O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Domingo, 27 de Setembro de 2009
XXVI Domingo do Tempo Comum

 

Longe de sentir despeito pelo dom do Espírito concedido a dois homens que não tinham correspondido à sua convocação, Moisés só desejava que todos tivessem o mesmo privilégio. A nós, acostumados que estamos a raciocinar em termos de “nós”, Igreja, e de “eles”, os outros – os que não fazem parte da Igreja –, faz bem ouvir de Jesus a confirmação à intuição de Moisés: “Quem não é contra nós é por nós”, diz o Senhor. Desta forma, evitamse atitudes defensivas perante muitos que, mesmo não acreditando, até partilham alguns dos nossos valores. Neste Domingo, continuamos também a ser instruídos por S. Tiago. Diz-nos o apóstolo que as riquezas mal adquiridas ou mal utilizadas, bem como o justo salário recusado a quem trabalha, são os grandes acusadores dos ricos no tribunal divino.



publicado por magdala às 00:21
link do post | comentar | favorito

Sábado, 26 de Setembro de 2009
Festa de Nossa Senhora das Dores

Há 20 dias atrás vivia com a Comunidade Paroquial de Nossa Senhora das Dores da Criação Velha a festa da Padroeira.

 

Hoje partilho algumas fotos da festa realizada no passado dia 6 de Setembro de 2009.

 

NOSSA SENHORA DAS DORES, ROGAI POR NÓS.

 

 

 



publicado por magdala às 00:26
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Episcopado apela ao voto consciente

Votar livremente e em sintonia com os valores que se vivem diariamente é a proposta dos Bispos portugueses para os actos eleitorais que este ano se vivem no nosso país. Na nota “Direito e dever de votar”, o episcopado deixa critérios e valores “a respeitar e promover”.

 

Entre estes critérios, encontram-se a promoção dos Direitos Humanos; a defesa e protecção da instituição familiar, fundada na complementaridade homem mulher; o respeito incondicional pela vida humana em todas as suas etapas e a protecção dos mais débeis.

 

Ao mesmo nível, os Bispos falam da procura de solução para “as situações sociais mais graves”: direito ao trabalho, protecção dos desempregados, futuro dos jovens, igualdade de direitos e melhor acesso aos mesmos por parte das zonas mais depauperadas do interior, segurança das pessoas e bens, situação dos imigrantes e das minorias”.

 

Também são referidos o “combate à corrupção, ao inquinamento de pessoas e ambientes, por via de alguma comunicação social; atenção às carências no campo da saúde e ao exercício da justiça; respeito pelo princípio da subsidiariedade e apreço pela iniciativa pessoal e privada e pelo trabalho das instituições emanadas da sociedade civil, nomeadamente quando actuam no campo da educação e da solidariedade.

 

Direito e dever de votar: apresentação do documento pelo Pe. Hermínio Rico

 

Para o Pe. Hermínio Rico, jesuíta, director da revista “Brotéria”, é legítimo e “necessário” que a Igreja Católica entre “no espaço da política entendido no sentido mais vasto”.

 

“A Igreja tem valores, tem princípios, tem modos de fazer com repercussão política. Claro que uns aspectos estarão mais próximos de uns partidos, outros de partidos diferentes”, assinala em declarações ao Programa ECCLESIA.

 

Sem um “partido católico”, hoje existem orientações “compatíveis e harmonizáveis com vários programas políticos”, explica o sacerdote jesuíta, considerando que “o que é inegociável é a dignidade da pessoa humana”.

 

Legislativas

 

Os Bispos assinalam que "a Assembleia da República é o principal órgão legislativo do país. Sem objectivos claros e sem leis adequadas e respeitadoras da realidade do bem comum, o país não pode progredir".

 

Após a publicação da Nota da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Abril deste ano, alguns Bispos pronunciaram-se especificamente sobre as legislativas do próximo Domingo

 

Numa nota publicada pelo semanário da Diocese de Viseu, “Jornal da Beira”, D. Ilídio Leandro diz que os cristãos “são chamados a dar um contributo positivo e comprometido na solução dos problemas comuns”.

 

“Votar é um acto de responsabilidade, mas também de solidariedade e de fraternidade”, aponta, deixando um apelo contra a abstenção.

 

D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, deixava na sua crónica semanal “Ao Compasso do Tempo” a certeza de que “os sofrimentos e as carências devem ocupar o primeiro lugar das nossas preocupações e dos nossos combates”.

 

Já o antigo presidente da CEP e Bispo emérito de Coimbra, D. João Alves, escrevia no “Correio de Coimbra”, entre outros, que um critério a seguir na escolha do voto é “verificar se os candidatos são pessoas com respeito e prática dos grandes princípios e valores éticos que garantem uma sociedade coesa e honesta”.

 

 

Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa sobre as próximas eleições

 

Direito e dever de votar

 

Votar, um exercício de cidadania

 

1. Neste ano de 2009, os cidadãos portugueses serão chamados a participar em três actos eleitorais: Parlamento Europeu, Assembleia da República e Autarquias Locais.

Dada a importância social e política que as eleições revestem num regime democrático, este acontecimento não nos pode deixar indiferentes.

A Igreja, na linha de pensamento de Paulo VI, continua a considerar a acção política como uma “arte nobre”.

Dentro da missão que nos é própria, sentimos o dever de proporcionar aos cristãos das nossas comunidades, e aos cidadãos em geral que estejam abertos a ouvir a nossa voz, um contributo que estimule o dever de votar e ajude a exercer este direito, em liberdade de consciência esclarecida.

Não há democracia sem participação. Corrigem-se as suas limitações, também com a participação, consciente e activa, que um acto eleitoral proporciona. Estas não podem dar lugar ao alheamento dos cidadãos. Antes, devem ser motivo de um seu maior empenhamento.

Os cristãos devem sentir o dever de votar, bem como de se esclarecerem sobre o sentido do seu voto. Um dever de consciência do qual não se podem moralmente eximir, e que servirá ainda de exemplo aos mais jovens, tantas vezes alheados da construção de um futuro, que especialmente lhes pertence.

 

Candidatos ao serviço do bem comum

 

2. É fundamental que os eleitores tenham consciência do que está em causa quando se vota. Os responsáveis políticos têm o dever de formular programas eleitorais realistas e exequíveis, que motivem os eleitores na escolha das políticas propostas e dos candidatos que apresentam. Este dever exige dos mesmos responsáveis a obrigação de visar o bem comum e o interesse de todos, como finalidade da acção política, propondo aos eleitores candidatos capazes de realizar a sua missão com competência, cultura e vivência cívica, fidelidade e honestidade, sempre mais orientados pelo interesse nacional, que pelo partidário ou pessoal. Ser apresentado como candidato não é uma promoção ou a paga de um favor, mas um serviço que se pede aos mais capazes.

Os regimes democráticos, como as pessoas que neles actuam mais visivelmente, não são perfeitos. A política é acção do possível. É, porém, necessário que se vão alargando sempre mais as margens do possível, para que a esperança não dê lugar a desilusões.

 

Três actos eleitorais distintos

 

3. Julgamos útil dizer uma palavra motivadora, sobre os actos eleitorais que se aproximam.

 

Eleições para o Parlamento Europeu. A entrada de Portugal na União Europeia foi uma opção compreensível e realista, em virtude da qual o país já muito beneficiou. Dissemos, por ocasião das eleições para o Parlamento Europeu em 1994, que esta instituição se podia classificar como “uma das mais importantes expressões da consciência da nova Europa comunitária”.

Mas a Europa, que se quer unida e de todos, tem no seu seio focos de divisão, provocados por ideologias e interesses nacionalistas. Importa não deixar anular o contributo cultural e espiritual dos países que integram a União, o qual enriquecerá o conjunto europeu.

O Parlamento Europeu é o espaço para a proclamação e defesa dos valores morais e éticos da Europa, que a defenderão na sua identidade histórica e cultural. Os candidatos propostos a deputados europeus devem possuir cultura e capacidade interventora para esta missão.

 

A Assembleia da República é o principal órgão legislativo do país. Sem objectivos claros, e sem leis adequadas e respeitadoras da realidade e do bem comum, o país não pode progredir.

A Assembleia, constituída por deputados propostos pelos partidos políticos, é um lugar vocacionado para construir a unidade e o progresso da nação. Os seus membros devem empenhar se no maior bem da comunidade nacional, ocupando se com os problemas e situações mais graves que urge resolver.

A diversidade dos deputados e dos partidos é enriquecedora. Não menospreza nem anula o contributo de todos. No acto de votar, há que estar atento para ver se os candidatos apresentados pelos partidos dão garantias de poderem realizar o que deles legitimamente se espera.

 

A eleição para as Autarquias Locais tem merecido o maior interesse das populações e, por isso mesmo, nela se tem verificado a menor abstenção. Os eleitores conhecem as necessidades concretas, as pessoas propostas com a sua competência e honestidade, os méritos e os desvios do trabalho até ali realizado. Tudo isto, para os eleitores, se torna determinante. O momento presente convida a uma maior atenção para que se possa denunciar quem não serve, nem dá garantias.

 

Critérios e valores a respeitar e promover

 

4. Em todas as eleições, como na acção política normal, o critério fundamental deve ser a pessoa humana concreta, servida e respeitada na sua dignidade e direitos. Assim poderá satisfazer também os seus deveres. É este respeito e cuidado que permite realizar a humanização da sociedade.

Ninguém deve esperar que um programa político seja uma espécie de catecismo do seu credo, mas um modo de compromisso para a solução dos problemas do país. Neste sentido, enumeramos alguns critérios que consideramos importantes para escolher quem possa melhor contribuir para a dignificação da pessoa e a realização do bem comum:

– promoção dos Direitos Humanos;

– defesa e protecção da instituição familiar, fundada na complementaridade homem mulher;

– respeito incondicional pela vida humana em todas as suas etapas e a protecção dos mais débeis;

– procura de solução para as situações sociais mais graves: direito ao trabalho, protecção dos desempregados, futuro dos jovens, igualdade de direitos e melhor acesso aos mesmos por parte das zonas mais depauperadas do interior, segurança das pessoas e bens, situação dos imigrantes e das minorias;

– combate à corrupção, ao inquinamento de pessoas e ambientes, por via de alguma comunicação social;

– atenção às carências no campo da saúde e ao exercício da justiça;

– respeito pelo princípio da subsidiariedade e apreço pela iniciativa pessoal e privada e pelo trabalho das instituições emanadas da sociedade civil, nomeadamente quando actuam no campo da educação e da solidariedade.

O eleitor cristão não pode trair a sua consciência no acto de votar. Os valores morais radicados na fé não podem separar se da vida familiar, social e política, mas devem encarnar se em todas as dimensões da vida humana. As opções políticas dos católicos devem ser tomadas de harmonia com os valores do Evangelho, sendo coerentes com a sua fé vivida na comunidade da Igreja, tanto quando elegem como quando são eleitos.

 

Apelo aos candidatos e eleitores

 

5. Reconhecendo a acção política como uma “arte nobre”, não podemos deixar de apelar, aos políticos em acção e aos candidatos à eleição, que se empenhem, com o seu exemplo e testemunho, em dignificar a actividade política, na edificação de uma sociedade justa e fraterna, sempre possível e mais necessária numa sociedade plural e democrática.

A Igreja não tem nem pretende ter nenhum partido político, mas não esquece o seu papel na defesa da democracia, reconhecido pelos políticos mais lúcidos e pelo povo, bem como o seu empenhamento nas causas sociais, onde o bem de todos e a solidariedade exigem a sua presença.

Vemos, com esperança, as próximas eleições, dada a importância que têm neste momento europeu e nacional, e tudo faremos pelo seu êxito, estimulando os membros das comunidades que nos estão confiadas, para que exerçam o seu direito e dever de votar, em consciência e liberdade.

 

 

Fátima, 23 de Abril de 2009



publicado por magdala às 01:39
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Bento XVI visita Portugal em 2010

 

Papa presidirá às celebrações do 13 de Maio, no próximo ano

 

Bento XVI efectuará uma visita a Portugal no próximo ano, em resposta ao convite que lhe foi endereçado pelo Presidente Aníbal Cavaco Silva e pelos Bispos do nosso país.

 

Para lá do programa oficial, a presidência da República anunciou que o Papa se irá deslocar ao Santuário Mariano de Fátima, onde presidirá às cerimónias religiosas de 13 de Maio. O convite a Bento XVI foi feito aquando da visita de Cavaco Silva ao Vaticano, em Junho do ano passado.

 

Já ao início da tarde, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), através do seu presidente, emitiu um comunicado em que confirma a visita papal. “A Secretaria de Estado do Vaticano acaba de nos comunicar que Sua Santidade Bento XVI aceitou o convite dos Bispos portugueses e de Sua Excelência o Presidente da República para visitar Portugal. Sua Santidade presidirá às cerimónias do dia 13 de Maio de 2010, em Fátima, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora”, refere a nota, divulgada pela Agência ECCLESIA.

 

O documento acrescenta que o programa completo da visita ainda não está estabelecido.´Idêntica informação foi obtida pela Agência ECCLESIA junto da Nunciatura Apostólica em Portugal.

 

A hipótese de uma viagem a Portugal tinha sido avançada no passado dia 10 de Setembro, em Fátima, pelo porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, o qual afirmara o “desejo” de Bento XVI em vir a Fátima.

 

Em conferência de imprensa, adiantava-se que o Papa já fora convidado e sabia “muito bem qual é a importância de Fátima para o mundo”.

 

Tal como fora então explicado, a informação foi comunicada, em primeiro lugar, às autoridades eclesiais e civis.

 

O Pe. Lombardi afirmou que Bento XVI “ama os Santuários marianos”, lembrando alguns dos que já visitou nas suas viagens, com passagens muito importantes por Aparecida e Lourdes, entre outros.

 

Trata-se da quarta viagem de um Papa a Fátima, depois das passagens de Paulo VI (1967) e de João Paulo II (1982, 1991, 2000), que cultivou uma relação especial com este Santuário após o atentado de que foi vítima a 13 de Maio de 1981, na Praça de São Pedro.

 

Enquanto Cardeal, o actual Papa presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de Outubro de 1996. Em Março de 2001, o Cardeal Joseph Ratzinger veio ao Porto, a convite do então Director Adjunto da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, D. António Marto, actual Bispo de Leiria-Fátima.

 

Em 2007, Bento XVI enviou como Legado Pontifício para as solenes celebrações de abertura do 90.º aniversário das aparições de Nossa Senhora, a 13 de Maio de 2007, o antigo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Angelo Sodano.

 

Na carta que enviou ao Cardeal Sodano, o Papa assinala a sua passagem pelo Santuário (13 de Outubro de 1996) e recordou a sua ligação a Fátima, nos tempos de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.

 

"Nós, que já visitámos esse santuário e, como Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, estudámos a mensagem confiada pela Bem-aventurada Virgem Maria aos pastores, desejamos que proponhas novamente aos fiéis o valor da oração do santo rosário, bem como esta mensagem, para que se consigam os favores e graças que a própria Mãe do Redentor prometeu aos devotos do seu Imaculado Coração", apontava.

 

Comunicado da Conferência Episcopal Portuguesa sobre a visita de Bento XVI

 

A Secretaria de Estado do Vaticano acaba de nos comunicar que Sua Santidade Bento XVI aceitou o convite dos Bispos portugueses e de Sua Excelência o Presidente da República para visitar Portugal. Sua Santidade presidirá às cerimónias do dia 13 de Maio de 2010, em Fátima, aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora. O programa completo da visita ainda não está estabelecido.

 

Manifestamos o nosso regozijo por esta vista do Santo Padre a Portugal. O amor dos católicos portugueses ao sucessor de Pedro é um elemento chave da nossa tradição católica e da nossa fidelidade à Igreja. A visita de Sua Santidade Bento XVI será mais uma ocasião para aprofundarmos e exprimirmos este desejo de comunhão com o Pastor Universal. Convidamos todas as comunidades católicas a prepararem esta visita, vivendo profundamente a comunhão eclesial. Nossa Senhora, que o Povo Português ama com uma ternura especial, será a Mãe bondosa que nos convida a mergulhar em Jesus Cristo e no mistério da Igreja.

 

Estamos certos que o Povo Português em geral, independentemente da sua ideologia e religião, saberá acolher quem tem sido um profeta das causas, tão fundamentais e urgentes, da paz e liberdade, do diálogo, da justiça e fraternidade.

 

O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa,

Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz – Braga



publicado por magdala às 16:55
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
S. MATEUS, Apóstolo e Evangelista

Hoje, 21 de Setembro, a Igreja celebra a Festa de São Mateus, Apóstolo e Evangelista.

 

 

Foto: Sandra Amaral

 

Nesta nossa Ilha do Pico hoje todos os caminhos rumam à freguesia do Apóstolo, onde se cumpre o voto feito no início do século XVIII pelos habitantes daquela freguesia.

 

 

O povo de São Mateus tendo sido obrigado a abandonar a sua terra devido à fúria dum vulcão prometeu se pudesse regressar às suas casas e terras, que enquanto o mundo fosse mundo no dia do seu Santo Padroeiro, a 21 de Setembro de cada ano, haviam de ofertar rosquilhas em louvor do Divino Espírito Santo e de São Mateus.

 

Assim aconteceu e o cumprimento do voto continua a realizar-se em cada 21 de Setembro.

 

Hoje, mais uma vez assim será.

 

CARAVAGGIO: A Inspiração de São Mateus , 1602. 

Óleo sobre tela. Igreja de São Luís dos Franceses, Roma, Itália.

 

Oremos

 

Senhor nosso Deus, que, na vossa infinita misericórdia,

escolhestes o publicano Mateus para vosso Apóstolo,

concedei-nos que, ajudados pelo seu exemplo e intercessão,

Vos sigamos fielmente

e nos entreguemos a Vós de todo o coração.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

           que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Pintura de Guido Reni

 

São Mateus nasceu em Cafarnaum, e exercia a profissão de cobrador de impostos quando Jesus o chamou. Escreveu o Evangelho em língua hebraica e, segundo uma tradição, pregou no Oriente.

 

 

CARAVAGGIO: A Vocação de São Mateus

  Óleo sobre tela. Igreja de São Luís dos Franceses, Roma, Itália

 

Neste dia de São Mateus, saibamos aprender com ele a seguir o Mestre, meditando as Palavras do seu Evangelho (Mt 9, 9-13):

 

«Naquele tempo,

Jesus ia a passar,

quando viu um homem chamado Mateus,

sentado no posto de cobrança dos impostos,

e disse-lhe: «Segue-Me».

Ele levantou-se e seguiu Jesus.

Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus,

muitos publicanos e pecadores

vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.

Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos:

«Por que motivo é que o vosso Mestre

come com os publicanos e os pecadores?»

Jesus ouviu-os e respondeu:

«Não são os que têm saúde que precisam do médico,

mas sim os doentes.

Ide aprender o que significa:

‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’.

Porque Eu não vim chamar os justos,

mas os pecadores».

 

 

CARAVAGGIO: Martírio de São Mateus, 1600. Óleo sobre tela, 323 X 343 cm.

Igreja São Luís dos Franceses, Roma, Itália.

 

Para completar a nossa meditação aqui ficam as palavras das Homilias de São Beda Venerável, presbítero (Hom. 21: CCL 122, 149-151) (Sec. XIII), que hoje vem no ofício de leitura da Liturgia das Horas:

 

“Jesus viu-o, compadeceu-Se dele e chamou-o”

 

“Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança, e disse lhe: Segue Me. Viu o não tanto com os olhos do corpo, como com o seu olhar interior, cheio de misericórdia. Jesus viu um publicano e compadeceu Se dele; escolheu o e disse lhe: Segue Me, isto é, imita Me. Disse para O seguir não tanto com os seus passos como no modo de viver. Porque, quem diz que permanece em Cristo, deve também proceder como Ele procedeu.

Mateus levantou se e seguiu O. Não devemos admirar nos de que o publicano, ao primeiro chamamento do Senhor, abandonasse os negócios terrenos em que estava ocupado e, renunciando aos seus bens, seguisse Aquele que via totalmente desprovido de riquezas. É que o Senhor chamava o exteriormente com a sua palavra, mas iluminava o de um modo interior e invisível para que O seguisse, infundindo na sua mente a luz da graça espiritual, para que pudesse compreender que Aquele que na terra o afastava dos negócios temporais, lhe podia dar no Céu tesouros incorruptíveis.

E quando Ele estava sentado à mesa em sua casa, vieram muitos publicamos e pecadores e sentaram se à mesa com Jesus e os seus discípulos. A conversão de um publicano deu a muitos publicanos e pecadores um exemplo de penitência e de perdão. Foi, na verdade, um belo e feliz precedente: aquele que havia de ser apóstolo e doutor das gentes, atraiu consigo ao caminho da salvação, logo no primeiro momento da sua conversão, um numeroso grupo de pecadores. Deste modo, já desde os primeiros indícios da sua fé, começou o ministério de evangelização que mais tarde havia de desempenhar, quando chegasse à perfeição das suas virtudes.

Se desejamos compreender mais profundamente o significado destes factos, devemos observar que Mateus não se limitou a oferecer ao Senhor um banquete corporal na sua casa terrestre, mas preparou Lhe com a sua fé e o seu amor um banquete muito mais agradável na morada interior do seu coração, segundo o testemunho d’Aquele que diz: Eu estou à porta e chamo; se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo.

Tendo ouvido a sua voz, nós abrimos Lhe a porta para O receber quando damos o nosso livre assentimento às suas advertências interiores ou exteriores e pomos em prática o que sabemos ser sua vontade. E Ele entra para cear, Ele connosco e nós com Ele, porque habita no coração dos eleitos pela graça do seu amor, para os alimentar continuamente com a luz da sua presença, a fim de que se elevem cada vez mais para os desejos celestes, e Ele próprio seja saciado com as aspirações eternas dos seus eleitos, que são o mais delicioso manjar que Lhe podem oferecer”.

 

A Vocação de São Mateus de Hendrick Ter Brugghen



publicado por magdala às 00:07
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Domingo, 20 de Setembro de 2009
XXV Domingo do Tempo Comum

 

Se no último Domingo, o Evangelho partia da confissão de Pedro – desencadeada pelas perguntas de Jesus – para o anúncio da Sua paixão, hoje vamos fazer um percurso diferente: depois de Jesus anunciar pela segunda vez a Sua paixão, os discípulos voltam a demonstrar que ainda não perceberam o alcance das palavras do Mestre, pois entretêm-se a discutir e a olhar para o umbigo. São, por isso, novamente repreendidos, eles que parecem desconhecer o sentido das provações do Justo, de que nos fala a primeira leitura. A Palavra de hoje é também uma palavra de denúncia, por S. Tiago: denúncia da tendência para o consumismo.



publicado por magdala às 00:49
link do post | comentar | favorito

Domingo, 13 de Setembro de 2009
"Memórias da Irmã Lúcia" – As Aparições em Fátima

 

 

13 de Setembro de 1917

 

Dia 13 de Setembro de 1917 – Ao aproximar-se a hora, lá fui, com a Jacinta e o Francisco, entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente. Todos nos queriam ver e falar. Ali não havia respeito humano. Numerosas pessoas, e até senhoras e cavalheiros, conseguindo romper por entre a multidão que à nossa volta se apinhava, vinham prostrar-se, de joelhos, diante de nós, pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades. Outros, não conseguindo chegar junto de nós, chamavam de longe:

 

– Pelo amor de Deus! Peçam a Nossa Senhora que me cure meu filho, que é aleijadinho!

 

Outro:

 

– Que me cure o meu, que é cego!

 

Outro:

 

– O meu, que é surdo!

 

– Que me traga meu marido...

 

– ... meu filho, que anda na guerra!

 

– Que me converta um pecador!

 

– Que me dê saúde, que estou tuberculoso!

 

Etc., etc.

 

Ali apareciam todas (as) misérias da pobre humanidade. E alguns gritavam até do cimo das árvores e paredes, para onde subiam, com o fim de nos ver passar. Dizendo a uns que sim, dando a mão a outros para os ajudar a levantar do pó da terra, lá fomos andando, graças a alguns cavalheiros que nos iam abrindo passagem por entre a multidão.

 

Quando agora leio, no Novo Testamento, essas cenas tão encantadoras da passagem de Nosso Senhor pela Palestina, recordo estas que, tão criança ainda, Nosso Senhor me fez presenciar, nesses pobres caminhos e estradas de Aljustrel a Fátima e à Cova de Iria, e dou graças a Deus, oferecendo-Lhe a fé do nosso bom Povo português. E penso: se esta gente se abate assim diante de três pobres crianças, só porque a elas é concebida misericordiosamente a graça de falar com (a) Mãe de Deus, que não fariam, se vissem diante de si o próprio Jesus Cristo?

 

Bem; mas isto não era nada chamado para aqui. Foi mais uma distracção da pena que me escapou para onde eu não queria. Paciência! Mais uma coisa inútil; não na tiro, para não inutilizar o caderno.

 

Chegámos, por fim, à Cova de Iria, junto da carrasqueira e começamos a rezar o terço com o povo. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e a seguir Nossa Senhora sobre a azinheira.

 

– Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.

 

– Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo.

 

– Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem. E começando a elevar-se, desapareceu como de costume.

 



publicado por magdala às 12:00
link do post | comentar | favorito

XXIV Domingo do Tempo Comum

 

E vós, quem dizeis que Eu sou? Jesus dirige a pergunta a todos e cada um de nós. Antes de a colocar aos discípulos, suscitando a confissão de fé de Pedro, o Senhor fez-lhes uma outra pergunta: Quem dizem os homens que Eu sou? Num tempo em que a figura de Jesus é rodeada de um interesse que, não raro, degenera numa controvérsia que tantas vezes serve apenas para nos confundir, levemos estas questões para casa e façamos delas tema da nossa reflexão semanal. Uma pista para a nossa meditação pessoal pode ser esta: a identidade de Cristo passa pelas palavras que Ele proferiu a seguir, anunciando a Sua Paixão e Morte. Por ser um paradoxo, a nós – como aliás a Pedro – custa-nos a entrar na cabeça. Talvez nos fosse mais cómoda outra verdade.



publicado por magdala às 00:52
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Domingo, 6 de Setembro de 2009
XXIII Domingo do Tempo Comum

 

Mudar os critérios de vida e de selecção de pessoas: eis o desafio da liturgia deste domingo. Tenhamos cuidado com os juízos e distinções que fazemos das pessoas; como Jesus, tenhamos particular atenção aos nossos irmãos que vivem sós, desanimados, marginalizados. Não basta professar a fé, mas é necessário mostrar a nossa fé através de acções, pois também nós, hoje, somo surdos-mudos que Deus quer curar, nós é que não nos dispomos para isso, fechamo-nos nos nossos esquemas e nas nossas certezas, nos nossos esquemas fixos.



publicado por magdala às 00:19
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
VI SIMPÓSIO DO CLERO DE PORTUGAL

Sexta-feira, 4 de Setembro

 

09h00 – Laudes e oração pessoal

 

10h00 – Conferência de encerramento

 

Cardeal Hummes *

 

Renova nos seus corações o Espírito de Santidade

 

[Pontifical Romano - Ordenação de Presbíteros]

 

Diálogo com o conferencista

 

11h30 – Síntese conclusiva dos trabalhos

 

12h30 – Eucaristia

 

ORADOR

Car. Hummes [1934] *

É o Prefeito da Congregação para o Clero, arcebispo emérito de São Paulo, Brasil. Franciscano, foi ordenado em 1958 e doutorado em filosofia pela Antonianum, Roma, e especialização em ecumenismo pelo Instituto Ecuménico de Bossey em Genebra, Suíça. Ensinou filosofia no seminário franciscano, em Garibaldi, no Seminário Maior de Viamão e na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre. Foi conselheiro para assuntos ecuménicos na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Província do Rio Grande do Sul (1972-1975) e presidente da União das Conferências Latino-Americana de franciscanos. Em 1975, foi nomeado Bispo titular de Carcabia e Bispo Coadjutor de Santo André e recebeu ordenação episcopal. Em Dezembro, do mesmo ano, nomeado Bispo de Santo André. Em 1996 foi nomeado Arcebispo de Fortaleza e de São Paulo em 1998. Em Outubro de 2006, foi nomeado Prefeito da Congregação para o Clero. Nomeado Cardeal pelo Papa João Paulo II em 2001.



publicado por magdala às 01:02
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
Julho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
14
15
16
17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


Arquivos

Julho 2014

Junho 2014

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Favoritos

Magdala

Hiperligações
blogs SAPO
subscrever feeds