O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
Fim de feriados religiosos pode sofrer atrasos

Fátima, Santarém, 27 fev 2012 (Ecclesia) – O secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou hoje em Fátima que a eliminação de dois feriados religiosos no calendário civil, proposta pelo Governo, continua a ser negociada, admitindo eventuais atrasos na aplicação da medida.

“A diminuição de dois feriados está em diálogo”, disse aos jornalistas o padre Manuel Morujão, sublinhando que a decisão “é da Santa Sé” e que "há programações” a ter em conta.

O Conselho de Ministros aprovou a 2 de fevereiro uma proposta de lei com alterações ao Código de Trabalho que prevê a exclusão de dois feriados civis, 5 de outubro e 1 de dezembro, e dois religiosos: Corpo de Deus (celebrado a uma quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa) e 15 de agosto (Assunção da Virgem Maria).

“Nem sempre isto pode ser com a velocidade que nós gostaríamos que fosse”, confidenciou o padre Manuel Morujão, após a reunião mensal do Conselho Permanente do episcopado católico português.

O assunto está a ser analisado pela Comissão Paritária que acompanha a aplicação da Concordata e o secretário da CEP diz ser possível que a medida de eliminação de feriados religiosos entre em vigor em 2012, “sobretudo se os feriados forem lá para o fim do ano”.

A celebração do Corpo de Deus acontece, este ano, no dia 7 de junho e a proximidade do feriado poderia, no entanto, levar o Governo a manter o feriado no calendário este ano, segundo o sacerdote, deixando votos de que o Executivo “possa atender a esse ponto”.

“Naturalmente, há opiniões diferentes, nunca uma decisão destas será consensual”, admitiu o padre Manuel Morujão, acreditando numa “solução maioritária” que seja “uma contribuição maioritária para o povo português”.

Este responsável lembrou que as festas de cariz religioso “têm muito a ver com a vida das populações, são elementos de cultura”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, esteve em Roma durante o último Consistório e manteve um encontro privado com o seu homólogo da Santa Sé, D. Dominique Mamberti, no dia 18 deste mês.

Nessa mesma altura marcou presença no Vaticano o núncio (embaixador da Santa Sé) em Portugal, D. Rino Passigato.

O artigo terceiro da Concordata de 2004 indica que os dias “festivos católicos”, além dos domingos, “são definidos por acordo nos termos do artigo 28”.

Este, por seu lado, prevê que o conteúdo do acordo diplomático “pode ser desenvolvido por acordos celebrados entre as autoridades competentes da Igreja Católica e da República Portuguesa”.

O artigo 30 estabelece que “enquanto não for celebrado o acordo previsto no artigo 3”, a República Portuguesa reconhece como dias festivos o Ano Novo e Nossa Senhora, Mãe de Deus (1 de janeiro), Corpo de Deus, Assunção (15 de agosto), Todos os Santos (1 de novembro), Imaculada Conceição (8 de dezembro) e Natal (25 de dezembro).

A Comissão Paritária volta a reunir-se em abril, cumprindo o programa de encontros bimestrais estabelecido no início do ano, adiantou à Agência ECCLESIA D. António Montes, presidente da delegação da Santa Sé, que inclui o padre Saturino Gomes, especialista em Direito Canónico, e Paulo Adragão, professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

O Conselho Permanente da CEP é um órgão delegado da assembleia dos bispos católicos, com funções de preparar os seus trabalhos e dar seguimento às suas resoluções, reunindo ordinariamente todos os meses.

RJM/OC



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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Solenidade do Senhor dos Passos

Aqui ficam algumas imagens da Solenidade do Senhor dos Passos, vivida ontem, 1º Domingo da Quaresma, no Santuário do Senhor Bom Jesus, em São Mateus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
1º DOMINGO DA QUARESMA

 

Tema do 1º Domingo do Tempo da Quaresma



No primeiro Domingo do Tempo da Quaresma, a liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e em oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim.
A primeira leitura é um extracto da história do dilúvio. Diz-nos que Jahwéh, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A acção de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.
No Evangelho, Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projectos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede – para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” – a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Baptismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.

 

Padres Dehonianos



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Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
Mensagem de Bento XVI para a Quaresma de 2012

 

«Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (Heb 10, 24)


 

Irmãos e irmãs!

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de refletir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal.

Desejo, este ano, propor alguns pensamentos inspirados num breve texto bíblico tirado da Carta aos Hebreus: «Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras» (10, 24). Esta frase aparece inserida numa passagem onde o escritor sagrado exorta a ter confiança em Jesus Cristo como Sumo Sacerdote, que nos obteve o perdão e o acesso a Deus. O fruto do acolhimento de Cristo é uma vida edificada segundo as três virtudes teologais: trata-se de nos aproximarmos do Senhor «com um coração sincero, com a plena segurança da » (v. 22), de conservarmos firmemente «a profissão da nossa esperança» (v. 23), numa solicitude constante por praticar, juntamente com os irmãos, «o amor e as boas obras» (v. 24). Na passagem em questão afirma-se também que é importante, para apoiar esta conduta evangélica, participar nos encontros litúrgicos e na oração da comunidade, com os olhos fixos na meta escatológica: a plena comunhão em Deus (v. 25). Detenho-me no versículo 24, que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspetos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal.

 

«Prestemos atenção»: a responsabilidade pelo irmão.

O primeiro elemento é o convite a «prestar atenção»: o verbo grego usado é katanoein, que significa observar bem, estar atento, olhar conscienciosamente, dar-se conta de uma realidade. Encontramo-lo no Evangelho, quando Jesus convida os discípulos a «observar» as aves do céu, que não se preocupam com o alimento e todavia são objeto de solícita e cuidadosa Providência divina (cf. Lc 12, 24), e a «dar-se conta» da trave que têm na própria vista antes de reparar no argueiro que está na vista do irmão (cf. Lc 6, 41). Encontramos o referido verbo também noutro trecho da mesma Carta aos Hebreus, quando convida a «considerar Jesus» (3, 1) como o Apóstolo e o Sumo Sacerdote da nossa fé. Por conseguinte o verbo, que aparece na abertura da nossa exortação, convida a fixar o olhar no outro, a começar por Jesus, e a estar atentos uns aos outros, a não se mostrar alheio e indiferente ao destino dos irmãos. Mas, com frequência, prevalece a atitude contrária: a indiferença, o desinteresse, que nascem do egoísmo, mascarado por uma aparência de respeito pela «esfera privada». Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o «guarda» dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão. O Servo de Deus Paulo VI afirmava que o mundo atual sofre sobretudo de falta de fraternidade: «O mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem, dos recursos do universo» (Carta enc. Populorum progressio, 66).

A atenção ao outro inclui que se deseje, para ele ou para ela, o bem sob todos os seus aspetos: físico, moral e espiritual. Parece que a cultura contemporânea perdeu o sentido do bem e do mal, sendo necessário reafirmar com vigor que o bem existe e vence, porque Deus é «bom e faz o bem» (Sal 119/118, 68). O bem é aquilo que suscita, protege e promove a vida, a fraternidade e a comunhão. Assim a responsabilidade pelo próximo significa querer e favorecer o bem do outro, desejando que também ele se abra à lógica do bem; interessar-se pelo irmão quer dizer abrir os olhos às suas necessidades. A Sagrada Escritura adverte contra o perigo de ter o coração endurecido por uma espécie de «anestesia espiritual», que nos torna cegos aos sofrimentos alheios. O evangelista Lucas narra duas parábolas de Jesus, nas quais são indicados dois exemplos desta situação que se pode criar no coração do homem. Na parábola do bom Samaritano, o sacerdote e o levita, com indiferença, «passam ao largo» do homem assaltado e espancado pelos salteadores (cf. Lc 10, 30-32), e, na do rico avarento, um homem saciado de bens não se dá conta da condição do pobre Lázaro que morre de fome à sua porta (cf. Lc 16, 19). Em ambos os casos, deparamo-nos com o contrário de «prestar atenção», de olhar com amor e compaixão. O que é que impede este olhar feito de humanidade e de carinho pelo irmão? Com frequência, é a riqueza material e a saciedade, mas pode ser também o antepor a tudo os nossos interesses e preocupações próprias. Sempre devemos ser capazes de «ter misericórdia» por quem sofre; o nosso coração nunca deve estar tão absorvido pelas nossas coisas e problemas que fique surdo ao brado do pobre. Diversamente, a humildade de coração e a experiência pessoal do sofrimento podem, precisamente, revelar-se fonte de um despertar interior para a compaixão e a empatia: «O justo conhece a causa dos pobres, porém o ímpio não o compreende» (Prov 29, 7). Deste modo entende-se a bem-aventurança «dos que choram» (Mt 5, 4), isto é, de quantos são capazes de sair de si mesmos porque se comoveram com o sofrimento alheio. O encontro com o outro e a abertura do coração às suas necessidades são ocasião de salvação e de bem-aventurança.

O facto de «prestar atenção» ao irmão inclui, igualmente, a solicitude pelo seu bem espiritual. E aqui desejo recordar um aspeto da vida cristã que me parece esquecido: a correção fraterna, tendo em vista a salvação eterna. De forma geral, hoje é-se muito sensível ao tema do cuidado e do amor que visa o bem físico e material dos outros, mas quase não se fala da responsabilidade espiritual pelos irmãos. Na Igreja dos primeiros tempos não era assim, como não o é nas comunidades verdadeiramente maduras na fé, nas quais se tem a peito não só a saúde corporal do irmão, mas também a da sua alma tendo em vista o seu destino derradeiro. Lemos na Sagrada Escritura: «Repreende o sábio e ele te amará. Dá conselhos ao sábio e ele tornar-se-á ainda mais sábio, ensina o justo e ele aumentará o seu saber» (Prov 9, 8-9). O próprio Cristo manda repreender o irmão que cometeu um pecado (cf. Mt 18, 15). O verbo usado para exprimir a correção fraterna – elenchein – é o mesmo que indica a missão profética, própria dos cristãos, de denunciar uma geração que se faz condescendente com o mal (cf. Ef 5, 11). A tradição da Igreja enumera entre as obras espirituais de misericórdia a de «corrigir os que erram». É importante recuperar esta dimensão do amor cristão. Não devemos ficar calados diante do mal. Penso aqui na atitude daqueles cristãos que preferem, por respeito humano ou mera comodidade, adequar-se à mentalidade comum em vez de alertar os próprios irmãos contra modos de pensar e agir que contradizem a verdade e não seguem o caminho do bem. Entretanto a advertência cristã nunca há de ser animada por espírito de condenação ou censura; é sempre movida pelo amor e a misericórdia e brota duma verdadeira solicitude pelo bem do irmão. Diz o apóstolo Paulo: «Se porventura um homem for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi essa pessoa com espírito de mansidão, e tu olha para ti próprio, não estejas também tu a ser tentado» (Gl 6, 1). Neste nosso mundo impregnado de individualismo, é necessário redescobrir a importância da correção fraterna, para caminharmos juntos para a santidade. É que «sete vezes cai o justo» (Prov 24, 16) – diz a Escritura –, e todos nós somos frágeis e imperfeitos (cf. 1 Jo 1, 8). Por isso, é um grande serviço ajudar, e deixar-se ajudar, a ler com verdade dentro de si mesmo, para melhorar a própria vida e seguir mais retamente o caminho do Senhor. Há sempre necessidade de um olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa (cf. Lc 22, 61), como fez, e faz, Deus com cada um de nós.

 

«Uns aos outros»: o dom da reciprocidade.

O facto de sermos o «guarda» dos outros contrasta com uma mentalidade que, reduzindo a vida unicamente à dimensão terrena, deixa de a considerar na sua perspetiva escatológica e aceita qualquer opção moral em nome da liberdade individual. Uma sociedade como a atual pode tornar-se surda quer aos sofrimentos físicos, quer às exigências espirituais e morais da vida. Não deve ser assim na comunidade cristã! O apóstolo Paulo convida a procurar o que «leva à paz e à edificação mútua» (Rm 14, 19), favorecendo o «próximo no bem, em ordem à construção da comunidade» (Rm 15, 2), sem buscar «o próprio interesse, mas o do maior número, a fim de que eles sejam salvos» (1 Cor 10, 33). Esta recíproca correção e exortação, em espírito de humildade e de amor, deve fazer parte da vida da comunidade cristã.

Os discípulos do Senhor, unidos a Cristo através da Eucaristia, vivem numa comunhão que os liga uns aos outros como membros de um só corpo. Isto significa que o outro me pertence: a sua vida, a sua salvação têm a ver com a minha vida e a minha salvação. Tocamos aqui um elemento muito profundo da comunhão: a nossa existência está ligada com a dos outros, quer no bem quer no mal; tanto o pecado como as obras de amor possuem também uma dimensão social. Na Igreja, corpo místico de Cristo, verifica-se esta reciprocidade: a comunidade não cessa de fazer penitência e implorar perdão para os pecados dos seus filhos, mas alegra-se contínua e jubilosamente também com os testemunhos de virtude e de amor que nela se manifestam. Que «os membros tenham a mesma solicitude uns para com os outros» (1 Cor 12, 25) – afirma São Paulo –porque somos um e o mesmo corpo. O amor pelos irmãos, do qual é expressão a esmola – típica prática quaresmal, juntamente com a oração e o jejum – radica-se nesta pertença comum. Também com a preocupação concreta pelos mais pobres, pode cada cristão expressar a sua participação no único corpo que é a Igreja. E é também atenção aos outros na reciprocidade saber reconhecer o bem que o Senhor faz neles e agradecer com eles pelos prodígios da graça que Deus, bom e omnipotente, continua a realizar nos seus filhos. Quando um cristão vislumbra no outro a ação do Espírito Santo, não pode deixar de se alegrar e dar glória ao Pai celeste (cf. Mt 5, 16).

 

«Para nos estimularmos ao amor e às boas obras»: caminhar juntos na santidade.

Esta afirmação da Carta aos Hebreus (10, 24) impele-nos a considerar a vocação universal à santidade como o caminho constante na vida espiritual, a aspirar aos carismas mais elevados e a um amor cada vez mais alto e fecundo (cf. 1 Cor 12, 31 – 13, 13). A atenção recíproca tem como finalidade estimular-se, mutuamente, a um amor efetivo sempre maior, «como a luz da aurora, que cresce até ao romper do dia» (Prov 4, 18), à espera de viver o dia sem ocaso em Deus. O tempo, que nos é concedido na nossa vida, é precioso para descobrir e realizar as boas obras, no amor de Deus. Assim a própria Igreja cresce e se desenvolve para chegar à plena maturidade de Cristo (cf. Ef 4, 13). É nesta perspetiva dinâmica de crescimento que se situa a nossa exortação a estimular-nos reciprocamente para chegar à plenitude do amor e das boas obras.

Infelizmente, está sempre presente a tentação da tibieza, de sufocar o Espírito, da recusa de «pôr a render os talentos» que nos foram dados para bem nosso e dos outros (cf. Mt 25, 24-28). Todos recebemos riquezas espirituais ou materiais úteis para a realização do plano divino, para o bem da Igreja e para a nossa salvação pessoal (cf. Lc 12, 21; 1 Tm 6, 18). Os mestres espirituais lembram que, na vida de fé, quem não avança, recua. Queridos irmãos e irmãs, acolhamos o convite, sempre atual, para tendermos à «medida alta da vida cristã» (João Paulo II, Carta ap. Novo millennio ineunte, 31). A Igreja, na sua sabedoria, ao reconhecer e proclamar a bem-aventurança e a santidade de alguns cristãos exemplares, tem como finalidade também suscitar o desejo de imitar as suas virtudes. São Paulo exorta: «Adiantai-vos uns aos outros na mútua estima» (Rm 12, 10).

Que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas (cf. Heb 6, 10). Este apelo ressoa particularmente forte neste tempo santo de preparação para a Páscoa. Com votos de uma Quaresma santa e fecunda, confio-vos à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria e, de coração, concedo a todos a Bênção Apostólica.


Vaticano, 3 de novembro de 2011

Benedictus PP. XVI



publicado por magdala às 17:47
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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
Sagrado Lauperene

SANTUÁRIO DIOCESANO DO SENHOR BOM JESUS MILAGROSO

2012

 

 

 

 

 

 

 




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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
SANTUÁRIO DO SENHOR BOM JESUS MILAGROSO

Sagrado Lausperene e Solenidade do Senhor dos Passos

 

Quinta e Sexta-feira, 23 e 24 de Fevereiro

15h00 – 18h00 – Exposição do Santíssimo Sacramento

18h00 – Via Sacra

18h30 – Missa

 

Sábado, 25 de Fevereiro

15h00 – 20h00 – Exposição do Santíssimo Sacramento

20h00 – Missa

21h00 – Procissão de Nossa Senhora da Soledade do Santuário para a Ermida do Passo

 

Domingo, 26 de Fevereiro

16h00 – Missa Solene

17h00 – Procissão do Senhor dos Passos



publicado por magdala às 05:19
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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012
Nota Pastoral da Quaresma

 

“EDIFICAR O BEM COMUM, TAREFA DE TODOS E DE CADA UM”


É o tema da Semana Nacional da Caritas, que vai decorrer de 4 a 11 de Março de 2012. Um dos pilares da Doutrina Social da Igreja é, precisamente, o “bem comum”, que é, por definição, o bem de todos e não apenas deste ou daquele grupo.

Todos somos responsáveis por todos. O tema da Semana da Caritas deste ano constitui um apelo nesse sentido: “Edificar o bem comum, tarefa de todos e de cada um”. Sem o contributo de todos, não podemos sair desta crise, que exige mudança de paradigma e de modelo de desenvolvimento. Mas não bastam as mudanças de estruturas. É preciso a mudança de  mentalidade e de comportamentos.

Foi o apelo de Jesus, logo no início do Seu ministério público, que a Igreja faz seu, com muito vigor, no tempo da Quaresma: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está perto: mudai de vida e acreditai na Boa Nova» (Mc 1, 15).

Nós acreditamos que o Reino de Deus – Reino de Justiça, Amor e Paz – inaugurado por Jesus, está presente e actuante no meio de nós, mesmo no meio das contrariedades da vida e das contradições da história. Aqui está a base da nossa esperança, que nos compromete na construção de um mundo melhor.

Mas nada é dado como definitivamente adquirido. O ser humano é livre. Cada geração tem de assumir e promover os valores genuínos, que estão na base da nossa sociedade, que são de clara  matriz cristã.

Por outro lado, não podemos esquecer que somos criaturas limitadas. Nem tudo pode dar certo. Por vezes falhamos e usamos mal a liberdade e não temos discernimento suficiente para avaliar as situações. Mas nem por isso deixaremos de arriscar, rectificando o caminho, conforme o andamento das coisas. Temos de ser capazes de começar de novo, todas as vezes que for necessário.

A Quaresma é esse tempo favorável para recomeçar e mudar de vida, assumindo os valores evangélicos, como caminho de humanização da vida pessoal, familiar e comunitária. Como explica o Santo Padre, há uma única maneira de alguém se tornar humano: amar e ser amado.

A Quaresma oferece-nos a oportunidade de voltarmos ao cerne do Evangelho: o amor. «Também hoje ressoa, com vigor, a voz do Senhor que chama cada um de nós a cuidar do outro. Também hoje Deus nos pede para sermos o “guarda” dos nossos irmãos (cf. Gn 4, 9), para estabelecermos relações caracterizadas por recíproca solicitude, pela atenção ao bem do outro e a todo o seu bem. O grande mandamento do amor ao próximo exige e incita a consciência a sentir-se responsável por quem, como eu, é criatura e filho de Deus: o facto de sermos irmãos em humanidade e, em muitos casos, também na fé deve levar-nos a ver no outro um verdadeiro alter ego, infinitamente amado pelo Senhor. Se cultivarmos este olhar de fraternidade, brotarão naturalmente do nosso coração a solidariedade, a justiça, bem como a misericórdia e a compaixão» (Bento XVI, Mensagem Quaresma 2012).

Nesta conformidade, como no ano passado, a Renúncia Quaresmal de 2012 destina-se a reforçar o Fundo Social da Caritas, que, conforme orientações do seu Conselho Geral, além do socorro imediato, tem de abrir caminho ao microcrédito para o auto-emprego, em casos devidamente estudados e acompanhados.

No ano passado, a Diocese recebeu como Renúncia Quaresmal 16.231 euros e 63 cêntimos. Este ano, precisamente, porque aumentaram as dificuldades, não pode diminuir a solidariedade.  A situação, que nos toca viver, é excepcional. Tem de haver gestos excepcionais, para superarmos todos juntos a crise actual.  Não vamos dar apenas do supérfluo – do que nos resta – mas do fruto de renúncias voluntárias. É uma boa penitência quaresmal pôr um travão ao consumo exagerado e partilhar com os outros.

Os ofertórios das Missas do Dia da Caritas (fim de semana: 10-11 de Março) têm o mesmo destino. Como a Renúncia Quaresmal, devem ser enviados directamente para a Câmara Eclesiástica, que, por sua vez, os fará chegar à Caritas Diocesana.

A Caritas é o serviço oficial da Igreja, encarregado de organizar a acção social, como expressão da comunidade cristã. Onde não há outros grupos ou movimentos de pastoral social, é de toda a conveniência que se crie um Núcleo de Caritas. Não só devido à situação de emergência social, que vivemos, mas também porque, numa comunidade cristã, o Serviço da Caridade é tão importante e essencial como a Evangelização, a Catequese  e a Liturgia.

«A Igreja não pode descurar o Serviço da Caridade, como não pode negligenciar os Sacramentos, nem a Palavra» - adverte o Papa (Bento XVI, Deus Caritas Est, nº 22). O modelo a seguir é o do Bom Samaritano: deitar a mão e cuidar de quem jaz na berma da estrada. Mas é preciso também saber encaminhar, promover as pessoas e actuar nas causas da pobreza e da injustiça. No vasto repertório da Doutrina Social da Igreja, há uma série de princípios e de critérios, que precisam ser retomados e aplicados, hoje mais do que nunca.

Antes de mais, os dois pilares fundamentais: a pessoa humana e a sua dignidade, objectivo último de toda a actividade humana, também da economia; e o bem comum, a que nos referimos anteriormente. Depois, há os dois princípios, que devem orientar toda a vida em sociedade: a solidariedade, que nos torna responsáveis uns pelos outros, como víamos antes; e a subsidariedade, que  leva cada instância a intervir na inferior, só na medida do necessário,  dando espaço à iniciativa e criatividade da comunidade e da sociedade. Daqui derivam as duas virtudes, que nunca podem estar separadas: a justiça e a caridade. Não pode haver caridade sem justiça, nem justiça sem caridade. Caridade é o nome cristão do amor, que tem a sua fonte em Deus, que é Caridade, como nos diz S. João.

Ora, o Amor na Trindade Santíssima chama-se Espírito Santo, que Jesus prometeu enviar e envia, para tornar possível a fraternidade universal. Como muito bem explica o Papa, «a sociedade cada vez mais globalizada torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos» (Bento XVI, Caritas in Veritate, nº 12). Só na medida, em que vivermos sob o “Império do Espírito Santo” é que haverá lugar para todos no banquete da vida.

 

+ António, Bispo de Angra

Ponta Delgada, 8 de Fevereiro de 2012.



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Domingo, 19 de Fevereiro de 2012
7º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 7º Domingo do Tempo Comum



A liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum convida-nos, uma vez mais, a tomar consciência de que Deus tem um projecto de salvação para os homens e para o mundo. Esse projecto (que em Jesus se torna vivo, palpável, realmente libertador) é um dom de Deus que o homem deve acolher com fé.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, em todos os momentos da história, está ao lado do seu Povo, a fim de o conduzir ao encontro da liberdade e da vida verdadeira. Sugere, no entanto, que o Povo necessita de percorrer um caminho de conversão e de renovação, antes de poder acolher a salvação/libertação que Deus tem para oferecer.
O Evangelho retoma a mesma temática. Diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.
A segunda leitura recomenda àqueles que aderiram à proposta de Jesus que vivam com coerência, com verdade, com sinceridade o seu compromisso, sem recurso a subterfúgios ou a lógicas de oportunidade.

 

 

Padres Dehonianos



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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
6º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 

 

 

Tema do 6º Domingo do Tempo Comum

 



A liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele não exclui ninguém nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos.
A primeira leitura apresenta-nos a legislação que definia a forma de tratar com os leprosos. Impressiona como, a partir de uma imagem deturpada de Deus, os homens são capazes de inventar mecanismos de discriminação e de rejeição em nome de Deus.
O Evangelho diz-nos que, em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação e denuncia como contrários aos seus projectos todos os mecanismos de opressão dos irmãos.
A segunda leitura convida os cristãos a terem como prioridade a glória de Deus e o serviço dos irmãos. O exemplo supremo deve ser o de Cristo, que viveu na obediência incondicional aos projectos do Pai e fez da sua vida um dom de amor, ao serviço da libertação dos homens.

Padres Dehonianos



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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
5º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 5º Domingo do Tempo Comum



Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projecto de Deus para o homem não é um projecto de morte, mas é um projecto de vida verdadeira, de felicidade sem fim.
Na primeira leitura, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.
No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.
A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.

 

 

Padres Dehonianos



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