O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Domingo, 28 de Junho de 2009
XIII Domingo do Tempo Comum

 

Deus não criou o Homem para o abandonar à morte, mas para que viva eternamente. A criação é portadora de vida. O apóstolo Paulo apresenta-nos o ideal da vida cristã não como um ideal da esmola mas da justa distribuição dos bens, por forma a que não haja opulentos de um lado e miseráveis do outro. Já no Evangelho, e depois de no Domingo passado termos ouvido como Jesus acalmou a tempestade, temos hoje um outro exemplo de como não devemos desesperar face às partidas que a vida nos reserva, mas encará-las com fé, porque Cristo está no meio de nós.



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Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
EM LOUVOR DO SACERDÓCIO

Hoje, 25 de Junho de 2009 completam-se nove anos da minha ordenação sacerdotal.

Neste feliz dia quero agradecer ao Senhor, único e eterno Sacerdote, a graça de me ter escolhido para em Seu nome exercer o Seu sagrado ministério.

Nesta minha acção de graças e na eucaristia que acabei de celebrar na Igreja de São Pedro da Ribeirinha, na ilha Terceira onde passo uns dias de férias, tenho muito presente aqueles que há nove anos comigo se ordenaram: Adriano, José, Marco, Norberto, Paulo, Areias, Roberto, Teodoro e Tobias.


Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim.


Agradecei comigo ao Senhor!



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Terça-feira, 23 de Junho de 2009
São João Maria Vianney

 

É com João Maria Vianney, mais conhecido como «Santo Cura d’Ars», que vamos percorrer todo este Ano Sacerdotal. Mas, antes de começar a nossa caminhada espiritual, ocupemo-nos em descobrir ou em relembrar quem foi este homem, cuja vida e esplendor espiritual ultrapassaram as fronteiras da pequena aldeia de Ars para se estenderem ao mundo inteiro.

 

Infância e juventude

Nascido a 8 de Maio de 1786, em Dardilly, a norte de Lyon, João Maria Vianney é o quarto de uma família de seis filhos. Os seus pais cultivam treze hectares de terra. É uma família que pratica o Evangelho a partir da oração em conjunto e do acolhimento aos mais pobres.

Embora sendo muito pequeno, a sua mãe educa-o, pela oração, no amor de Deus e da Virgem Maria. João Maria tem apenas três anos quando rebenta a Revolução Francesa, e sete anos quando as perseguições atingem a sua região. É assim mergulhado, desde muito jovem, no drama de uma Igreja dilacerada e de uma sociedade dividida.

É na clandestinidade que João Maria Vianney, em 1797, faz a sua primeira confissão. É aqui, sem dúvida, que ele – que virá a ser o «homem da reconciliação» –, descobre a importância deste sacramento porque o padre a quem ele se confessa arriscou a vida para o fazer. Espera dois anos para poder fazer a sua primeira comunhão, ainda clandestinamente (é descarregado feno diante da casa onde a missa é celebrada, para desviar as atenções). Espera depois mais dois anos para comungar pela segunda vez. Como não compreender a consciência que tinha da grandeza da Eucaristia e da Reconciliação, quando ele viu padres arriscar a própria vida para lhe permitir encontrar Deus nos sacramentos?

João Maria Vianney vai muito tarde para a escola, sobretudo porque na sua aldeia não havia professor. E só aos dezassete anos é que aprende a escrever. Desde muito cedo quis ser padre, mas foi apenas aos vinte anos que começou os estudos. O pai não estava de acordo, e os estudos ficavam muito caros. Para evitar os gastos é o Pároco de Écully que o ensina. Será este, verdadeiramente, o seu mestre espiritual.

Napoleão, que entretanto subiu ao poder começa a guerra. Tem necessidade de soldados. João Maria é chamado para o serviço militar em 1809, mas fica doente na viagem de partida. Antes de integrar o seu batalhão do exército, deserta, encorajado por um recruta que o guia para a aldeia de Noës, nos montes de Forez. Considerado como desertor, é o seu irmão que parte na sua vez, e não voltará mais a Dardilly. João Maria Vianney guardará para sempre esta ferida do desaparecimento do irmão, sem no entanto lamentar o que fez.

João Maria Vianney retoma os estudos eclesiásticos, com dificuldade. É mandado embora do Seminário Maior de Lyon em 1813, não por falta de inteligência mas por manifesta falta de bases: aprender Teologia em latim e evoluir intelectualmente quando só se começou a ler e a escrever aos dezassete anos, não é fácil! João Maria Vianney é um homem inteligente e esperto, com uma intuição invulgar para as coisas de Deus. Embora tendo dificuldade em estudar passa razoavelmente bem no exame de Francês, em Écully, onde o abade Balley continua a assegurar a sua formação. Depois do exame, o Vigário Geral terá dito: «O senhor sabe tanto ou mais que a maior parte dos nossos padres da província».

Em 13 de Agosto de 1815 é ordenado padre em Grenoble, porque em Lyon o cardeal Fesch, tio de Napoleão, acaba de deixar a sua diocese, por razões de segurança (a batalha de Waterloo tinha sido em 18 de Junho). É imediatamente nomeado vigário de Écully, ao lado de Mons. Balley, que morreu em 1817.

A 11 de Fevereiro de 1818, é nomeado para Ars, pequena aldeia em Dombes, no Departamento do Ain, instalando-se dois dias depois. Ficará lá 41 anos, até à sua morte no dia 4 de Agosto de 1859.

Inicialmente paróquia da diocese de Lyon, Ars passa para a diocese de Belley em 1823, aquando da sua fundação por Mons. Devie.

O seu ministério desenrola-se num contexto de inconstância política: império, monarquia, república e de novo império. A França tem dificuldade em estabelecer a paz. Três revoluções, dois golpes de Estado e dois períodos de terror marcaram a sua história entre 1786 e 1859. No plano religioso, o anticlericalismo manifesta-se nalguns períodos, particularmente em 1830.

 

O ministério de pároco

Desde o início, João Maria Vianney revela-se um homem empreendedor. Do restauro do relógio da igreja à construção de capelas, passando pela aquisição, em 1824, da casa que se chamará «Providência» para aí fazer uma escola gratuita para raparigas, ou ainda a compra de paramentos litúrgicos para «exprimir a beleza de Deus», tudo é feito no sentido de anunciar e pôr em prática o Evangelho.

No seu ministério, o Cura d’Ars saberá sempre pôr em destaque a primazia de Deus na vida humana. Inicialmente caracterizado por um certo rigor moral no anúncio de Cristo, rapidamente se deixará conduzir pela sua própria vida espiritual e anunciará a grandeza do Amor de Deus e a sua Misericórdia infinita pelo homem pecador

Como a Virgem Maria ocupava um grande lugar na sua vida e na sua fé, manda colocar uma imagem da Santíssima Virgem e consagra a sua paróquia a «Maria concebida sem pecado». Ora, estamos em 1836, quer dizer, dezoito anos antes da promulgação do dogma da Imaculada Conceição!

Uma das originalidades de Ars é que a «peregrinação» começa ainda em vida de João Maria Vianney. Já antes de 1830 muitas pessoas vinham confessar-se ao Cura d’Ars, atingindo dezenas de milhar nos últimos anos da sua vida. Registam-se mesmo mais de cem mil peregrinos em 1858.

A maior parte do seu dia é passado na igreja, principalmente para as confissões, mas também para a oração, a Eucaristia e a catequese. Apesar da afluência dos peregrinos, mesmo assim não abandona os seus paroquianos, que terão sempre prioridade.

Tornando-se a tarefa do seu ministério cada vez mais pesada, o Cura d’Ars aceita um auxiliar.

Depois uma equipa de missionários diocesanos e irmãos da Sagrada Família de Belley vêm ajudá-lo no exercício das suas funções.

Esgotado pelas suas excessivas actividades, o Cura d’Ars fica definitivamente de cama em 30 de Julho. A 4 de Agosto de 1859, às duas horas da manhã, «entra na glória de Deus». Tem setenta e três anos.

A 8 de Janeiro de 1905, João Maria Vianney é beatificado pelo papa Pio X. A 31 de Maio de 1925, o Papa Pio XI canoniza-o. Torna-se então «S. João Maria Vianney». Mas, para as multidões, ele é antes de tudo o «Santo Cura d’Ars». A 23 de Abril de 1929 é nomeado padroeiro de todos os párocos.

 

Oração

V. Rogai por nós, bem-aventurado S. João Maria Vianney.

R. Para que sejamos fiéis como Cristo foi fiel.

 

Oremos

Deus omnipotente e misericordioso,

que fizestes de São João Maria Vianney

um sacerdote admirável no zelo pastoral,

concedei-nos, que, imitando o seu exemplo,

ganhemos para Vós no amor de Cristo os nossos irmãos

e com eles alcancemos a glória eterna.

Por Nosso Senhor.

 



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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
Indulgências por ocasião do Ano Sacerdotal

 

PENITENCIARIA APOSTÓLICA

 

Como já foi anunciado, Bento XVI decidiu proclamar um especial Ano Sacerdotal por ocasião do 150º aniversário da morte do santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, luminoso modelo de pastor, plenamente dedicado ao serviço do povo de Deus. Durante o Ano Sacerdotal, que terá início a 19 de Junho de 2009 e se concluirá a 19 de Junho de 2010, será concedido o dom de indulgências especiais, segundo o que está descrito no seguinte Decreto da Penitenciaria Apostólica.

 

URBIS ET ORBIS

D E C R E T O

 

Serão enriquecidos com o dom de Sagradas Indulgências, particulares exercícios de piedade, a realizar-se durante o Ano Sacerdotal proclamado em honra de São João Maria Vianney.

Aproxima-se o dia no qual se comemorarão os 150 anos do piedoso trânsito para o céu de São João Maria Vianney, Cura d'Ars, que aqui na terra foi um admirável modelo de verdadeiro Pastor ao serviço do rebanho de Cristo.

Dado que o seu exemplo é adequado a estimular os fiéis e, principalmente, os sacerdotes a imitar as suas virtudes, o Sumo Pontífice Bento XVI estabeleceu que, para esta ocasião, de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010 seja celebrado em toda a Igreja um especial Ano Sacerdotal, durante o qual os sacerdotes se reforcem cada vez mais na fidelidade a Cristo com meditações piedosas, exercícios sagrados e outras obras oportunas.

Este período sagrado terá início com a solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus, dia de santificação sacerdotal, quando o Sumo Pontífice celebrará as Vésperas na presença das sagradas relíquias de São João Maria Vianney, trazidas a Roma pelo Excelentíssimo Bispo de Belley-Ars. O Beatíssimo Padre também concluirá o Ano Sacerdotal na Praça de São Pedro com os sacerdotes provenientes de todo o mundo, que renovarão a fidelidade a Cristo e o vínculo de fraternidade.

Os sacerdotes empenhem-se com orações e boas obras, em obter do Sumo e Eterno Sacerdote Cristo a graça de resplandecer com a Fé, a Esperança, a Caridade e outras virtudes, e mostrem com o comportamento de vida, mas também com o aspecto exterior, que estão a dedicar-se plenamente ao bem espiritual do povo; o que, sobre todas as outras coisas, a Igreja teve sempre a peito.

Para alcançar do melhor modo a finalidade desejada, beneficiará muito o dom das Sagradas Indulgências, que a Penitenciaria Apostólica, com o presente Decreto emanado em conformidade com a vontade do Augusto Pontífice, benignamente concede durante o Ano Sacerdotal:

 

A. Aos sacerdotes verdadeiramente arrependidos, que em qualquer dia devotamente recitarem pelo menos as Laudes matutinas ou as Vésperas diante do Santíssimo Sacramento, exposto à pública adoração ou reposto no tabernáculo e, a exemplo de São João Maria Vianney, se oferecerem com ânimo pronto e generoso à celebração dos sacramentos, sobretudo da Confissão, concede-se misericordiosamente em Deus a Indulgência plenária, que poderá inclusive ser aplicada aos irmãos defuntos como sufrágio; se, em conformidade com as disposições vigentes, se aproximarem da confissão sacramental e do Convívio eucarístico, e rezarem segundo as intenções do Sumo Pontífice.

Além disso, aos sacerdotes concede-se a Indulgência parcial, também aplicável aos irmãos defuntos, cada vez que recitarem devotamente orações devidamente aprovadas a fim de que conduzam uma vida santa e cumpram santamente os ofícios que lhes forem confiados.

 

B. A todos os fiéis verdadeiramente arrependidos que, na igreja ou no oratório, assistirem devotamente ao divino Sacrifício da Missa e oferecerem, pelos sacerdotes da Igreja, orações a Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote, e qualquer obra boa realizada naquele dia, a fim de os santificar e plasmar segundo o Seu coração, concede-se a Indulgência plenária, contanto que tenham expiado os próprios pecados com a penitência sacramental e elevado orações segundo as intenções do Sumo Pontífice: nos dias em que se abre e se encerra o Ano Sacerdotal, no dia do 150º aniversário do trânsito piedoso de São João Maria Vianney, na primeira quinta-feira do mês ou em qualquer outro dia estabelecido pelos Ordinários dos lugares, para a utilidade dos fiéis.

Será muito oportuno que, nas igrejas catedrais e paroquiais, sejam os próprios sacerdotes propostos ao cuidado pastoral a dirigir publicamente estes exercícios de piedade, a celebrar a Santa Missa e confessar os fiéis.

Aos idosos, doentes e a todos os que por motivos legítimos não puderem sair de casa, com o ânimo desapegado de qualquer pecado e com a intenção de cumprir, assim que possível, as três condições de costume, na própria casa ou onde estiverem a viver, concede-se de igual modo a Indulgência plenária se, nos dias acima determinados, recitarem orações pela santificação dos sacerdotes e oferecerem a Deus com confiança as doenças e as dificuldades da sua vida, por intermédio de Maria, Rainha dos Apóstolos.

Enfim, concede-se a Indulgência parcial a todos os fiéis todas as vezes que recitarem devotamente cinco Pai-Nossos, Ave-Marias e Glórias, ou outra oração devidamente aprovada, em honra do Sacratíssimo Coração de Jesus, a fim de obter que os sacerdotes se conservem em pureza e santidade de vida.

O presente Decreto é válido por toda a duração do Ano Sacerdotal. Não obstante qualquer disposição contrária.

 

Dado em Roma, na sede da Penitenciaria Apostólica, a 25 de Abril, festa de São Marcos Evangelista, do ano da Encarnação do Senhor de 2009.

 

James Francis Card. Stafford

Penitenciário-Mor

GianfrancoGirotti,O.F.M.,Conv.

Bispo Titular de Meta, Regente

 



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Domingo, 21 de Junho de 2009
XII Domingo do Tempo Comum

 

Na história da tradição cristã, a barca é símbolo da Igreja. O Evangelho de hoje recorda aquele célebre episódio em que Jesus acalma a tempestade que se havia levantado no mar. Para desespero dos discípulos, o Senhor, aparentemente, alheara-se por completo daquela que parecia ser, sem dúvida, uma situação dramática. É nestes momentos particularmente difíceis que a fé é posta à prova. Regra geral, os nossos medos ignoram a força da fé. Mas é precisamente nessa altura que todos, sem excepção, somos chamados a remar contra ventos e marés. É o Senhor quem nos convida a não cedermos à tentação do desânimo, tal como fizera com Job, imagem do homem vencido pelo sofrimento, que nos é apresentado na Primeira Leitura.



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Sábado, 20 de Junho de 2009
Sugestões para a programação do Ano Sacerdotal

 

Que é o Ano Sacerdotal?

É um ano especial proclamado pelo Papa Bento XVI no Discurso durante a audiência concedida à Congregação para o Clero, de 16 de Março de 2009.

Vai de 19 de Junho de 2009 ao 19 de Junho de 2010. No dia de abertura do Ano Sacerdotal, 19 de Junho de 2009, celebra-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, data já instituída como “Dia de oração pela santificação dos sacerdotes”.

A referência principal durante a celebração do Ano Sacerdotal é São João Maria Vianney, Santo Cura d’Ars, padroeiro mundial dos sacerdotes, cujo 150º aniversário da morte cumpre-se no próximo dia 4 de Agosto.

 

Lema do Ano Sacerdotal

Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote.

[O nome do amor, no tempo, é: fidelidade] (Carta do Cardeal Hummes).

 

Pressuposto doutrinal irrenunciável, fundamento do Ano Sacerdotal

A centralidade de Jesus Cristo encarnado, crucificado e ressuscitado na missão da Igreja, que valoriza o sacerdócio ministerial, sem o qual não haveria a Eucaristia, nem muito menos a missão e a própria Igreja (Discurso do Papa).

 

Objectivos do Ano Sacerdotal

O Papa, no referido Discurso, marca três objectivos:

1. Favorecer a tensão dos sacerdotes para a perfeição espiritual da qual sobretudo depende a eficácia do seu ministério.

2. Recuperar com urgência a consciência que impele os sacerdotes a estar presentes e ser identificáveis e reconhecíveis quer pelo juízo de fé, quer pelas virtudes pessoais, quer também pelo hábito, nos âmbitos da cultura e da caridade (Objectivos ‘ad intra’).

3. Fazer compreender cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea (Objectivo ‘ad extra’).

 

O Cardeal Hummes, na sua Carta, como Prefeito da Congregação para o Clero, acrescenta dois:

4. Redescobrir a beleza e a importância do Sacerdócio e de cada um dos ordenados (Objectivo misto).

5. Renovar-se interiormente os sacerdotes na redescoberta feliz da própria identidade, da fraternidade do próprio presbitério e da relação sacramental com o próprio Bispo (Objectivo ‘ad intra’).

 

Destinatários e actores do Ano Sacerdotal

1. Em primeiro lugar os Bispos.

A consciência das mudanças sociais radicais das últimas décadas deve levá-los a:

1.1 Dedicar as melhores energias eclesiais à formação dos candidatos ao ministério.

1.2 Ter uma solicitude constante pelos seus primeiros colaboradores:

Quer cultivando relacionamentos humanos verdadeiramente paternais;

Quer preocupando-se com a sua formação permanente, sobretudo sob o perfil doutrinal e espiritual, desenvolvida em comunhão com a Tradição eclesial ininterrupta.

 

2. Em segundo lugar, os próprios sacerdotes.

Todos os objectivos do Ano Sacerdotal lhes dizem respeito.

3. Todo o povo santo de Deus:

Paróquias;

Âmbitos da formação sacerdotal;

Os consagrados e as consagradas;

As famílias cristãs;

As Associações e os Movimentos;

As Escolas católicas;

Os doentes;

E principalmente os jovens.

 

4. Os meios de comunicação social.

O Site Internet da Congregação para o Clero: www.clerus.org

 

Que podemos fazer durante o Ano Sacerdotal?

 

1. Propostas específicas para padres

1.1 Valorizar os Retiros de padres e incrementar a participação neles.

1.2 Valorizar os encontros e recolecções mensais dos padres, com um tema de estudo, meditação e oração para cada encontro, relativo à identidade e espiritualidade do ministério presbiteral (1).

1.3 Programar uma semana de estudo sobre a natureza, espiritualidade e missão do ministério presbiteral (os temas podem ser os assinalados na nota (1) ou outros).

1.4 Valorizar o acompanhamento espiritual dos Padres.

1.5 Promover outros eventos de fraternização sacerdotal (passeios, desporto, encontros de lazer).

1.6 Participar maciçamente no Simpósio do Clero, de 1 a 4 de Setembro de 2009.

1.7 Dar este ano um especial realce à Missa crismal da Quinta-feira da Semana Santa.

1.8 Organizar peregrinações de sacerdotes a Ars ou a Fátima ou outros santuários.

 

2. Plano geral

2.1 Cada diocese, paróquia ou comunidade estabelecerá, quanto antes, um verdadeiro e próprio programa para este ano especial.

2.2 Celebrações ou outro tipo de eventos que levem o povo de Deus e as comunidades a rezar, a meditar, a festejar e a prestar uma justa homenagem a seus sacerdotes, por ocasião de:

Quintas-feiras de oração pelos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais.

Semanas dos seminários e das vocações.

Domingo do Bom Pastor (IV da Páscoa).

Aniversários dos sacerdotes (sobretudo da ordenação sacerdotal).

Memórias dos santos sacerdotes do calendário litúrgico geral da Igreja (resenhas biográficas, pregação, encenações).

2.3 Celebrar este ano com especial realce o 150º aniversário da morte de S. João Maria Vianney (no dia 4 de Agosto ou noutro dia mais propício).

2.4 Dispor dum elenco variado de textos bíblicos, de formulários de oração dos fiéis e de excertos da Patrística, do Magistério e de autores espirituais, para serem utilizados nas:

Missas (há quatro formulários de missas especiais pelos sacerdotes, ministros da Igreja e as vocações às ordens sacras).

Liturgia das Horas.

Celebrações da Palavra.

Adoração eucarística.

Oração do rosário.

 

(1) Sugerimos nove temas para estes encontros, um por mês, desde Setembro de 2009 a Maio de 2010. Podem ser estes ou outros. Estes estão tirados da Exortação Pastores dabo vobis, com o intuito de que os padres leiam o Documento e preparem previamente o tema. No encontro mensal dialoga-se sobre o tema, apresentado no encontro anterior. A seguir, um padre, previamente designado, apresenta brevemente o tema do encontro sucessivo. {A Comissão Vocações e Ministérios facilitará este trabalho enviando mensalmente algumas orientações para a apresentação do tema}.

 

Tema 1: Os desafios do tempo presente à identidade e à missão dos presbíteros. O discernimento evangélico (PDV, 5-7.10).

 

Tema 2: A configuração a Jesus Cristo Cabeça e Pastor e a caridade pastoral (PDV, 21-23).

 

Tema 3: A vida espiritual no exercício do ministério (PDV, 19-20; 24-26).

 

Tema 4: A existência sacerdotal e a radicalidade evangélica (PDV, 27-30).

 

Tema 5: Ao serviço da Igreja e do mundo: Servidores do mistério, da comunhão e da missão (PDV12 e 16).

 

Tema 6: A pertença e a dedicação à Igreja particular (PDV, 31).

 

Tema 7: A “forma comunitária” do ministério ordenado e a fraternidade sacerdotal (PDV, 17).

 

Tema 8: A vocação sacerdotal na pastoral da Igreja (PDV, 34-41).

 

Tema 9: Formação permanente e direcção espiritual (PDV, 70s).

 

Tema especial: O Papa Bento XVI propõe como tema de estudo: Reconhecer como intimamente correlacionadas as quatro dimensões da missão do presbítero: eclesial, comunional, hierárquica e doutrinal.

 



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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Abertura do Ano Sacerdotal

 

Como abrir o Ano Sacerdotal?

Oferecem-se subsídios para três modalidades de abertura do Ano Sacerdotal, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, no dia 19 de Junho de 2009. Pode-se abrir com uma celebração solene da Eucaristia, com uma Adoração eucarística, ou com a reza do Rosário oferecido pelos sacerdotes. Aos padres aconselha-se que façam, particularmente ou, se possível, em grupo, a renovação das promessas sacerdotais, utilizando, com as devidas adaptações, o formulário da Missa crismal da Quinta-feira da Semana Santa.

 

Eucaristia da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

Acrescentar ao que habitualmente faça cada comunidade uma admonição introdutória (1) e a seguinte prece na Oração dos fiéis:

Por todos os sacerdotes da Igreja, pelos sacerdotes da nossa Diocese e pelos padres que nos são mais próximos, para que este Ano Sacerdotal seja para eles um grande impulso de renovação interior e de dedicação gozosa ao seu ministério.

Oremos ao Senhor.

 

Rosário sacerdotal

Rezar o rosário segundo o costume em cada comunidade, iniciando-o com a admonição introdutória (1) e oferecendo cada mistério por uma das intenções do Ano Sacerdotal, tal como se indica a seguir:

 

Primeiro mistério:

Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal os padres cresçam em perfeição espiritual e assim o seu ministério seja mais eficaz.

 

Segundo mistério:

Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal os padres recuperem com urgência a consciência da sua identidade e presença visível e reconhecida nos âmbitos da cultura e da caridade.

 

Terceiro mistério:

Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal todo o Povo de Deus compreenda cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea.

 

Quarto mistério:

Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal todo o Povo de Deus redescubra a beleza e a importância do Sacerdócio em cada um dos padres.

 

Quinto mistério:

Rezemos este mistério para que no Ano Sacerdotal todos os padres se renovem interiormente na redescoberta feliz da própria identidade, da fraternidade do próprio presbitério e da relação sacramental com o próprio Bispo.

 

(1) Admonição introdutória ao Ano Sacerdotal:

Fazemos hoje em toda a Igreja, na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a abertura solene do Ano Sacerdotal, declarado pelo Papa Bento XVI, e que vai de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010. A ocasião para esta escolha é a celebração, no próximo dia 4 de Agosto, dos 150 anos da morte de santo sacerdote São João Maria Vianney, padroeiro mundial dos sacerdotes, popularmente mais conhecido como Santo Cura d’Ars. O objecto principal deste ano é favorecer, por todos os meios, principalmente mediante a oração de todo o Povo de Deus, o aumento das vocações sacerdotais e a santificação dos padres no exercício gozoso de seu ministério. Tem como lema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote”. Peçamos ao Pai que, pela acção do Espírito Santo derramado por Jesus Cristo em nossos corações, nos encha do amor ardente do Coração de Cristo, para que seja este amor que nos impulsione a fazer tudo o que estiver de nossa parte em prol de todos os sacerdotes da Igreja neste Ano Sacerdotal.

 

Adoração eucarística

 

  1. Admonição de motivação

{Pode ler-se também a admonição de introdução (1), mais o que se segue}

Começamos o Ano Sacerdotal com esta Adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Nela queremos crescer na consciência da “importância do papel e da missão do sacerdote na igreja e na sociedade contemporânea (Bento XVI), que possa ajudar aos sacerdotes a “renovar-se interiormente...na redescoberta feliz da própria identidade” (Card. Hummes). Queremos agradecer, eucaristicamente, a presença deles na Igreja e a sua função imprescindível por desígnio de Cristo. Intercedemos por eles para que possam viver cada vez com maior gozo a significação do mistério de Cristo Pastor a eles encomendada. Escutaremos a Palavra de Deus, iluminada com a leitura da Exortação “Pastores dabo vobis”, de João Paulo II.

 

2. Exposição do Santíssimo. Aclamações. Cântico Eucarístico.

3. Primeira Leitura Bíblica: “Cristo, o Bom Pastor”: Jo 10, 11-18

3.1. Silencio

3.2. Texto-comentário: PDV 13 d; 15 b c(a) d; 22 b

[13] […] Jesus é o Bom Pastor pré-anunciado (cf. Ez 34), Aquele que conhece as suas ovelhas, uma a uma, que dá a sua vida por elas e que a todos quer reunir num só rebanho sob um único pastor (cf. Jo 10, 11-16). É o pastor que veio "não para ser servido mas para servir" (Mt 20, 28), que, na acção pascal do lava-pés (Jo 13, 1-20), deixa aos seus o modelo de serviço que deverão realizar uns aos outros, e que livremente se oferece como "cordeiro inocente" imolado para a nossa redenção (cf. Jo 1, 36; Ap 5, 6.12). Com o único e definitivo sacrifício da cruz, Jesus comunica a todos os seus discípulos a dignidade e a missão de sacerdotes da nova e eterna Aliança. Cumpre-se assim a promessa que Deus fizera a Israel: "Sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa" (Ex 19, 6). É todo o povo da nova Aliança – escreve S. Pedro – a ser constituído como "um edifício espiritual", um "sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por meio de Jesus Cristo" (1 Ped 2, 5). Os baptizados são as "pedras vivas", que constroem o edifício espiritual, unindo-se a Cristo "pedra viva (...) escolhida e preciosa diante de Deus" (1 Ped 2, 4-5). O novo povo sacerdotal, que é a Igreja, não só tem em Cristo a sua própria e autêntica imagem, mas d'Ele recebe também uma participação real e ontológica do seu eterno e único sacerdócio, ao qual o mesmo povo se deve conformar em toda a sua vida.

 

[15] […] O Novo Testamento é unânime no sublinhar que foi o próprio Espírito de Cristo a introduzir no ministério, estes homens, escolhidos de entre os irmãos. Por meio do gesto da imposição das mãos (cf. Act 6, 6; 1 Tim 4, 14; 5, 22; 2 Tim 1, 6), que transmite o dom do Espírito, eles são chamados e habilitados a continuar o mesmo ministério de reconciliar, de apascentar o rebanho de Deus, e de ensinar (cf. Act 20, 28; 1 Ped 5, 2). Portanto os presbíteros são chamados a prolongar a presença de Cristo, único e sumo Pastor, actualizando o Seu estilo de vida e tornando-se como que a Sua transparência no meio do rebanho a eles confiado.

Os presbíteros são, na Igreja e para a Igreja, uma representação sacramental de Jesus Cristo Cabeça e Pastor, proclamam a Sua palavra com autoridade, repetem os seus gestos de perdão e oferta de salvação, nomeadamente com o Baptismo, a Penitência e a Eucaristia, exercitam a sua amável solicitude, até ao dom total de si mesmos, pelo rebanho que reúnem na unidade e conduzem ao Pai por meio de Cristo no Espírito. Numa palavra, os presbíteros existem e agem para o anúncio do Evangelho ao mundo e para a edificação da Igreja em nome e na pessoa de Cristo Cabeça e Pastor.

 

[22] […] Pedro chama a Jesus o "Príncipe dos Pastores" (1 Ped 5, 4), porque a sua obra e missão continuam na Igreja através dos Apóstolos (cf. Jo 21, 15-17) e seus sucessores (cf. 1 Ped 5, 1-4), e através dos presbíteros. Em virtude da sua consagração, estes são configurados a Jesus Bom Pastor e são chamados a imitar e a reviver a sua própria caridade pastoral.

 

4. Cântico

5. Segunda Leitura Bíblica: “Dar-vos-ei pastores”: Jer 3,14-15; 23,3-4; 31, 10-14

5.1. Silencio

5.2. Texto comentário: PDV 1 a b c; 22 a; 23 a b f; 82 a b c h

[1] “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jer 3, 15).

Com estas palavras do profeta Jeremias, Deus promete ao seu povo que jamais o deixará privado de pastores que o reúnam e guiem: «Eu estabelecerei para elas (as minhas ovelhas) pastores, que as apascentarão, de sorte que não mais deverão temer ou amedrontar-se» (Jer 23, 4).

A Igreja, Povo de Deus, experimenta continuamente a realização deste anúncio profético e, na alegria, continua a dar graças ao Senhor. Ela sabe que o próprio Jesus Cristo é o cumprimento vivo, supremo e definitivo da promessa de Deus: «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10, 11). Ele, «o grande Pastor das ovelhas» (Heb 13, 20), confiou aos apóstolos e aos seus sucessores o ministério de apascentar o rebanho de Deus (cf. Jo 21, 15-17; 1 Ped 5, 2).

Sem sacerdotes, de facto, a Igreja não poderia viver aquela fundamental obediência que está no próprio coração da sua existência e da sua missão na história – a obediência à ordem de Jesus: «Ide, pois, ensinai todas as nações» (Mt 28, 19) e «Fazei isto em minha memória» (Lc 22, 19; cf. 1 Cor 11, 24), ou seja, a ordem de anunciar o Evangelho e de renovar todos os dias o sacrifício do seu Corpo entregue e do seu Sangue derramado pela vida do mundo.

 

[22] A imagem de Jesus Cristo Pastor da Igreja, seu rebanho, retoma e repropõe, com novos e mais sugestivos matizes, os mesmos conteúdos da de Jesus Cristo Cabeça e servo. Tornando realidade o anúncio profético do Messias Salvador, cantado jubilosamente pelo Salmista e pelo profeta Ezequiel (cf. Sal 22; Ez 34, 11-31), Jesus auto-apresenta-se como "o Bom Pastor" (Jo 10, 11.14) não só de Israel mas de todos os homens (Jo 10, 16). E a sua vida é uma ininterrupta manifestação, melhor, uma quotidiana realização da sua "caridade pastoral": sente compaixão pelas multidões porque estão cansadas e esgotadas como ovelhas sem pastor (cf. Mt 9, 35-36); procura as dispersas e tresmalhadas (cf. Mt 18, 12-14) e festeja o tê-las reencontrado, recolhe-as e defende-as, conhece-as e as chama uma a uma pelo seu nome (cf. Jo 10, 3), condu-las aos pastos verdejantes e às águas refrescantes (cf. Sal 22), para elas põe a mesa, alimentando-as com a Sua própria vida. Esta vida a oferece o Bom Pastor com a sua morte e ressurreição, como canta a liturgia romana da Igreja: "Ressuscitou o bom Pastor que deu a vida pelas suas ovelhas, e pelo Seu rebanho se entregou à morte. Aleluia".

 

[23] O princípio interior, a virtude que orienta e anima a vida espiritual do presbítero, enquanto configurado a Cristo Cabeça e Pastor, é a caridade pastoral, participação da própria caridade pastoral de Cristo Jesus: dom gratuito do Espírito Santo, e ao mesmo tempo tarefa e apelo a uma resposta livre e responsável do sacerdote.

O conteúdo essencial da caridade pastoral é o dom de si, o total dom de si mesmo à Igreja, à imagem e com o sentido de partilha do dom de Cristo. "A caridade pastoral é aquela virtude pela qual nós imitamos Cristo na entrega de si mesmo e no seu serviço. Não é apenas aquilo que fazemos, mas o dom de nós mesmos que manifesta o amor de Cristo pelo seu rebanho. A caridade pastoral determina o nosso modo de pensar e de agir, o modo de nos relacionarmos com as pessoas. E não deixa de ser particularmente exigente para nós" […]

A caridade pastoral, que tem a sua fonte específica no sacramento da Ordem, encontra a sua plena expressão e supremo alimento na Eucaristia: "Esta caridade pastoral – diz-nos o Concílio – brota sobretudo do sacrifício eucarístico, o qual constitui, portanto, o centro e a raiz de toda a vida do presbítero, de modo que a alma sacerdotal se esforçará por espelhar em si mesma o que é realizado sobre o altar do sacrifício". É na Eucaristia, de facto, que é re-presentado, ou seja, de novo tornado presente o sacrifício da cruz, o dom total de Cristo à sua Igreja, o dom do seu Corpo entregue e do seu Sangue derramado, qual testemunho supremo do seu ser Cabeça e Pastor, Servo e Esposo da Igreja. Precisamente por isto, a caridade pastoral do sacerdote não apenas brota da Eucaristia, mas encontra na celebração desta a sua mais alta realização, da mesma forma que da Eucaristia recebe a graça e a responsabilidade de conotar em sentido "sacrificial" a sua inteira existência.

 

[82] "Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração" (Jer 3, 15). Ainda hoje esta promessa de Deus está viva e operante na Igreja: esta sente-se, em todos os tempos, feliz destinatária destas palavras proféticas; vê a sua realização quotidiana em tantas partes da terra, melhor, em tantos corações humanos, sobretudo de jovens. E deseja que, frente às graves e urgentes necessidades próprias e do mundo, às portas do terceiro milénio, esta divina promessa se cumpra de um modo novo, mais amplo, intenso, eficaz: como uma extraordinária efusão do Espírito do Pentecostes.

A promessa do Senhor suscita no coração da Igreja a oração, a súplica ardente e confiante no amor do Pai de que, tal como mandou Jesus o Bom Pastor, os Apóstolos, os seus sucessores e uma multidão inumerável de presbíteros, assim continue a manifestar aos homens de hoje a sua fidelidade e a sua bondade […]

A promessa de Deus é a de assegurar à Igreja não quaisquer pastores, mas pastores "segundo o seu coração". O "coração" de Deus revelou-se-nos plenamente no Coração de Cristo Bom Pastor.

E o Coração de Jesus continua hoje a ter compaixão das multidões e a dar-lhes o pão da verdade e o pão do amor e da vida (cf. Mc 6, 30-44), e quer palpitar noutros corações – o dos sacerdotes: "Dai-lhes vós mesmos de comer" (Mc 6, 37). As pessoas têm necessidade de sair do anonimato e do medo, precisam de ser conhecidas e chamadas pelo nome, de caminharem seguras nas estradas da vida, de serem encontradas se se perderem, de serem amadas, de receberem a salvação como supremo dom do amor de Deus: é isto, precisamente, o que faz Jesus, o Bom Pastor; Ele e os presbíteros com Ele.

 

6. Cântico

7. Oração Mariana (PDV, n, 82)

Maria,

Mãe de Jesus Cristo e Mãe dos sacerdotes,

recebei este preito que nós Vos tributamos

para celebrar a Vossa maternidade

e contemplar junto de Vós o Sacerdócio

do Vosso Filho e dos Vossos filhos,

ó Santa Mãe de Deus.

Mãe de Cristo,

ao Messias Sacerdote destes o corpo de carne

para a unção do Espírito Santo

e salvação dos pobres e contritos de coração,

guardai no vosso Coração

e na Igreja os sacerdotes,

ó Mãe do Salvador.

Mãe da fé,

acompanhastes ao templo o Filho do Homem,

cumprimento das promessas feitas aos nossos Pais;

entregai ao Pai, para Sua glória,

os sacerdotes do Filho Vosso,

ó Arca da Aliança.

Mãe da Igreja,

entre os discípulos no Cenáculo,

suplicastes o Espírito

para o Povo novo e os seus Pastores;

alcançai para a ordem dos presbíteros

a plenitude dos dons,

ó Rainha dos Apóstolos.

Mãe de Jesus Cristo,

estivestes com Ele nos inícios

da Sua vida e da Sua missão;

Mestre O procurastes entre a multidão,

assististe-l'O levantado da terra,

consumado para o sacrifício único eterno,

e tivestes perto João, Vosso filho;

acolhei desde o princípio os chamados,

protegei o seu crescimento,

acompanhai na vida e no ministério

os Vossos filhos,

ó Mãe dos sacerdotes. Ámen!

 

8. Renovação promessas ordenação (Se for o caso)

9. Cântico Eucarístico. Bênção. Aclamações.



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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
ANO SACERDOTAL - 19 DE JUNHO DE 2009 A 19 DE JUNHO DE 2010

 

O nosso ideal é Cristo, o Bom Pastor

 

1. Inicia-se o Ano Sacerdotal no próximo dia 19 de Junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, dia celebrado, já em anos anteriores, como Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.

O Ano Sacerdotal foi proposto pelo Papa Bento XVI, no passado dia 16 de Março, ao anunciar a celebração dos 150 anos da morte de S. João Maria Vianey, Cura d’Ars, em França, e ao manifestar o desejo de o declarar padroeiro dos sacerdotes.

Como tema de reflexão e de vivência do Ano Sacerdotal, o Santo Padre escolheu a bela expressão: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”.

O Ano Sacerdotal vem continuar o Ano Paulino. Vem ajudar-nos a redescobrir com alegria, à maneira de Paulo, o encanto da vida dos apóstolos e a beleza da missão dos sacerdotes. O Santo Padre deseja com esta iniciativa sensibilizar as comunidades cristãs para os grandes ideais da vida sacerdotal acolhidos, nestes tempos que são os nossos, com renovado ardor e constante fidelidade.

Reencontrar-nos-emos, assim, com maior proximidade ao longo deste Ano, com o mistério da vocação e da doação que o sacerdote transporta em si e nos é revelado a cada momento que ele participa da missão de Jesus.

Tem particular sentido meditar a verdade das palavras do Mestre: “sem Mim nada podereis fazer” (Jo 15, 5). É na fidelidade de Cristo ao Pai que o sacerdote aprende a razão da sua própria missão e alicerça o segredo da sua igual fidelidade.

 

2. Este amor fiel manifestado em Jesus Cristo chegou até nós presbíteros pelas mãos da Igreja, depois de longos anos de discernimento procurado e de formação recebida nos nossos Seminários.

Os Seminários são chamados a viver, mais do que qualquer outra instituição, o Ano Sacerdotal com criativo acolhimento e com renovado sentido de missão, dedicando-se com acrescido entusiasmo e exigente lucidez à formação inicial e abrindo-se de forma humilde e fraterna ao acompanhamento humano, espiritual e pastoral de todos os sacerdotes.

Este amor de Deus por nós sacerdotes, que na Igreja e pela Igreja se afirma no momento primeiro da ordenação, segue-nos e acompanha-nos ao longo de toda a vida e deve tornar-se visível na comunhão permanente com o bispo, na vida fraterna com o presbitério e no serviço generoso ao povo santo de Deus, que é a razão de ser do nosso ministério.

O sacerdócio é dom e mistério de amor recebido e entregue que se actualiza na Eucaristia, diariamente celebrada, e se afirma em cada gesto e em cada momento da dádiva da vida “até ao extremo” (Jo 13,1).

É na fecundidade deste amor total a Deus e aos irmãos que tem sentido o acolhimento dos valores e dos conselhos evangélicos que fazem dos sacerdotes, homens de Deus e pastores por Ele dados por inteiro e para sempre ao Seu povo.

Frágil e vulnerável como todo o ser humano, cada um dos sacerdotes sabe que “transporta em si um tesouro em vaso de barro” (2 Cor 4, 7).

A consciência desta realidade apela para a necessária e contínua formação ao longo do tempo e para a constante urgência de centralizar a vida espiritual e o exercício do ministério em Cristo, procurando “reavivar o dom de Deus que cada um recebeu” (2 Tim 1,6).

 

3. Destina-se o Ano Sacerdotal a toda a Igreja. As dioceses, os institutos religiosos, os seminários, as comunidades cristãs e os movimentos apostólicos devem ocupar-se e preocupar-se com a vivência deste Ano Sacerdotal.

Centremo-nos na oração e no trabalho de semear e de cultivar o terreno da vocação. Demos prioridade ao testemunho de santidade onde a fidelidade se fortalece e o louvor a Deus pelos sacerdotes que nos envia encontra pleno sentido. Tenhamos sentimentos de perdão e de misericórdia e gestos de dor compassiva manifestados aos nossos irmãos nos momentos de fragilidade ou de desânimo. Sejamos voz dada ao anúncio da esperança sempre renascida diante do ícone “do pastor bom e belo, que dá a vida pelos irmãos” (Jo 10,11), que conhece os cristãos do seu rebanho (Jo 10, 14), que caminha diante da sua comunidade peregrinante (Jo 10,3) e lhe dá o alimento necessário a seu tempo (Lc 12,42) (Enzo Bianchi – Aos presbíteros, pág. 15).

Vão ser muitas as iniciativas programadas para este Ano Sacerdotal, no campo da celebração, da vivência e da formação dos presbíteros.

Estamos conscientes de que a beleza da vida e da missão do sacerdote consiste essencialmente naquilo que ele é, mais do que naquilo que ele faz.

Pela sacramentalidade do ministério, o sacerdote encontra em Cristo, de quem é discípulo, a paz e a santidade, cresce na fé e aprofunda a vida espiritual pelo exercício do seu ministério.

É no coração, na vida e no ministério de cada um dos sacerdotes que este Ano Sacerdotal encontra o mais indicado e necessário ambiente de acolhimento e a mais densa e sentida forma de celebração.

As ordenações ao longo destes tempos mais próximos têm um valor de particular significado a não perder. Os novos presbíteros revelam-nos o dom fecundo por Deus concedido à Igreja no limiar destes tempos novos que o Ano Sacerdotal desde já anuncia.

O Simpósio, a realizar de 1 a 4 de Setembro, em Fátima, constitui para os presbíteros de Portugal um momento integrante deste Ano Sacerdotal a acolher e a valorizar.

O programa divulgado, com os temas e intervenientes já indicados e confirmados, dizem-nos da importância de aproveitarmos este momento de bênção e de graça que o Espírito de Deus nos oferece.

 

4.Iniciamos este Ano Sacerdotal em comunhão com o Santo Padre Bento XVI e com os nossos bispos, em dia de oração pela santificação dos sacerdotes, recolhendo-nos nesta aprendizagem feita na escola de Cristo, para que sejamos pastores segundo o seu Coração.

Ajudaram-nos na elaboração do guião pastoral para esta Jornada de oração os Sacerdotes da Fraternidade dos Operários Diocesanos do Sagrado Coração de Jesus, do Seminário Maior de Évora.

Muitos serão também os sacerdotes, diáconos, consagrados (as) e leigos (as) que no decurso do tempo vão ajudar os presbíteros de Portugal e as comunidades cristãs a optimizarem o sentido e o valor do Ano Sacerdotal. A todos deve a Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios uma palavra de comunhão fraterna onde está impressa e expressa a gratidão de todos os sacerdotes.

 

5. A Igreja olha com atenta solicitude para os sacerdotes e quer dedicar-se com particular afecto aos doentes, aos idosos e aos que vivem momentos dolorosos de provação.

A Igreja vê como sinal de grande esperança os jovens sacerdotes e os alunos dos Seminários de Portugal. Uns e outros nos desvendam caminhos de generosidade e de fidelidade.

O Ano Sacerdotal é o tempo favorável recebido de Deus para darmos visibilidade a belos e necessários testemunhos de santidade que na vida discreta ou em missões heróicas de sacerdotes de todos os tempos e das nossas terras nos ensinaram os dinamismos da história futura e nos abriram caminhos dos tempos novos escrevendo com a vida a própria história da Igreja e do mundo.

A intercessão do Santo Cura d’Ars afirma-se e multiplica-se no rosto e na vida dos membros dos nossos presbitérios, de santidade reconhecida e de testemunho exemplar. É este, também, o tempo de acordarmos em nós a memória viva de tantos para fazermos das suas vidas, sementes de esperança e fermento de vidas novas em Cristo.

Confiemos os sacerdotes à Mãe de Deus, Mãe dos sacerdotes e Senhora do Cenáculo.

Rezemos-Lhe com as palavras e os sentimentos do Santo Padre Bento XVI, na encíclica “Salvos pela Esperança”: “Estrela do mar, brilhai sobre nós e guiai-nos no nosso caminho!” (Spe salvi, n.º 50)

 

Aveiro, 11 de Junho de 2009

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

+António Francisco dos Santos

Bispo de Aveiro

Presidente da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios



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Domingo, 14 de Junho de 2009
XI Domingo do Tempo Comum

 

O Reino de Deus anunciado por Cristo não aparece, em toda a sua plenitude, da noite para o dia. O seu crescimento é lento, mas seguro e progressivo, como o de uma árvore frondosa. Pela imagem dum cedro que morre e depois renasce, fala-nos o Senhor Deus da queda do povo judaico e do renascimento do maravilhoso reino messiânico. O cristão deve ser o homem da esperança, que fundamenta em Cristo. A Ele deve confiar a sua vida, certo de que a seu tempo será recompensado.



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Sábado, 13 de Junho de 2009
"Memórias da Irmã Lúcia" – As Aparições em Fátima

 

13 de Junho de 1917

 

 

Dia 13 de Junho (de) 1917 – Depois de rezar o terço com a Jacinta e o Francisco e mais pessoas que estavam presentes, vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava (a que chamávamos relâmpago) e, em seguida, Nossa Senhora sobre a carrasqueira, em tudo igual a Maio.

 

– Vossemecê que me quer? – perguntei.

 

– Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendam a ler. Depois direi o que quero.

 

Pedi a cura dum doente.

 

– Se se converter, curar-se-á durante o ano.

 

– Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu.

 

– Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração (15).

 

– Fico cá sozinha? – perguntei, com pena.

 

– Não, filha. E tu sofres muito? Não desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.

 

Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e nos comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos víamos como que submergidos em Deus. A Jacinta e o Francisco pareciam estarem na parte dessa luz que se elevava para o Céu e eu na que se espargia sobre a terra. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.

 

Eis, Ex.mo e Rev.mo Senhor Bispo, ao que nos referíamos, quando dizíamos que Nossa Senhora nos tinha revelado um segredo em Junho. Nossa Senhora não nos mandou, ainda desta vez, guardar segredo, mas sentíamos que Deus a isso nos movia.

 



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