O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Quarta-feira, 16 de Junho de 2010
Profundidade e sentido do celibato eclesiástico

Na vigília de oração do encerramento do Ano Sacerdotal, na noite de 10 de Junho na Praça de São Pedro em Roma, o Santo Padre, em jeito de catequese respondeu a cinco perguntas que cinco sacerdotes lhe colocaram.

Partilho aqui a bela e profunda resposta do Papa à pergunta de um sacerdote sobre o celibato.

 

 

Sacerdote: Peço humildemente, Pai Santo, que nos ilumine sobre a profundidade e sobre o sentido autêntico do celibato eclesiástico.

 

Santo Padre: Um grande problema da cristandade do mundo de hoje é que não se pensa mais ao futuro de Deus: parece somente suficiente o presente deste mundo. Queremos ter somente este mundo, viver somente neste mundo. Assim fechamos as portas à verdadeira grandeza da nossa existência. O sentido do celibato como antecipação do futuro é precisamente abrir essas portas, tornar maior o mundo, mostrar a realidade do futuro que deve ser vivido por nós já no presente. (…) Pode em certo sentido surpreender, essa crítica permanente contra o celibato, num tempo no qual cada vez mais se torna moda não se casar. Mas este não se casar é uma coisa totalmente e fundamentalmente diversa do celibato, porque o não se casar está baseado na vontade de viver sozinho para si mesmo, de não aceitar nenhum vínculo definitivo, de ter a vida a cada momento em plena autonomia, decidir em qualquer momento o que fazer, o que pegar da vida. E, portanto, um “não” ao vínculo, um “não” ao definitivo, um ter a vida somente para si mesmos. Enquanto o celibato é precisamente o contrário: É um “sim” definitivo, é um deixar-se tomar pela mão de Deus, entregar-se nas mãos do Senhor, no seu “Eu”, e portanto, é um acto de fidelidade e de confiança, um acto que supõe também a fidelidade no matrimónio. É precisamente o contrário deste “não”, desta autonomia que não deseja estar obrigado, que não deseja entrar num vínculo; é precisamente o “sim” definitivo que supõe, confirma o “sim” definitivo do matrimónio. E este matrimónio é a forma bíblica, a forma natural de ser homem e mulher, fundamento da grande cultura cristã, das grandes culturas do mundo. Se desaparece isso, será destruída a raiz da nossa cultura. Por isso, o celibato confirma o “sim” do matrimónio com o seu “sim” ao mundo futuro, e assim queremos ir para frente e fazer presente este escândalo de uma fé que põe toda a existência em Deus. Sabemos que ao lado desse grande escândalo que o mundo não deseja ver, existem também os escândalos secundários das nossas insuficiências, dos nossos pecados que escurecem o verdadeiro e grande escândalo, e fazem pensar: “Mas, não vivem realmente sob o fundamento de Deus!”. Mas há tanta fidelidade! O celibato, precisamente as críticas o demonstram, é um grande sinal da fé, da presença de Deus no mundo. Rezemos ao Senhor para que nos ajude a nos tornarmos livres dos escândalos secundários, para que torne presente o grande escândalo da nossa fé, da confiança, da força da nossa vida que se funda em Deus e em Cristo Jesus!



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Terça-feira, 15 de Junho de 2010
Nota Pastoral do Bispo de Angra

O Lugar da EMRC no Currículo Regional

 


 

Ao entrarmos no período das matrículas na disciplina de Educação Moral Religiosa Católica (EMRC), sinto a obrigação de chamar a atenção para a responsabilidade, seja dos pais e dos encarregados de educação, dos párocos e dos catequistas, como dos cristãos empenhados na Escola e dos professores de EMRC, para darem o devido valor à oportunidade que o ensino religioso escolar oferece para uma educação integral dos alunos. Esta crise, que estamos a viver, não é só de carácter financeiro e económico. É também uma crise de valores. Para a vencer, é preciso, tanto o progresso técnico, como a regeneração espiritual.

 

1. Ora, a disciplina de EMRC promove e aprofunda valores cristãos, que humanizam e desenvolvem a personalidade, contribuindo para a sua inserção criativa na sociedade. No momento, em que se abre caminho ao currículo regional, convém ter presente que a identidade açoriana está marcada por uma clara matriz cristã. Assim, para compreender e salvaguardar a açorianidade, é preciso conhecer o cristianismo e a história da presença da Igreja Católica nos Açores. Aliás, não é possível entendermos a civilização ocidental, sem compreendermos o papel que a herança cultural judaico-cristã teve na sua génese e desenvolvimento.

 

Nesse sentido, disciplina de EMRC não é só para crentes e praticantes. É para todo o açoriano, que pretenda compreender o nosso património cultural, as nossas gentes e tradições. É que a EMRC não é propriamente catequese, nem tem finalidades de proselitismo. É uma abordagem cultural ao cristianismo,  com estatuto científico, como as demais disciplinas.

 

2. Por outro lado, é impensável uma educação neutra, como alguém preconiza. Toda a educação baseia-se numa ideia de pessoa e de sociedade, em que cabe também a dimensão religiosa, que, portanto, não é meramente acessória. Tem o seu lugar próprio na Escola.

 

A presença da Igreja Católica e de qualquer confissão religiosa na Escola não é um privilégio, nem pode depender da maior ou menor sensibilidade do Conselho Directivo ou do Director de Turma. É um direito, consignado na Constituição Portuguesa e regulamentado pela Lei da Liberdade Religiosa e pela Concordata entre a Santa Sé e o Estado Português.

 

Cabe ao Estado criar as condições, para que as famílias possam escolher o tipo de educação, que querem para as novas gerações. Por isso, os pais católicos e encarregados de educação devem tomar consciência da grave responsabilidade que têm, no momento das matrículas. Não se percebe, nem é aceitável que as crianças, os adolescentes e os jovens das nossas paróquias não se matriculem na disciplina de EMRC. É de uma incoerência total que acólitos, leitores, escuteiros do CNE e outros grupos paroquiais fujam da EMRC. Os próprios crismandos têm na EMRC a possibilidade de completarem a sua preparação para uma celebração mais consciente do sacramento da maturidade cristã.

 

Aqui é decisiva a intervenção esclarecedora e motivadora dos párocos e das catequistas. A Escola poderá também colaborar nesse esclarecimento, feito com isenção e objectividade, deixando aos pais e encarregados de educação a livre escolha, sem qualquer tipo de manipulação.

 

3. Se muito se pode e deve esperar da Escola e seus organismos, para o enquadramento e implementação da disciplina no conjunto dos saberes, determinante para o sucesso e utilidade da disciplina de EMRC é a qualidade de prestação dos professores da disciplina. Se muito se deve pedir aos pais e esperar  dos católicos actuantes na Escola, no sentido de promoverem o apreço pelo ensino religioso escolar, muito mais há que exigir aos professores de EMRC. Não há outra alternativa aceitável, que não seja a da excelência, para que a disciplina se revele útil e se torne atractiva.

 

Nessa perspectiva, impõe-se a necessidade de uma dedicação total e de uma inserção efectiva no mundo escolar, participando e promovendo iniciativas circum-escolares. A disciplina de EMRC tem a ver com o sentido da vida. Não pode ser mera transmissão de doutrina. É diálogo, a partir da vida, sobre a vida e em função da vida.

 

Nesta encruzilhada da história, em que se difunde um certo pessimismo em relação ao presente e se manifesta algum medo do futuro, urge unir forças e promover sinergias, para garantir um futuro risonho às novas gerações. É preciso dar as mãos à família e apoiar a escola, nesta tarefa exigente e difícil da formação. É essa a disponibilidade da Igreja, que não pretende dominar, nem impor. Apenas colaborar com a família e a escola, com a certeza de que é depositária de um conjunto de valores, que libertam a pessoa humana e a ajudam a crescer e a inserir-se solidariamente na sociedade.

 

Assim saibamos aproveitar e desenvolver as grandes potencialidades da disciplina de EMRC para uma educação integral!

 

+ António, Bispo de Angra

Angra, 17 de Maio de 2010.



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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Paróquia Matriz da Madalena acolhe a peregrinação dos Beatos Francisco e Jacinta Marto

Para assinalar o centenário do nascimento da Beata Jacinta Marto, pastorinha de Fátima, a Ouvidoria do Pico organizou uma peregrinação por todas as Paróquias da Ilha, com as imagens dos Beatos Francisco e Jacinta, que se veneram no Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus Milagroso desta Ilha, destinada a todos os fieis, especialmente às crianças da catequese, que se iniciou a 1 de Maio.

No passado sábado a Paróquia Matriz de Santa Maria Madalena, acolheu festivamente as imagens dos Beatos Francisco e Jacinta Marto, que vieram da Paróquia das Bandeiras, recebendo-as junto ao edifício das obras públicas.

Deixamos aqui algumas imagens desse acolhimento que constou de procissão para a Igreja Matriz e a Eucaristia com as crianças da catequese, animada liturgicamente pelos Escuteiros da Paróquia.

 

 

 

 



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Domingo, 13 de Junho de 2010
Dia de Santo António

Santo António nas palavras do Papa


Catequese sobre o Santo português, um dos «mais populares de toda a Igreja Católica»

 

Gostaria de falar de outro santo pertencente à primeira geração dos Frades Menores: António de Pádua ou, como é também chamado, de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal.

 

Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não só em Pádua, onde foi construída uma maravilhosa Basílica que conserva os seus despojos mortais, mas em todo o mundo. São queridas aos fiéis as imagens e as imagens que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus no colo, em recordação de uma milagrosa aparição mencionada por algumas fontes literárias.

 

António contribuiu de modo significativo para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com os seus salientes dotes de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico.

 

Nasceu em Lisboa numa família nobre, por volta de 1195, e foi baptizado com o nome de Fernando. Uniu-se aos cónegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente em Lisboa e, sucessivamente, no da Santa Cruz em Coimbra, famoso centro cultural de Portugal.

 

Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que fez frutificar na actividade do ensino e da pregação. Aconteceu em Coimbra o episódio que contribuiu para uma mudança decisiva na sua vida: ali, em 1220 foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos, que tinham ido a Marrocos, onde encontraram o martírio.

 

A sua vicissitude fez nascer no jovem Fernando o desejo de os imitar e de progredir no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os Cónegos agostinianos e para se tornar Frade Menor. O seu pedido foi aceite e, tomando o nome de António, partiu também ele para Marrocos, mas a Providência divina dispôs de outro modo.

 

Após uma doença, foi obrigado a partir para a Itália e, em 1221, participou no famoso "Capítulo das Esteiras" em Assis, onde encontrou também São Francisco. Em seguida, viveu algum tempo no escondimento total num convento de Forli, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão.

 

Enviado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, mostrou ser dotado de ciência e eloquência, e os Superiores destinaram-no à pregação.

 

Começou assim na Itália e na França, uma actividade apostólica tão intensa e eficaz que induziu muitas pessoas que se tinham afastado da Igreja a reconsiderar a sua decisão. António foi também um dos primeiros mestres de teologia dos Frades Menores, ou até o primeiro.

 

Iniciou o seu ensino em Bolonha, com a bênção de São Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de António, lhe enviou uma breve carta, que iniciava com estas palavras: "Agrada-me que ensines teologia aos frades".

 

António lançou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido o seu ápice com São Boaventura de Bagnoregio e com o beato Duns Escoto.

 

Tornando-se Superior dos Frades Menores da Itália setentrional, continuou o ministério da pregação, alternando-o com as funções de governo. Concluído o cargo de Provincial, retirou-se para perto de Pádua, aonde já tinha ido outras vezes. Após um ano, faleceu nas portas da cidade, a 13 de Junho de 1231.

 

Pádua, que o tinha acolhido com afecto e veneração durante a vida, tributou-lhe para sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX, que depois de o ter ouvido pregar o tinha definido "Arca do Testamento", canonizou-o só um ano depois da morte, em 1232, também após os milagres que se verificaram por sua intercessão.

 

No último período de vida, António pôs por escrito dois ciclos de "Sermões", intitulados respectivamente "Sermões dominicais" e "Sermões sobre os Santos", destinados aos pregadores e aos professores dos estudos teológicos da Ordem franciscana.

 

Nestes Sermões ele comentava os textos da Escritura apresentados pela Liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos, o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o antropológico ou moral, e o analógico, que orienta para a vida eterna.

 

Hoje redescobre-se que estes sentidos são dimensões do único sentido da Sagrada Escritura e que é justo interpretar a Sagrada Escritura procurando as quatro dimensões da sua palavra. Estes Sermões de Santo António são textos teológico-homiléticos, que reflectem a pregação bíblica, na qual António propõe um verdadeiro itinerário de vida cristã.

 

É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos "Sermões", que o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou António Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de "Doutor evangélico", porque desses escritos sobressai o vigor e a beleza do Evangelho; ainda hoje os podemos ler com grande proveito espiritual.

 

Nestes Sermões Santo António fala da oração como de uma relação de amor, que estimula o homem a dialogar docilmente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que suavemente envolve a alma em oração.

 

António recorda-nos que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio que não coincide com o desapego do rumor externo, mas é experiência interior, que tem por finalidade remover as distracções causadas pelas preocupações da alma, criando o silêncio na própria alma.

 

Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração é articulada em quatro atitudes indispensáveis que, no latim de António, são assim definidas: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las do seguinte modo: abrir com confiança o próprio coração a Deus; é este o primeiro passo do rezar, não simplesmente colher uma palavra, mas abrir o coração à presença de Deus; depois, dialogar afectuosamente com Ele, vendo-o presente comigo; e depois muito natural apresentar-lhe as nossas necessidades; por fim, louvá-lo e agradecer-lhe.

 

Deste ensinamento de Santo António sobre a oração captamos uma das características específicas da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel atribuído ao amor divino, que entra na esfera dos afectos, da vontade, do coração, e que é também a fonte da qual brota uma consciência espiritual, que supera qualquer conhecimento. De facto, amando, conhecemos.

 

Escreve ainda António: "A caridade é a alma da fé, torna-a viva; sem o amor, a fé esmorece" (Sermomes Dominicales et Festivi II, Messaggero, Pádua 1979, p. 37).

 

Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: é este o objecto privilegiado da pregação de Santo António. Ele conhece bem os defeitos da natureza humana, a nossa tendência a cair no pecado, e portanto exorta a continuar a combater a inclinação da avidez, do orgulho, da impureza, e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.

 

No início do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescer do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, António convidou várias vezes os fiéis a pensar na verdadeira riqueza, a da cruz, que tornando bons e misericordiosos, faz acumular tesouros para o Céu. "Ó ricos assim exorta ele tornai-vos amigos... dos pobres, acolhei-os nas vossas casas: serão depois eles, os pobres, quem vos acolherão nos eternos tabernáculos, onde há a beleza da paz, a confiança da consciência, a opulenta tranquilidade da eterna saciedade" (Ibid., p. 29).

 

Não é porventura este, queridos amigos, um ensinamento muito importante também hoje, quando a crise financeira e os graves desequilíbrios económicos empobrecem não poucas pessoas, e criam condições de miséria?

 

Na minha Encíclica Caritas in veritate recordo: "A economia tem necessidade da ética para o seu correcto funcionamento não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa" (n. 45).

 

António, na escola de Francisco, coloca sempre Cristo no centro da vida e do pensamento, da acção e da pregação. Esta é outra característica típica da teologia franciscana: o cristocentrismo. Ela contempla benevolamente, e convida a contemplar, os mistérios da humanidade do Senhor, o homem Jesus, de modo particular, o mistério da Natividade, Deus que se fez Menino, se entregou nas nossas mãos: um mistério que suscita sentimentos de amor e de gratidão para com a bondade divina.

 

Por um lado a Natividade, ponto central do amor de Cristo pela humanidade, mas também a visão do Crucifixo inspira em António pensamentos de reconhecimento para com Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de modo que todos, crentes e não-crentes, possam encontrar no Crucificado e na sua imagem um significado que enriquece a vida.

 

Escreve Santo António: "Cristo, que é a tua vida, está pendurado diante de ti, para que tu olhes para a cruz como para um espelho. Nela poderás conhecer quanto mortais foram as tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o do sangue do Filho de Deus. Se olhares bem, poderás dar-te conta de como são grandes a tua dignidade humana e o teu valor... Em nenhum outro lugar o homem pode aperceber-se melhor do seu valor, a não ser olhando para o espelho da cruz" (Sermones Dominicales et Festivi III, pp. 213-214).

 

Meditando estas palavras podemos compreender melhor a importância da imagem do Crucifixo para a nossa cultura, para o nosso humanismo nascido da fé cristã. Precisamente olhando para o Crucifixo vemos, como diz Santo António, como é grande a dignidade humana e o valor do homem.

 

Em nenhum outro ponto se pode compreender quanto o homem vale, precisamente porque Deus nos torna tão importantes, nos vê tão importantes, que somos, para Ele, dignos do seu sofrimento; assim, toda a dignidade humana aparece no espelho do Crucifixo e olhar em sua direcção é sempre fonte do reconhecimento da dignidade humana.

 

Queridos amigos, possa António de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceder pela Igreja inteira, e sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação; oremos ao Senhor para que nos ajude a aprender um pouco desta arte de Santo António.

 

Os pregadores, inspirando-se no seu exemplo, tenham a preocupação de unir doutrina sólida e sã, piedade sincera, incisiva na comunicação. Neste Ano sacerdotal, rezemos para que os sacerdotes e os diáconos desempenhem com solicitude este ministério de anúncio e de actualização da Palavra de Deus aos fiéis, sobretudo através das homilias litúrgicas. Sejam elas uma apresentação eficaz da eterna beleza de Cristo, precisamente como António recomendava: "Se pregas Jesus, Ele comove os corações duros; se o invocas, alivia das tentações amargas; se o pensas, ilumina o teu coração; se o lês, sacia-te a mente" (Sermones Dominicales et Festivi III, p. 59).

 

(Audiência geral de 10 de Fevereiro de 2010)



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Sábado, 12 de Junho de 2010
Igreja quer mais inscrições na disciplina de EMRC

Campanha de matrículas destaca importância de uma «educação integral»

 

 

«Eu quero!» é o lema com que os responsáveis pela disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) no nosso país querem cativar os alunos numa campanha de matrículas neste final de ano lectivo.

Presente desde o Ensino Básico ao Secundário, em regime opcional, esta é uma disciplina que se apresenta como “um espaço educativo de grande interesse” no contexto de “uma autêntica educação integral”.

O desdobrável que promove a inscrição em EMRC para o ano lectivo 2010/2011 sublinha que “a dimensão religiosa é fundamental para se dar resposta à inquietação humana pelo sentido último da vida”.

“O conhecimento da mensagem cristã é essencial para a definição da própria identidade, no contexto de um país com profundas raízes cristãs”, assinala-se ainda.

 

Dimas Pedrinho, responsável pelo Departamento da Educação Moral e Religiosa Católica do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) refere ao programa «70x7» que a disciplina ensina a “ser mais pessoa”.

A respeito da campanha de matrículas, que quer sensibilizar pais e alunos, este responsável admite que a EMRC tem de enfrentar vários desafios para se conseguir apresentar “de forma atractiva, criativa”.

Na Escola Secundária de Peniche, há já 33 anos que professores, alunos e antigos alunos criam uma verdadeira “família” em volta da EMRC

Fabiana Faustina, aluna do 11.º ano, sublinha o “espírito de amizade” proporcionado pelas aulas da disciplina, um ponto de partida para tudo o que ali se desenvolve.

O professor Francisco Domingos leva mais de três décadas a dar a conhecer disciplina de EMRC, explicando que “é aqui dentro que formamos homens, ajudamos os nossos alunos a dar passos, a crescer”.

37,4 % dos alunos frequentam a disciplina no ensino oficial Básico e secundário, embora se verifique uma quebra progressiva à medida que se avança nos anos escolares. Os dados são revelados pelo site EMRCdigital.com, do SNEC.

A nova Concordata consagra a existência da disciplina de EMRC, continuando os professores a ser propostos pelos Bispos, nomeados pelo Estado e pagos pela tutela.

"A República Portuguesa, no âmbito da liberdade religiosa e do dever de o Estado cooperar com os pais na educação dos filhos, garante as condições necessárias para assegurar, nos termos do direito português, o ensino da religião e moral católicas nos estabelecimentos de ensino público não superior, sem qualquer forma de discriminação", lê-se no artigo 19.

 

In Agência Ecclesia



publicado por magdala às 02:43
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Rezar pelos Sacerdotes

No encerramento deste Ano Sacerdotal partilho este vídeo que encontrei no blog do colega e amigo Pe. Zulmiro. É uma alegria saber que há quem reconheça o nosso trabalho e que saiba dizer-nos: "OBRIGADO"!

 



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Ano Sacerdotal ajudou a redefinir prioridades

 

Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios mostra-se grato pelas iniciativas que decorreram desde Junho de 2009

 

O Simpósio do Clero de Portugal, as iniciativas regionais e locais e o encontro de Bento XVI com o clero, durante a visita a Portugal, marcam a história do Ano Sacerdotal, que termina hoje, dia 11 de Junho.

 

Para D. António Francisco dos Santos, que acolheu a convocação do Ano Sacerdotal “com surpresa”, a mensagem que o Papa dirigiu aos padres de Portugal, na tarde do dia 12 de Maio, em Fátima, sintetiza as conclusões e os desafios que emergem de um ano Pastoral centrado na figura do padre.

 

Em entrevista ao Programa ECCLESIA, o Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios aponta como primeiro desafio deixado pelo Papa Bento XVI o da fidelidade e da lealdade.

 

Uma mensagem “necessária, oportuna e permanente” é como classifica D. António Francisco dos Santos o convite do Papa.

 

“O Santo Padre foi ao encontro da vida real de cada um de nós sacerdotes, deixando-nos um apelo a que não nos deixemos vencer pela rotina e pelo desânimo, mas que vivamos o fascínio de uma vida dada e renovada diariamente como no dia da nossa ordenação”, afirma.

 

Padres não são gestores

 

O Papa pediu também aos sacerdotes que não se dispersem por actividades que “não são consentâneas” com o essencial do ministério sacerdotal.

 

“É muito oportuno fazê-lo para que a vida dos sacerdotes não se disperse e não se perturbe com actividades que devem ser assumidas pelos leigos e que podem ser realizadas com muita eficiência e competência pelos leigos, libertando os sacerdotes para o essencial do seu ministério e da sua missão”, indica o Bispo de Aveiro.

 

Exemplos disso são, para D. António Francisco dos Santos, actividades de gestão de centros sociais: “Nós temos conselhos económicos, conselhos diocesanos de pastoral que assumem tantas actividades e que estão despertos, acolhedores, atentos e disponíveis para essa missão e muitas vezes, pelo hábito e pela tradição com que sempre realizamos esse trabalho, continuamos a assumi-lo como se fosse imprescindível ser realizado pelos sacerdotes. E não é!”

 

Neste momento temos de ser corajosos e lúcidos e determinados a procurar centrarmo-nos no essencial”. O Sacerdote precisa de estar disponível para o acompanhamento espiritual, para o que é essencial da sua missão”.

 

Para o Bispo de Aveiro, os padres devem “compreender que os leigos têm espaços que ainda não ocuparam na Igreja e que é necessário que o assumam. E rapidamente!”

 

“O sacerdote tem de ter tempo privilegiado para a oração, para o acompanhamento espiritual, para celebrar os sacramentos, para caminhar com o povo de Deus”.

 

D. António Francisco dos Santos aponta como prioridade no planeamento da vida dos sacerdotes não estarem tão ocupados e tão dispersos com actividades que outros membros da comunidade em que o padre está inserido podem assumir ”por inteiro e com eficiência”.

 

Concretizar intuições

 

O Ano Sacerdotal “serviu para pôr em prática muitas intuições pastorais que íamos tendo ao longo do tempo”.

 

Aos analisar um Ano – que D. António Francisco dos Santos diz não ter o direito de avaliar, mas de agradecer – o Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios assume que a realização deste projecto proposto pelo Papa constituiu uma oportunidade de encontro, de reflexão e de valorização da vocação sacerdotal.

 

A necessidade de realizar trabalho em rede, em equipa entre os sacerdotes é uma das intuições que sai reforçada com o Ano Sacerdotal, confirmada pelas mensagens dirigidas aos sacerdotes por Bento XVI, em Fátima.

 

“Têm de surgir iniciativas em equipa sacerdotal”. Para D. António Francisco dos Santos, esse é “o caminho do futuro da Igreja”. “Temos decididamente de dar passos nesse sentido”.

 

“É necessário que cada sacerdote sinta no outro sacerdote um irmão. Nós sabemo-lo, sentimo-lo, mas é necessário vivê-lo na proximidade, no tempo que lhes damos, na disponibilidade e na partilha”, refere o Bispo de Aveiro.

 

“O Santo Padre apontou-nos caminhos que é urgente que saibamos percorrer”, acrescenta.

 

A formação contínua está também entre os desafios propostos pelo Papa e sentidos ao longo do Ano Sacerdotal.

 

As iniciativas levadas a cabo contribuíram, segundo D. António Francisco dos Santos, para “fazer sentir que os sacerdotes, para lá o tempo do seminário, precisam de uma formação permanente, que faz uma formação contínua”.

 

Iniciativas nacionais e sobretudo as locais proporcionaram uma mobilização do “povo sacerdotal, que é toda a Igreja, para uma oração mais intensa pelos sacerdotes e também para suscitar novas vocações”.

 

A realização do Ano Sacerdotal foi também um contributo para que, diante da decisão vocacional, seja colocada em consideração também a opção sacerdotal. Para D. António Francisco dos Santos, não estão em causa mudanças no perfil do sacerdote, que refere a entrega total, a disponibilidade permanente e a doação de vida como as características que identificam o ser padre hoje.

 

O Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios considera o Ano Sacerdotal “uma bênção”. “Constituiu uma oportunidade da descoberta e da beleza da vocação sacerdotal”, refere.

 

“Agradeço ao Santo Padre Bento XVI este projecto que nos deu”. Esse sinal será expresso pela sua presença, em Roma, no Encontro Mundial de Sacerdotes, que assinala o encerramento do Ano Sacerdotal.

 

In Agência Ecclesia

 



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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Encerramento do Ano Sacerdotal

Ordenação e jubileus sacerdotais no dia 11 de Junho na Sé de Angra

 

Uma solene concelebração na Sé catedral de Angra presidida por D. António Sousa Braga no dia 11 e Junho marcará o encerramento do Ano Sacerdotal nos Açores. Uma celebração que decorrerá pelas 18h30.

Momento alto será a ordenação de Presbítero do diácono Bruno Miguel Esteves Rodrigues, finalista do Seminário Episcopal de Angra. Além disso, Mons. Cón. Dr.  Francisco Caetano Tomás e o Cón. Gil Vicente de Mendonça  comemoram 60 anos de Sacerdócio, Mons. Cón. Dr.  Augusto Manuel Arruda Cabral, 50 anos e o P. Zulmiro Manuel da Costa Sarmento, 25 anos de sacerdócio.

 

BRUNO MIGUEL ESTEVES RODRIGUES é filho de  Liduíno Miguel Medeiros Rodrigues e de Maria de Fátima Coelho Esteves Rodrigues, nascido a  31 de Agosto de 1982, natural da freguesia da Matriz, concelho da Horta, Ilha do Faial, Açores, residente na freguesia dos Flamengos, e completou recentemente o Sexénio Filosófico/Teológico do Seminário Episcopal de Angra, que é a formação inicial fundamental para o exercício do ministério presbiteral.


Recorde-se que recentemente os Rev.mos. Mons. Caetano Tomás e Gil Mendonça foram homenageados em Angra do Heroísmo. Uma iniciativa de um grupo de leigos seus amigos, iniciatica á qual se associou o Seminário Episcopal de Angra, e vários sacerdotes da ilha. Esta agora é uma homenagem da diocese a todos os seus sacerdotes em data jubiliar, em sinal de gratidão e como reconhecimento do amor dedicado à Igreja de Deus  que está nestas Ilhas.


Ricardo Henriques

 

Na Ouvidoria do Pico

 

A equipa sacerdotal da nossa Ouvidoria reunir-se-á amanhã no Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus Milagroso, para encerrar este Ano Sacerdotal, com uma tarde de reflexão e pelas 17h30 adoração Eucaristica, às 18h30 recitação da hora de Vésperas e pelas 19 horas Eucaristia Solene da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, presidida pelo Senhor D. Arquiminio Rodrigues Costa, para a qual todos os fieis estão convidados a associarem-se aos seus sacerdotes.

 



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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010
Padres de todo o mundo reunidos no Vaticano

 

Iniciou-se esta Quarta-feira, no Vaticano, o encontro internacional de padres que marca o encerramento do Ano Sacerdotal, marcado para a próxima Sexta-feira, 11 de Junho.

A iniciativa, que será encerrada por Bento XVI, conta com 10 mil participantes, incluindo cerca de uma centena de portugueses.

Na tarde de Quinta-feira tem lugar uma vigília na Praça de São Pedro: além de testemunhos a serem oferecidos por alguns sacerdotes, estão previstas ligações televisivas com Ars (França), o Cenáculo de Jerusalém, bairros pobres de Buenos Aires e Hollywood, bem como um diálogo entre Bento XVI e os sacerdotes, com adoração e bênção eucarística.

Esta manhã, na sua audiência pública semanal, o Papa aludiu a este encontro, lembrando que “milhares de sacerdotes de todas as partes do mundo” estão reunidos para “louvar o Senhor e renovar o seu próprio compromisso”.

“Convido todos a participar neste evento com a oração”, acrescentou.

A Congregação para o Clero é a organizadora do encontro internacional, subordinado ao tema “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”.

A programação conta com meditações, momentos de adoração eucarística, confissão e celebração da Missa.

Os conferencistas serão o Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo de Colónia (Alemanha), e o Cardeal Marc Quellet, Arcebispo do Québec (Canadá).

As Missas, nas Basílicas de S. João de Latrão e S. Paulo fora de muros, serão presididas pelo Cardeal Cláudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero; o Arcebispo Mauro Piacenza, Secretário da mesma Congregação; Arcebispo Robert Sarah, Secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, e o Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano.

Na Sexta-feira, às 10h00 (hora local, menos uma em Lisboa), Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, encerra-se o Ano Sacerdotal com uma concelebração eucarística presidida pelo Papa na Praça de São Pedro.

Durante a Missa, Bento XVI proclamará o santo Cura de Ars como patrono de todos os sacerdotes do mundo - actualmente, S. João Maria Vianney é patrono dos párocos.



publicado por magdala às 18:10
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Fátima: Santuário prepara-se para receber Peregrinação Nacional das Crianças

Iniciativa inspirada no testemunho da vidente Jacinta Marto é presidida por D. Manuel Clemente

 

Desde o início desta semana que, nos espaços físicos do Santuário, decorrem trabalhos de montagem e ornamentação para a Peregrinação Nacional das Crianças, um momento de carácter anual vocacionado em primeira instância para as crianças e, depois, para os seus familiares e catequistas, que sempre se realiza a 9 e 10 de Junho.

Nada disto é surpresa, por ser semelhante ao que aconteceu em anos antecedentes e também porque já foi anunciado.

A surpresa está reservada para amanhã, quando, no final da Eucaristia, marcada para as 11h00, for distribuída no Santuário de Fátima, às crianças que estejam presentes, a prenda que a instituição oferece sempre.

Preside à peregrinação, que este ano foi buscar à vida e ao testemunho da vidente Jacinta Marto toda a inspiração e propósitos pastorais, D. Manuel Clemente, bispo do Porto.

Desde ontem, e de forma diferente de todas as outras grandes peregrinações no Santuário, que já está a ser levantado, de frente para a escadaria da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, o altar “da peregrinação das crianças”, que sempre são convidadas a sentar-se na escadaria da Basílica, de frente para esse altar.

O altar do Recinto de Oração, também como habitualmente acontece, já está escondido por uma grande tela horizontal que ilustra o tema escolhido para a peregrinação deste ano: "Quereis oferecer-vos a Deus?", palavras de Nossa Senhora aos três videntes, a 13 de Maio de 1917, em Fátima.

“Esperamos ajudar as crianças a descobrir as diversas formas de fazer da vida uma oferta a Deus em favor dos irmãos, explorando perspectivas vocacionais, enquanto formas diversas de cada um se oferecer ao Senhor, mas explorando também atitudes de vida que manifestam desejo de as pessoas se darem no serviço aos outros”, explica o reitor do Santuário de Fátima, Pe. Virgílio Antunes.

Rui Mendes, do Secretariado da Peregrinação e autor imagem gráfica desta iniciativa, explica assim a ideia pensada para a faixa gigante que já embeleza o Santuário, até porque a Peregrinação das Crianças tem início ao final da tarde de hoje.

“Jacinta caminha em direcção a um rasgo de luz que desce do céu. Mais à frente, o arco-íris recorda o símbolo da nova aliança que Deus renova a cada instante com a humanidade. Atrás da Pastorinha fica uma paisagem infértil, e desoladora, símbolo da sua renúncia ao pecado, ao qual vira as costas. Nas mãos, a Pastorinha traz uma flor, que é o seu ‘Sim’ ao apelo de Nossa Senhora ‘Quereis oferecer-vos a Deus’. Esse ‘Sim’ tal como uma flor, tem de ser cultivado, e vai crescendo a cada dia em que nos empenhamos por buscar a luz de Deus, e radicamos a Sua palavra”, explica.

A Missa das 11h00 do dia 10 de Junho, será transmitida em directo por vários órgãos de comunicação: TVI, TV Canção Nova, Rádio Renascença e Rádio SIM.

 

Programa da Peregrinação em www.fatima.pt/portal/index.php?id=40908

 

LeopolDina Simões, Sala de Imprensa do Santuário de Fátima



publicado por magdala às 11:08
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