aos representantes da comunidade judaica e de outras comunidades religiosas. Dirijo a minha cordial saudação aos Chefes de Estado e de Governo, às Delegações oficiais de tantos países do mundo e ao Corpo Diplomático.

 

Ouvimos ler, no Evangelho, que «José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser custos, guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo» (Exort. ap. Redemptoris Custos, 1).

 

Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. Desde o casamento com Maria até ao episódio de Jesus, aos doze anos, no templo de Jerusalém, acompanha com solicitude e amor cada momento. Permanece ao lado de Maria, sua esposa, tanto nos momentos serenos como nos momentos difíceis da vida, na ida a Belém para o recenseamento e nas horas ansiosas e felizes do parto; no momento dramático da fuga para o Egipto e na busca preocupada do filho no templo; e depois na vida quotidiana da casa de Nazaré, na carpintaria onde ensinou o ofício a Jesus.

 

Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projecto d’Ele que ao seu. E isto mesmo é o que Deus pede a David, como ouvimos na primeira Leitura: Deus não deseja uma casa construída pelo homem, mas quer a fidelidade à sua Palavra, ao seu desígnio; e é o próprio Deus que constrói a casa, mas de pedras vivas marcadas pelo seu Espírito. E José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas. Nele, queridos amigos, vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!

 

Entretanto a vocação de guardião não diz respeito apenas a nós, cristãos, mas tem uma dimensão antecedente, que é simplesmente humana e diz respeito a todos: é a de guardar a criação inteira, a beleza da criação, como se diz no livro de Génesis e nos mostrou São Francisco de Assis: é ter respeito por toda a criatura de Deus e pelo ambiente onde vivemos. É guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!

 

E quando o homem falha nesta responsabilidade, quando não cuidamos da criação e dos irmãos, então encontra lugar a destruição e o coração fica ressequido. Infelizmente, em cada época da história, existem «Herodes» que tramam desígnios de morte, destroem e deturpam o rosto do homem e da mulher.

 

Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito económico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura.

 

A propósito, deixai-me acrescentar mais uma observação: cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Nos Evangelhos, São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!

 

Hoje, juntamente com a festa de São José, celebramos o início do ministério do novo Bispo de Roma, Sucessor de Pedro, que inclui também um poder. É certo que Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? À tríplice pergunta de Jesus a Pedro sobre o amor, segue-se o tríplice convite: apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas. Não esqueçamos jamais que o verdadeiro poder é o serviço, e que o próprio Papa, para exercer o poder, deve entrar sempre mais naquele serviço que tem o seu vértice luminoso na Cruz; deve olhar para o serviço humilde, concreto, rico de fé, de São José e, como ele, abrir os braços para guardar todo o Povo de Deus e acolher, com afecto e ternura, a humanidade inteira, especialmente os mais pobres, os mais fracos, os mais pequeninos, aqueles que Mateus descreve no Juízo final sobre a caridade: quem tem fome, sede, é estrangeiro, está nu, doente, na prisão (cf. Mt 25, 31-46). Apenas aqueles que servem com amor capaz de proteger.

 

Na segunda Leitura, São Paulo fala de Abraão, que acreditou «com uma esperança, para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Com uma esperança, para além do que se podia esperar! Também hoje, perante tantos pedaços de céu cinzento, há necessidade de ver a luz da esperança e de darmos nós mesmos esperança. Guardar a criação, cada homem e cada mulher, com um olhar de ternura e amor, é abrir o horizonte da esperança, é abrir um rasgo de luz no meio de tantas nuvens, é levar o calor da esperança! E, para o crente, para nós cristãos, como Abraão, como São José, a esperança que levamos tem o horizonte de Deus que nos foi aberto em Cristo, está fundada sobre a rocha que é Deus.

 

Guardar Jesus com Maria, guardar a criação inteira, guardar toda a pessoa, especialmente a mais pobre, guardarmo-nos a nós mesmos: eis um serviço que o Bispo de Roma está chamado a cumprir, mas para o qual todos nós estamos chamados, fazendo resplandecer a estrela da esperança: Guardemos com amor aquilo que Deus nos deu!

 

Peço a intercessão da Virgem Maria, de São José, de São Pedro e São Paulo, de São Francisco, para que o Espírito Santo acompanhe o meu ministério, e, a todos vós, digo: rezai por mim! Ámen.

 

 



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Segunda-feira, 18 de Março de 2013
O Brasão do Papa Francisco



Foi divulgado esta segunda-feira o brasão do Papa Francisco que será o seu símbolo oficial durante todo o pontificado.

 

No essencial o brasão do Papa mantém os traços do seu brasão episcopal e inclui o símbolo dos jesuítas em lugar de destaque. 

 

O brasão mantém os traços essenciais do seu brasão episcopal, bem como o lema episcopal, por baixo: “Miserando atque eligendo”, que se pode traduzir por “Viu-o, olhou-o com misericórdia e escolheu-o”, uma referência ao chamamento do Apóstolo São Mateus, que segundo o seu evangelho Jesus viu-o, olhou-o com misericórdia e escolheu-o (miserando atque eligendo).

 

No centro, sobre o fundo azul, encontra-se em destaque o símbolo composto pelas letras IHS, por cima de um sol radioso. Do H sai uma cruz e por baixo encontram-se três pregos, alusivos à paixão de Jesus.

 

IHS é um monograma da palavra Cristo e é o símbolo dos jesuítas, ordem da qual provém o Papa.

 

Por baixo deste símbolo encontra-se a estrela e a flor de nardo.

 

A estrela, de acordo com a antiga tradição heráldica, simboliza a Virgem Maria, Mãe de Cristo e da Igreja; enquanto a flor de nardo indica São José, Patrono da Igreja.

 

Na tradição da iconografia hispânica, São José é representado com um ramo de nardo nas mãos.

 

Colocando no seu escudo tais imagens, o Papa pretendeu exprimir a sua particular devoção à Virgem Santíssima e São José, Patrono universal da Igreja.



publicado por magdala às 14:37
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Domingo, 17 de Março de 2013
ANGELUS



Praça de São Pedro

Domingo, 17 de Março de 2013

 

Irmãos e irmãs, boa tarde!

 

Hoje, depois do primeiro encontro na quarta-feira passada, posso dirigir de novo a minha saudação a todos. E sinto-me feliz por fazê-lo ao domingo, no dia do Senhor. É bom e importante para nós, cristãos, encontrarmo-nos ao domingo, saudarmo-nos, falarmo-nos como agora aqui, nesta praça: uma praça que, graças aos mass-media, tem as dimensões do mundo.

 

Neste quinto domingo da Quaresma, o Evangelho apresenta-nos o episódio da mulher adúltera (cf. Jo 8, 1-11), que Jesus salva da condenação à morte. Impressiona o comportamento de Jesus: não ouvimos palavras de desprezo, não ouvimos palavras de condenação, mas apenas palavras de amor, de misericórdia, que convidam à conversão: «Também Eu não te condeno. Vai e doravante não tornes a pecar» (v. 11). Irmãos e irmãs, o rosto de Deus é o de um pai misericordioso, que sempre tem paciência. Já pensastes na paciência de Deus, na paciência que Ele tem com cada um de nós? É a sua misericórdia. Sempre tem paciência, tanta paciência connosco: compreende-nos, está à nossa espera; não se cansa de nos perdoar, se soubermos voltar para Ele com o coração contrito. «Grande é a misericórdia do Senhor», diz o Salmo.

 

Nestes dias, pude ler o livro de um Cardeal – o Cardeal Kasper, um teólogo estupendo, um bom teólogo – sobre a misericórdia. Aquele livro fez-me muito bem. (Não julgueis que estou a fazer publicidade dos livros dos meus Cardeais, porque não é isso…!) É que [o livro] me fez mesmo bem, muito bem... O Cardeal Kasper dizia que a melhor sensação que podemos ter é sentir misericórdia: esta palavra muda tudo, muda o mundo. Um pouco de misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo. Precisamos de compreender bem esta misericórdia de Deus, este Pai misericordioso que tem tanta paciência... Recordemos o profeta Isaías, quando afirma: mesmo que os nossos pecados fossem vermelhos escarlate, o amor de Deus torná-los-ia brancos como a neve. Como é bela a misericórdia! Lembro-me que tinha sido feito Bispo há pouco, quando, no ano de 1992, chegou a Buenos Aires a imagem de Nossa Senhora de Fátima e organizou-se uma grande Missa para os doentes. Eu estive a confessar durante aquela Missa. E, quase no fim da Missa, levantei-me porque tinha que ir administrar o Crisma. Veio ter comigo uma mulher idosa, humilde, muito humilde, com mais de oitenta anos. Olhei para ela e disse-lhe: «Avó – na nossa região é costume tratar os idosos assim: por avó –, quer confessar-se?» «Sim», respondeu-me. «Mas… não tem pecados!». E ela disse-me: «Todos temos pecados...». «Decerto o Senhor não os perdoa...». «O Senhor perdoa tudo», retorquiu-me segura. «E como é que a senhora o sabe?» «Se o Senhor não perdoasse tudo, o mundo não existiria». Senti uma vontade enorme de lhe perguntar: «Diga-me, senhora! Estudou na [universidade] Gregoriana?» Efectivamente, aquela é a sabedoria que dá o Espírito Santo: a sabedoria interior rumo à misericórdia de Deus. Não esqueçamos esta verdade: Deus nunca Se cansa de nos perdoar; nunca! «Mas então, padre, onde está o problema?» Bem, o problema está em nós que nos cansamos e não queremos, cansamo-nos de pedir perdão. Ele nunca se cansa de perdoar, mas nós às vezes cansamo-nos de pedir perdão. Não nos cansemos jamais, nunca nos cansemos! Ele é o Pai amoroso que sempre perdoa, cujo coração é cheio de misericórdia por todos nós. E, por nossa vez, aprendamos também a ser misericordiosos para com todos. Invoquemos a intercessão de Nossa Senhora que teve nos seus braços a Misericórdia de Deus feita homem.

 

Rezemos agora, todos juntos, o Angelus

 

Dirijo uma cordial saudação a todos os peregrinos. Obrigado pelo vosso acolhimento e as vossas orações. Rezai por mim – vo-lo peço! Renovo o meu abraço aos fiéis de Roma e estendo-o a todos vós que viestes de várias partes da Itália e do mundo, bem como a quantos estão unidos connosco através dos meios de comunicação. Escolhi o nome do Padroeiro da Itália, São Francisco de Assis, e isto reforça a minha ligação espiritual com esta terra, onde – como sabeis – tem origem a minha família. Mas Jesus chamou-nos para fazermos parte de uma nova família: a sua Igreja; estamos nesta família de Deus, caminhando juntos pela senda do Evangelho. Que o Senhor vos abençoe; que Nossa Senhora vos guarde! Não vos esqueçais disto: O Senhor nunca se cansa de perdoar! Somos nós que nos cansamos de pedir o perdão.

 

Um bom domingo e bom almoço!



publicado por magdala às 21:00
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SANTA MISSA NA IGREJA DE SANTA ANA NO VATICANO



HOMILIA DO SANTO PADRE FRANCISCO

V Domingo de Quaresma, 17 de Março de 2013

 

Considero isto muito belo! Primeiro, Jesus sozinho no monte a rezar: rezava sozinho (cf. Jo 8, 1). Depois, foi de novo para o templo, e todo o povo ia ter com Ele (cf. v. 2): Jesus no meio do povo. E, no fim, deixaram-No sozinho com a mulher (cf. v. 9). Esta solidão de Jesus é uma solidão fecunda: tanto a da oração com o Pai, como a solidão tão bela – é precisamente a mensagem da Igreja, hoje – da sua misericórdia com esta mulher.

 

Mas, entre o povo, também havia diferenças: aparece o povo inteiro que ia ter com Ele e Ele sentou-se e pôs-Se a ensiná-lo: o povo que queria ouvir as palavras de Jesus, o povo de coração aberto, necessitado da Palavra de Deus. E temos outros, que não ouviam nada, não podiam ouvir: eram aqueles que acompanhavam aquela mulher: Ouve, Mestre! Esta mulher é uma daquelas que... Com este tipo de mulher, devemos fazer o que nos prescreveu Moisés (cf. vv. 4-5).

 

Penso que nós também somos este povo que, por um lado, quer ouvir Jesus, mas, por outro, às vezes agrada-nos malhar nos outros, condenar os outros. Ora a mensagem de Jesus é sempre a mesma: a misericórdia. A meu ver – humildemente o afirmo –, é a mensagem mais forte do Senhor: a misericórdia. Ele próprio o disse: Eu não vim para os justos; os justos justificam-se sozinhos – alto lá, bendito Senhor! Se Tu podes fazê-lo, eu não posso! – Sim, mas eles acreditam que o podem fazer. Eu vim para os pecadores (cf. Mc 2, 17).

 

Pensai nas críticas que Lhe fizeram, depois de chamar Mateus: Ele convive com os pecadores! (cf. Mc 2, 16). Sim, Ele veio para nós, se nos reconhecermos pecadores; mas, se formos como aquele fariseu à frente do altar – «eu Vos dou graças, Senhor, por não ser como o resto dos homens, nem como aquele que está ali à porta, como aquele publicano…» (cf. Lc 18, 11-12) – não conhecemos o coração do Senhor e nunca teremos a alegria de sentir esta misericórdia! Não é fácil entregar-se à misericórdia de Deus, porque se trata de um abismo incompreensível. Mas devemos fazê-lo! «Oh padre, se conhecesses a minha vida, não me falarias assim!» «Porquê? Que fizeste?» «Oh, fi-las grandes e graves!» «Melhor! Vai ter com Jesus; Ele gosta que Lhe contes essas coisas!». Ele esquece; Ele tem uma capacidade especial de esquecer. Esquece, beija-te, abraça-te e apenas te diz: «Também Eu não te condeno! Vai, e doravante não tornes a pecar» (Jo 8, 11). Este é o único conselho que te dá. Passado um mês, estamos nas mesmas condições... Voltemos ao Senhor! O Senhor nunca Se cansa de perdoar, nunca! Somos nós que nos cansamos de Lhe pedir perdão. Peçamos a graça de não nos cansarmos de pedir perdão, porque Ele jamais Se cansa de perdoar. Peçamos esta graça!



publicado por magdala às 20:36
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Sábado, 16 de Março de 2013
ENCONTRO COM OS REPRESENTANTES DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL



DISCURSO DO SANTO PADRE FRANCISCO

Aula Paulo VI

Sábado, 16 de Março de 2013

 

Queridos amigos,

 

É para mim uma alegria poder, no início do meu ministério na Sé de Pedro, encontrar-vos, a vós que estivestes empenhados aqui em Roma num período tão intenso como este que teve início com o inesperado anúncio do meu venerado Predecessor Bento XVI, no dia 11 de Fevereiro passado. Saúdo cordialmente a cada um de vós.

 

Ao longo dos últimos tempos, não tem cessado de crescer o papel dos mass media, a ponto de se tornarem indispensáveis para narrar ao mundo os acontecimentos da história contemporânea. Por isso, vos dirijo um agradecimento especial a todos pelo vosso qualificado serviço – trabalhastes… e muito! – nos dias passados, quando os olhos do mundo católico e não só se voltaram para a Cidade Eterna, nomeadamente para este território que tem como «centro de gravidade» o túmulo de São Pedro. Nestas semanas, tivestes ocasião de falar da Santa Sé, da Igreja, dos seus ritos e tradições, da sua fé e, de modo particular, do papel do Papa e do seu ministério.

 

Um agradecimento particularmente sentido dirijo a quantos souberam olhar e apresentar estes acontecimentos da história da Igreja, tendo em conta a perspectiva mais justa em que devem ser lidos: a perspectiva da fé. Quase sempre os acontecimentos da história reclamam uma leitura complexa, podendo eventualmente incluir também a dimensão da fé. Certamente os acontecimentos eclesiais não são mais complicados do que os da política ou da economia; mas possuem uma característica fundamental própria: seguem uma lógica que não obedece primariamente a categorias por assim dizer mundanas e, por isso mesmo, não é fácil interpretá-los e comunicá-los a um público amplo e variado. Realmente a Igreja, apesar de ser indubitavelmente uma instituição também humana e histórica, com tudo o que isso implica, não é de natureza política, mas essencialmente espiritual: é o Povo de Deus, o Povo santo de Deus, que caminha rumo ao encontro com Jesus Cristo. Somente colocando-se nesta perspectiva é que se pode justificar plenamente aquilo que a Igreja Católica realiza.

 

Cristo é o Pastor da Igreja, mas a sua presença na história passa através da liberdade dos homens: um deles é escolhido para servir como seu Vigário, Sucessor do Apóstolo Pedro, mas Cristo é o centro. Não o Sucessor de Pedro, mas Cristo. Cristo é o centro. Cristo é o ponto fundamental de referimento, o coração da Igreja. Sem Ele, Pedro e a Igreja não existiriam, nem teriam razão de ser. Como repetidamente disse Bento XVI, Cristo está presente e guia a sua Igreja. O protagonista de tudo o que aconteceu foi, em última análise, o Espírito Santo. Ele inspirou a decisão tomada por Bento XVI para bem da Igreja; Ele dirigiu na oração e na eleição os Cardeais.

 

É importante, queridos amigos, ter em devida conta este horizonte interpretativo, esta hermenêutica, para identificar o coração dos acontecimentos destes dias.

 

Destas considerações nasce, antes de mais nada, um renovado e sincero agradecimento pelas canseiras destes dias particularmente árduos, mas também um convite para procurardes conhecer cada vez mais a verdadeira natureza da Igreja e também o seu caminho no mundo, com as suas virtudes e os seus pecados, e conhecer as motivações espirituais que a norteiam e que são as mais verdadeiras para entendê-la. Podeis estar certos de que a Igreja, por sua vez, presta grande atenção ao vosso precioso trabalho; é que vós tendes a capacidade de identificar e exprimir as expectativas e as exigências do nosso tempo, de oferecer os elementos necessários para uma leitura da realidade. O vosso trabalho requer estudo, uma sensibilidade própria e experiência, como tantas outras profissões, mas implica um cuidado especial pela verdade, a bondade e a beleza; e isto torna-nos particularmente vizinhos, já que a Igreja existe para comunicar precisamente isto: a Verdade, a Bondade e a Beleza «em pessoa». Deveria resultar claramente que todos somos chamados, não a comunicar-nos a nós mesmos, mas esta tríade existencial formada pela verdade, a bondade e a beleza.

 

Alguns não sabiam por que o Bispo de Roma se quis chamar Francisco. Alguns pensaram em Francisco Xavier, em Francisco de Sales, e também em Francisco de Assis. Deixai que vos conte como se passaram as coisas. Na eleição, tinha ao meu lado o Cardeal Cláudio Hummes, o arcebispo emérito de São Paulo e também prefeito emérito da Congregação para o Clero: um grande amigo, um grande amigo! Quando o caso começava a tornar-se um pouco «perigoso», ele animava-me. E quando os votos atingiram dois terços, surgiu o habitual aplauso, porque foi eleito o Papa. Ele abraçou-me, beijou-me e disse-me: «Não te esqueças dos pobres!» E aquela palavra gravou-se-me na cabeça: os pobres, os pobres. Logo depois, associando com os pobres, pensei em Francisco de Assis. Em seguida pensei nas guerras, enquanto continuava o escrutínio até contar todos os votos. E Francisco é o homem da paz. E assim surgiu o nome no meu coração: Francisco de Assis. Para mim, é o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação; neste tempo, também a nossa relação com a criação não é muito boa, pois não? [Francisco] é o homem que nos dá este espírito de paz, o homem pobre... Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres! Depois não faltaram algumas brincadeiras... «Mas, tu deverias chamar-te Adriano, porque Adriano VI foi o reformador; e é preciso reformar...». Outro disse-me: «Não! O teu nome deveria ser Clemente». «Mas porquê?». «Clemente XV! Assim vingavas-te de Clemente XIV que suprimiu a Companhia de Jesus!». São brincadeiras... Amo-vos imensamente! Agradeço-vos por tudo o que fizestes. E, pensando no vosso trabalho, faço votos de que possais trabalhar serena e frutuosamente, conhecer cada vez melhor o Evangelho de Jesus Cristo e a realidade da Igreja. Confio-vos à intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Estrela da Evangelização. Desejo o melhor para vós e vossas famílias, para cada uma das vossas famílias. E de coração a todos concedo a minha bênção. Obrigado.

 

Disse que de coração vos daria a minha bênção. Uma vez que muitos de vós não pertencem à Igreja Católica e outros não são crentes, de coração concedo esta bênção, em silêncio, a cada um de vós, respeitando a consciência de cada um, mas sabendo que cada um de vós é filho de Deus, Que Deus vos abençoe!





publicado por magdala às 23:09
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