O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
QUARESMA 2009: JEJUAR PARA AJUDAR

Hoje é quarta-feira de Cinzas

 

 

Eis a Nota Pastoral do Nosso Bispo:

 

QUARESMA 2009: JEJUAR PARA AJUDAR

 

1. Prosseguindo na caminhada do Ano Paulino, entramos na Quaresma, tempo litúrgico forte, que antecede a grande festa da Páscoa da Ressurreição. É próprio da Quaresma o seu carácter catecumenal de preparação para o Baptismo, ou de assunção vivencial dos seus compromissos. A caminhada penitencial, a que a Igreja nos convida, na Quaresma, como preparação imediata para a Páscoa, mais não é do que o assumir, na prática, a vida nova do Baptismo. Pelo Baptismo – como explica S. Paulo - fomos sepultados com Cristo na morte, para com Ele ressuscitarmos para uma vida nova (cf. Rm 6, 4). A conversão não é senão este processo de configuração com Cristo, para poder chegar a afirmar com S. Paulo: Já não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim (Gal, 2, 20).

 

A caminhada penitencial da Quaresma deve levar-nos ao sentido originário do nosso baptismo e às suas implicações concretas na vida do dia-a-dia. Através das práticas penitenciais, na linha da tradição bíblica: oração, jejum e esmola. Que caracterizaram sempre a caminhada quaresmal. Como expressão de conversão interior. De mudança na maneira de pensar e de agir.

 

2. Assim, nesta Quaresma do Ano Paulino, somos convidados a uma leitura orante das Cartas de S. Paulo, que nos ensinam como ser cristãos, discípulos fiéis de Cristo e apóstolos audazes do Seu Evangelho. Pelo coerente testemunho de vida e pelo anúncio corajoso, em todas as circunstâncias, oportuna e inoportunamente (cf. 2 Tm 4, 2). Mesmo remando contra-corrente. Como Paulo. Neste mundo conturbado, à procura de um novo rumo, não há que ter medo de apresentar o Evangelho de Jesus, como caminho de progresso humano. Nem só de pão vive o homem… (Mt 4, 4).

 

«A Quaresma seja, portanto, valorizada em cada família e em cada comunidade cristã – exorta o Santo Padre - para afastar o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma, abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso, em particular, num maior compromisso na oração, na Lectio Divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa Dominical» (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2009).

 

Ler a realidade à luz da fé, leva-nos a olhar para o momento presente, com os seus problemas e dificuldades, como «tempo favorável», tempo oportuno de graça: kairós. Uma oportunidade para um salto de qualidade na civilização humana. Que vai, sem dúvida, custar sacrifícios. Mas que é caminhada para uma vida com abundância, conforme a promessa de Jesus. Que nos empenha e compromete.

 

Daí o sentido do jejum, que o Papa recomenda, na sua Mensagem Quaresmal deste ano, «valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40)» (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2009).

 

Jejuar não é apenas abster-se de alimentos. O jejum constitui um apelo à sobriedade de vida. À contenção no consumo. Também em vista de uma maior partilha e entreajuda. Tão necessárias no mundo em que vivemos. Onde cresce o fosso entre ricos e pobres. Onde há famílias, que precisam de solidariedade efectiva.

 

Como o Bom Samaritano, temos de nos fazermos próximo de todo o irmão, que precisar de ajuda. É esse o sentido da prática tradicional da esmola. Que, às vezes, assume um significado pejorativo. Originariamente, era - e deve continuar a ser - expressão de solidariedade: ter piedade, capacidade de se com-padecer, de sofrer com. Foi assim o amor de Deus. Como Cristo no-lo revelou. Assim deverá ser o amor do próximo. No tempo e no lugar. Aqui e agora.

 

3. Para não ficarmos, como que à varanda a ver passar o cortejo, vamos concretizar a nossa ajuda ao próximo, destinando a Renúncia Quaresmal à Caritas dos Açores, para a constituição de um Fundo de Solidariedade de ajuda às famílias em maiores dificuldades. Terão o mesmo destino o peditório e ofertório das Missas, no fim de semana 14-15 de Março, em coincidência com o Dia Nacional da Caritas, inspirado no hino da caridade de S. Paulo (1 Cor 13): A caridade nunca acabará (1 Cor 13, 8).

 

No ano passado, o resultado da Renúncia Quaresmal, no valor de 20. 157, 08 (vinte mil cento e cinquenta sete euros e oito cêntimos), foi destinado a Moçambique (vítimas das cheias e Seminário de Maputo). Este ano, vamos ter em conta o próximo mais próximo. Ora, para que a Renúncia Quaresmal tenha algum significado, cada um deve estabelecer, logo no início da Quaresma, um programa de sobriedade de vida, não só em relação aos alimentos e às bebidas, mas também noutros domínios. O valor correspondente a essa renúncia será entregue na paróquia, no fim da Quaresma. Por sua vez, a paróquia enviará o donativo à Caritas Diocesana, que coordenará os apoios, através das Caritas de Ilha ou de outros organismos similares.

 

«Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente – adverte o Papa. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos – continua o Santo Padre - encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola.

 

Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal» (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma de 2009).

 

Angra, 11 de Fevereiro de 2009

 

+ António, Bispo de Angra



publicado por magdala às 18:04
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
Despedindo-me do Corvo

 

Daqui a poucas horas deixarei esta pérola do atlântico (se as condições atmosféricas o permitirem). Foi com imensa alegria que servi este povo durante os últimos 15 dias. Senti-me em casa, não fosse esta a Ilha do Marco, nome que lhe foi atribuído antes do povoamento e que está impresso no barco do Senhor Óscar, que em Agosto de 2007 me proporcionou uma agradável viagem à ilha das Flores com o Pároco de então, Pe. Alexandre, o Senhor Bispo D. Anacleto, auxiliar de Lisboa e o seminarista Bruno da ilha do Faial. Foi um dia memorável e a viagem maravilhosa a bordo da “Ilha do Marco”.

 

 

 

O Corvo para mim não era desconhecido, pois esta é já a terceira vez que aqui me encontro e todas elas de 15 dias. A única diferença é que antes tinha vindo em Agosto e agora vim em Fevereiro. Vinha preparado para  dias invernosos, mas São Pedro, por influência de Nossa Senhora dos Milagres, quis proporcionar-me uma primavera antecipada. Da primeira vez que cá estive, em Agosto de 2006, apanhei mais mal tempo do que agora.

 

Eis mais algumas imagens que comprovam esta primavera antecipada…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Ao longo destes dias fui partilhando neste espaço muitas imagens que fui captando nesta ilha, dando a conhecer um pouco do Corvo, uma das ilhas mais desconhecida dos açorianos e que por vezes, como já referi, há acerca dela uma visão muito redutora, talvez fruto do que se ouve, ou melhor, do que não se ouve falar.

 

Por vezes há pessoas que dizem que vieram ao Corvo algumas horas e que já estavam fartas de cá estar porque estava tudo visto. Não sou dessa opinião, pois esta é a minha terceira vez aqui e estou sempre a descobrir novas coisas. Na minha modesta opinião, para conhecer o Corvo há que permanecer aqui alguns dias, atentos aos pormenores da mãe natureza, da singular arquitectura da zona histórica da Vila e da maneira de ser desta boa gente.

 

Espero que aquilo que aqui fui partilhando tenha ajudado a conhecer melhor esta ilha, modéstia à parte, assim o depreendo dos vários comentários que foram aparecendo e que desde já agradeço, pois estimularam-me a publicar mais coisas desta minha enriquecedora experiência na mais pequena ilha do arquipélago.

 

Eis mais uns pormenores desta terra…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre as coisas novas que descobri, saliento o Jardim Municipal, inaugurado ainda não há um ano. Espaço agradável, silencioso e acolhedor…

 

 

 

 

 

 

Aqui há um pouco de tudo. Já lá vão os tempos em que esta gente estava isolada de tudo e de todos. Reconheço que muitas têm sido as revindicações dos corvinos e muitos também os esforços das entidades públicas para que este povo seja bem servido, com tudo aquilo a que por justiça tem direito, tal como os restantes açorianos. Sinal disso ficam mais estas imagens…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os dias que aqui passei foram de sossego. Aproveitei para descansar, rezar e reflectir. Foi uma quaresma antecipada.

 

Agradeço a Deus estes maravilhosos dias que passei no regaço de Sua e nossa Santa Mãe, Nossa Senhora dos Milagres.

 

Um obrigado ao Senhor D. António que foi instrumento do céu para que estes dias fossem possíveis.

 

Uma palavra de reconhecimento às comunidades que me estão confiadas, Madalena, Criação Velha, Candelária e Ouvidoria do Pico que me partilharam com esta Igreja que está no Corvo.

 

Igualmente uma palavra de agradecimento aos Padres Areias e Zulmiro que fizeram o obséquio de me substituírem.

 

Finalmente uma palavra de profundo agradecimento aos corvinos. Obrigado pelo vosso acolhimento. Obrigado pela vossa terra.

 

Que a Senhora da Ilha, vossa amada Padroeira, Nossa Senhora dos Milagres, seja sempre o vosso conforto e guia.

 

Nossa Senhora dos Milagres, rogai por nós.

 

 

Até sempre!

 

 



publicado por magdala às 01:48
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009
Casa do Padre Rita

 

No post anterior, ao referir-me a três dos Párocos do Corvo do século passado, apontava um deles que era natural desta ilha. Era ele o Padre Eugénio Coelho de Rita, que deixou a sua residência pessoal à Paróquia de Nossa Senhora dos Milagres do Corvo, para servir de Residência Paroquial, a que habitualmente chamamos Passal. Foi nesta acolhedora Casa do Padre Rita que passei estes agradáveis dias. Que Deus tenha a sua alma.

 

 

 

 

 

 

Eis ainda os simpáticos guardadores da porta do Passal…

 

 

 

 

 

No alto da encosta da Vila, em plena Zona Histórica, a Casa do Padre Rita oferece uma deslumbrante vista sobre a Vila, o Porto da Casa, o Canal e a vizinha Ilha das Flores.

 

 

 

 

A imagem que se segue foi tirada hoje da janela do Passal. Até se deslumbra na linha do horizonte o ilhéu do Monchique, o ponto mais ocidental da Europa.

 

 

Esta é...

 

 

...a…

 



publicado por magdala às 23:43
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Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Milagres

 

Neste último domingo que passo no Corvo, gostaria de partilhar convosco a Casa-Mãe de todos os Corvinos, a sua Igreja Matriz, a casa da Senhora da Ilha, sua Padroeira desde a primeira hora, Nossa Senhora dos Milagres.

 

Templo simples e de harmónica beleza é a referência palpável da vida e da fé deste povo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao que tudo indica a pequenina imagem de Nossa Senhora dos Milagres, chegou com os primeiros povoadores e graças a Deus nenhuma mente eclesiásticamente iluminada a substituiu por outra de maior porte, como infelizmente se passou por essas ilhas fora, onde se perdeu um espólio memorável da arte e escultura religiosa do século XV, trazida pelos primeiros a arribar nestas paragens açóricas.

 

Esta imagem de Nossa Senhora dos Milagres é de origem flamenga e inicialmente era invocada de Nossa Senhora do Rosário, primeiro nome da Paróquia da Ilha. A mudança da invocação de Nossa Senhora do Rosário para Nossa Senhora dos Milagres, dá-se devido à intervenção miraculosa da Padroeira para com o seu povo, aquando das invasões dos corsários e piratas.

 

Reza a história, que quando os piratas tentavam invadir a ilha para a saquearem e levarem as suas gentes como escravos, os homens do Corvo conseguiram afastá-los e assustá-los de tal maneira que regressaram a bordo dos seus navios e fugiram. Alguns pereceram à defesa dos Corvinos, tendo um deles que sobreviveu relatado que em cima da rocha havia uma mulher na qual as balas das suas armas faziam ricochete e voltavam para eles. Nesta mulher o povo viu a intervenção miraculosa da Senhora da Ilha, que a partir desse dia passou a ser para eles Nossa Senhora dos Milagres.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desde esse longínquo tempo da pirataria como agradecimento e prece, invocando a protecção de Nossa Senhora dos Milagres, todos os dias reza-se o Rosário no Corvo (três terços). Até o Papa Leão XIII fez referência a esta tradição, quando, ao falar do Rosário, diz que há uma Ilha, no meio do Atlântico, em que todos os dias se recita o Rosário. Uma hora antes da Missa lá estão as almas fiéis, que dia após dia, cantam os louvores de Maria, na recitação do Santo Rosário.

 

 

 

 

A bela imagem da Padroeira possui um rico tesouro em ouro, composto por duas coroas, uma para a Senhora e outra para o Menino, e ainda um preciosíssimo rosário também em ouro.

 

Reza a história que o rosário foi ofertado a Nossa Senhora pelo célebre pirata Almeirim, que era amigo do pároco do Corvo e através dele das suas gentes e como sinal da sua amizade ofertou esta relíquia do tesouro da Senhora.

 

Este pirata era tão amigo do padre que numa das suas escalas na ilha, não o encontrando, soube que este tinha sido preso pelo Reino devido às suas relações de amizade com os piratas. O pirata Almeirim logo deixou dinheiro para pagar o resgate e o regresso à ilha do referido sacerdote.

 

Podemos afirmar que a história desta ilha se confunde com histórias singulares e seculares.

 

O que é certo é que o tesouro da Senhora aqui está. Partilho-o, pois como dizem os especialistas em segurança, as peças de arte quanto mais conhecidas são, mais seguras estão.

 

 

 

 

 

 

Na sacristia destaca-se o Cristo esculpido em marfim de elefante, as imagens de Santo António e São Domingos e as fotos de três dos párocos do século XX. O Senhor Padre Pereira, natural dos Cedros do Faial e que desde criança o conheci manente nas Angústias. Ainda o convidei para a minha Missa Nova, mas infelizmente veio a falecer antes da minha ordenação no ano 2000, era então o decano do clero açoriano com mais de 90 anos. O Senhor Padre Rita, que era natural desta ilha e que deixou a sua casa à paróquia para servir de passal e o Senhor Padre Leoneto, natural de São Miguel e que depois de regressar de Timor aqui paroquiou muitos anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já que estou falando em párocos do Corvo, partilho mais uma curiosidade interessante. O primeiro Bispo da Diocese de Angra, quando esta foi criada em 1534 pelo Papa Paulo III, tinha sido pároco do Corvo.  



publicado por magdala às 16:36
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Hoje, Domingo 22 de Fevereiro, é verão no Corvo!!!

 

Parece mentira, mas é verdade. Em pleno mês de Fevereiro é dia de verão no Corvo. O sol brilha intensamente, não há nuvens no céu, a ilha está toda descoberta, assim como a vizinha ilha das flores.

 

Estas imagens foram recolhidas ao final desta manhã, depois de visitar os restantes enfermos.

 

Acreditem que são mesmo fotos de hoje...

 

 

Do outro lado do canal a vizinha Ilha das Flores...

 

 

 

 

O sol espelhado no mar...

 

 

 

 

 

O sol espelhado no casario da Vila...

 

 

 

 

E também na serra...

 

 

 

 

Que dia lindo! Alguém até me disse: “Senhor Padre, este bom tempo é para a sua despedida!”

 

Obrigado Senhor!



publicado por magdala às 15:38
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Visita aos Enfermos – 2

 

Tal como ontem aqui escrevia, hoje depois da Missa Dominical, fui visitar os restantes enfermos do Corvo.

 

Ficam as fotos. Peço desculpa pela sua fraca qualidade, mas devido ao abundante sol que hoje se faz sentir, melhor não foi possível.

 

Que profundos olhares e sorrisos encantadores…

 

 

 

 

 



publicado por magdala às 15:15
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Ariel

 

Ariel é o nome do novo barco de passageiros que desde alguns meses faz a travessia entre as ilhas mais ocidentais da Europa.

 

Foi baptizado pelo antigo “Cabo de Mar” do Corvo e a sua presença era esperada há muito pelos habitantes destas ilhas, especialmente da ilha do Corvo.

 

Este é um barco rápido que faz a travessia entre Vila Nova do Corvo e a Vila de Santa Cruz das Flores em cerca de quarenta minutos, com capacidade para doze passageiros.

 

Num dos comentários aos vários escritos que tenho partilhado sobre esta minha estadia no Corvo, o amigo Pe. Zulmiro, instigou-me sobre o “famoso” Ariel.

 

Aqui estão as imagens da escala desta embarcação, ao Porto da Casa, no final da tarde deste sábado.

 

As fotos foram tiradas da janela do Passal, desde que o avistei a olho nu, neste canal entre as flores e o Corvo.

 

Julgo que é interessante a sequência…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Actualmente o Ariel escala o Corvo dois dias por semana, à terça e ao sábado, embora esteja previsto que durante o verão as viagens sejam diárias.

 

Esta embarcação foi construída para estar estacionada no Corvo, mas tal ainda não é possível, pois a grua que propositadamente chegou à ilha para vará-la, parece que não consegue faze-lo com segurança. Parece mentira mas é verdade! (esta história é parecida com a do novo barco de passageiros para o canal Pico-Faial…parece que aqueles que são pagos, e bem pagos, para fazer certos cálculos, estão a dormir ou então a brincar com dinheiro dos contribuintes!!!).

 

Daquilo que ouvi dos corvinos sobre este novo barco, todos aqueles com quem falei sobre este assunto, estão satisfeitos com a sua vinda, pois já não era sem tempo.

 

Apesar da satisfação, não deixam de lamentar a sua pouca capacidade, são só doze passageiros! Imaginem que as pessoas que desejam ir às Flores pela manhã (assim me disseram), com o receio de não terem lugar, vão de madrugada para o porto, a fim de serem os primeiros a chegar para adquirir os bilhetes para a viagem, pois estes só são vendidos pouco antes do embarque e não há possibilidade de os reservar ou de os adquirir antecipadamente. De certo há que rever esta situação!

 

Outro aspecto a lamentar é o caso da grua. Das três, uma (assim me colocaram a questão): ou o fornecedor fraudou quem a encomendou, uma vez que não tem a capacidade requerida para suportar o peso da embarcação; ou os cálculos foram mal feitos; ou há má vontade de alguém para que o barco fique no Corvo.

 

Acredito que em breve este assunto será sabiamente resolvido para o bem das gentes do Corvo.

 

Até lá, o Ariel continuará a navegar contra ventos e marés.

 

Estas últimas fotos são já tiradas do alto da rocha, quando me dirigia à Matriz para celebrar a Eucaristia das 18 horas…é notório o movimento em cima do Porto da Casa, pois não é habitual aglomerados de gente por estas paragens…

 

 

 

 

 

 



publicado por magdala às 01:21
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VII Domingo do Tempo Comum



publicado por magdala às 01:18
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
Visita aos Enfermos

 

Na tarde deste sábado visitei alguns dos doentes e enfermos desta ilha, levando-lhes a Sagrada Comunhão Eucarística (amanhã visitarei outros).

 

Gente marcada por anos difíceis de subsistência, mas que conseguiu labutar e vencer as fúrias de muitos invernos e o isolamento (e muitas vezes também esquecimento) desta terra e das suas gentes.

 

Nos seus rostos transparece uma longa e por vezes difícil vida, mas no seu sorriso a alegria de almas santas.

 

Ei-las…

 

 

 

 

 

 

Que o Senhor os cumule com a Sua Bênção.



publicado por magdala às 18:25
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Carnaval no Corvo

 

Estamos em pleno Carnaval.

 

Por todo o lado inúmeros são os festejos deste tempo de alegria e de grande euforia das gentes.

 

No Corvo, o Carnaval também se faz sentir com grande intensidade como em qualquer outro ponto do globo.

 

Na passada quarta-feira as crianças do jardim-de-infância e da escola Mouzinho da Silveira saíram à rua com o seu desfile, abrangendo o tema do ano da astrologia, que se assinala neste ano de 2009.

 

Ontem, sexta-feira de Carnaval o ginásio da escola, ornamentado a preceito, foi palco de um animado “Assalto”, promovido pelos docentes daquela instituição, destinado a toda a comunidade corvina.

 

A noite foi animada e bem preenchida pelas iguarias, trazidas para a mesa comum, que saciaram todos os presentes.

 

A alegria da noite foram as crianças com as suas fantasias, que desfilaram pelo ginásio em concurso votado por todos os comensais.

 

Depois pela noite dentro o baile fez as honras da casa, não faltando o bailar da chamarrita, que sem dúvida era o que mais cativava os presentes, novos e mais velhos.

 

Também participámos deste “Assalto” em sexta-feira de Carnaval e partilhamos algumas imagens desta noite bem passada, algures…num rochedo perdido no meio do atlântico norte, a meio caminho entre a Europa e a América, onde também se vive o Carnaval.

 

Bom Carnaval!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até o pequeno Martinho, com cerca de dois meses de vida, não faltou ao seu primeiro Carnaval…

 



publicado por magdala às 17:39
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