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Sábado, 21 de Maio de 2011
A Portuguesa Irmã Maria Clara do Menino Jesus é Hoje Beatificada

Beata Maria Clara do Menino Jesus

Discípula em Missão

 

«Maria Clara, um rosto de ternura

e da misericórdia de Deus»

 

 

 

Uma obra que continua…

 

No próximo dia 21 de Maio deste ano da graça de 2011, a Igreja que vive em Portugal terá a alegria de ver mais um dos seus filhos subir às honras dos altares. Trata-se da beatificação da Irmã Maria Clara do Menino Jesus, fundadora da congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.

Em vista desta celebração da beatificação, anunciada pelo Vaticano a 10 de Dezembro de 2010, com o reconhecimento do milagre operado pela sua intercessão, aqui estamos para conhecer mais um pouco da vida e da obra desta futura Beata Portuguesa.

Logo após o anuncio da beatificação a Irmã Catarina Ávila, superiora da Casa de São José, na Candelária, abordou-me para apresentar este trabalho sobre a sua fundadora com o intuito de dar a conhecer aos fieis a vida de virtudes da Mãe Clara.

Aceitei o desafio ciente das minhas limitações, mas predisposto a conhecer mais um pouco da vida e da obra da Mãe Clara, pois embora a conhecesse, esse conhecimento era muito superficial.

Até a minha entrada no Seminário Episcopal de Angra, em Setembro de 1994, não me recordo de ter ouvido falar da Mãe Clara. Não a conhecia, mas conhecia e beneficiava da sua obra mesmo sem saber da sua génese. Refiro que beneficiava da sua obra, porque desde criança me habituei a ver e a lidar com as irmãs, que pertenciam a esta congregação fundada pela Mãe Clara. E beneficiei desde o dia do meu nascimento, pois a parteira que assistiu ao meu parto era Franciscana Hospitaleira da Imaculada Conceição, a Irmã Olga, conforma me foi transmitido por minha mãe. Mais tarde continuei a beneficiar da obra fundada pela Mãe Clara quando frequentei o Colégio de Santo António, na Cidade da Horta, na altura orientado pelas irmãs, desde o jardim de infância até à 2ª classe, tendo sido a Irmã Carminda, hoje superiora na Cidade da Horta, a minha primeira professora, aquela que me ensinou a ler e a escrever e que mais tarde tive a alegria de reencontrar na Cidade de Angra.

Chegado ao Seminário continuei a beneficiar da obra da Mãe Clara, pois nele vivia uma comunidade desta congregação que orientava aquela Casa Santa Mimosa de Deus, o Coração da Diocese, nas lides da alimentação e da limpeza. Permitam-me que das várias irmãs que lá conheci recorde a Irmã Júlia, que por mim nutriu uma simpatia especial, a minha mãe do seminário, assim lhe tratava.

Enquanto seminarista conheci mais um pouco desta obra nas várias actividades que as irmãs desenvolviam, tanto com crianças, como com idosos e o seu trabalho de evangelização com os jovens, nos retiros dos Esquemas de Nossa Senhora, que tive a graça de participar e de colaborar.

Chegado à Ilha do Pico como Pároco da Matriz de Santa Maria Madalena, vim encontrar a obra da Mãe Clara no Lar da Santa Casa da Misericórdia da Madalena, obra esta que daqui desapareceu com grande mágoa da minha parte, pois a sua presença era um bálsamo para os velhinhos ali internados e para toda a comunidade madalenense que nutria pelas irmãs grande carinho, estima e admiração. De entre as irmãs que ali conheci deixai-me destacar a última obreira da obra da Mãe Clara naquela instituição, a Irmã Rosalina, ainda hoje muitas vezes recordada pelos velhinhos, empregados e funcionários. Recordo como me foi dolorosa a sua despedida daquela casa e como me custou celebrar a última Eucaristia para as irmãs. Custou-me tanto, não tenho vergonha em dize-lo, que até me comovi, talvez a primeira vez que chorei como pastor… Foi difícil ver as irmãs partirem da minha comunidade…

Mais tarde ao assumir a paroquiação da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias, na Candelária, volto a encontrar-me com a obra da Mãe Clara, na pessoa das irmãs que ali trabalham numa dedicação extrema pela Paróquia, vendo nascer a sua obra social com a Casa de Acolhimento e mais recentemente com o Lar Cardeal Costa Nunes, que acolhe crianças necessitadas. Pelo trabalho das irmãs continua hoje a obra da Mãe Clara. Quanto à presença das irmãs na Candelária é imperioso referir a obra da Mãe Clara continuada na pessoa da Irmã Nivéria, que contagiou e continua a contagiar imensas gerações não só da Candelária mas de muitas outras Paróquias do Concelho da Madalena, que por lá passaram no colégio, na catequese e nos grupos de jovens.

Todos nós conhecemos o trabalho que as irmãs realizam entre nós e este trabalho é fruto da disponibilidade de uma alma que viveu no século XIX e que se deixou guiar pelos desígnios de Deus, descobrindo o rosto de Jesus naqueles que mais precisavam e que lutando conta ventos e marés conseguiu fazer de um sonho uma realidade, contagiando as suas seguidoras com o exemplo da sua vida e fundando a congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, cuja actividade chegou até aos nossos dias, actividade esta que todos nós reconhecemos, porque a conhecemos entre nós, como uma bênção do céu. E tudo isto porque houve uma mulher de fé e de obras, porque a fé sem obras é morta, como diz o apóstolo, uma mulher de fé e de obras, chamada irmã Maria Clara do Menino Jesus.

É esta mulher que a 21 de Maio próximo a Igreja apresentará como modelo de virtudes, promovendo a sua beatificação.

 

A vida…

 

Olhemos agora, um pouco para ela, numa resenha recolhida no boletim “A Irmã dos Pobres”, publicado pela congregação por ela fundada, assim como no sítio da internet da mesma:

No dia 15 de Junho de 1843, na Amadora, perto de Lisboa, no seio de uma família de origem nobre, nasceu uma menina a que foi dado o nome de Libânia do Carmo. Órfã aos 14 anos, foi acolhida no Asilo Real da Ajuda, no qual recebeu, desde logo, uma formação humana e espiritual condizente com a sua posição social, pois era de uma família nobre. Em 1862, deixou a referida instituição e foi acolhida como dama de companhia na família dos Marqueses de Valada, seus parentes.

Em 1867, intuindo no seu íntimo o chamamento do Senhor para a vida religiosa, transferiu-se para o pensionato de São Patrício, em Lisboa, junto das Terceiras Capuchinhas de Nossa Senhora da Conceição e em 1869, vestiu o hábito de terceira e assumiu o nome de Maria Clara do Menino Jesus.

Para poder superar alguns obstáculos postos pelas leis portu­guesas, que proibiam qualquer forma de vida religiosa, a Irmã Maria Clara do Menino Jesus foi enviada, pelo orientador espiritual da Fraternidade das Capuchinhas, Padre Raimundo dos Anjos Beirão, a Fran­ça, onde no Mosteiro das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras e Mestras de Calais, fez o noviciado e, em 1871, emitiu os votos.

Logo após o seu regresso a Portugal, a Irmã Maria Clara foi no­meada Superiora do Convento de São Patrício e, sob a segura orientação do Padre Raimundo Beirão, iniciou um processo de reforma da comunidade das Capuchinhas, transformando­-a no berço das Irmãs Hospitaleiras Portuguesas, com o nome de Irmãs Hospitaleiras dos Pobres pelo Amor de Deus. Em 1874, esta instituição foi reconhecida pelo governo português, como Associação de Beneficência e, em 1876, obteve a plena aprovação do Papa Pio IX.

A Congregação nascente teve, desde o início, um grande florescimento de vocações e de obras, mas, ao mesmo tempo, foi alvo de muitas calúnias e oposições. Apesar das muitas dificuldades, a Mãe Clara continuou serenamente a sua obra de apostolado, repetindo muitas vezes que “Nada acon­tece no mundo sem a permissão de Deus”. Na verdade, ela permaneceu sempre totalmente fiel ao Senhor e à sua vontade, dedicando-se por inteiro ao crescimento espiritual das suas irmãs e à realização de muitas obras de apostolado para bem de todas as almas.

Ao longo de 28 anos, presidindo aos destinos da Congregação, recebeu cerca de 1000 irmãs e com elas tornou-se, podemos dize-lo com toda a segurança, pioneira da acção social em Portugal, fundando mais de 142 obras, distribuídas por hospitais, enfermagem ao domicílio, creches, escolas, colégios, assistência a crianças e idosos, cozinhas económicas, entre outras. Nestas instituições o pobre, o doente, o desvalido de toda a sorte, a massa sobrante do seu tempo, puderam conhecer o amor e os cuidados de mulheres dedicadas inteiramente ao serviço dos mais necessitados, experimentando assim a ternura e a misericórdia de Deus.

A exortação frequente: “Trabalhemos com amor e por amor” era a síntese do seu viver. Só a caridade a norteava. Toda a sua vida foi um gastar-se no labor contínuo de “fazer o bem, onde houver o bem a fazer", lema de acção do Instituto por ela fundado. Esta mesma acção foi estendida, progressivamente, a Angola, Goa, Guiné e Cabo Verde.

A Irmã Maria Clara do Menino Jesus faleceu no Convento das Trinas, em Lisboa, no dia 1 de Dezembro de 1899, com 56 anos, vítima de doença cardíaca, asma e lesão pulmonar. Foi sepultada três dias depois, no cemitério dos Prazeres, acompanhada de enorme multidão de fiéis que reconheciam a sua santidade.

Sepultada no Cemitério dos Prazeres, foi trasladada, em 1954, para o Convento de Santo António, em Caminha, e repousa, a partir de 1988, na cripta da Capela da Casa-Mãe da Congregação, em Linda-a-Pastora, Queijas, Patriarcado de Lisboa, onde acorrem inúmeros devotos a implorar a sua intercessão junto de Deus.

 

Anúncio da beatificação…

 

É esta mulher que no próximo dia 21 de Maio teremos a alegria de ver beatificada.

A Sala de Imprensa do Vaticano anunciou a beatificação e a Comunicação Social fez eco, alastrando em notícias, atingindo países e continentes: Sua Santidade, o Papa Bento XVI, mandou publicar o Decreto de reconhecimento do milagre, atribuído à religiosa portuguesa, Maria Clara do Menino Jesus.

Era o dia 10 de Dezembro de 2010.

Inicia o texto do decreto do reconhecimento do milagre, conforme a praxe, por uma resenha biográfica de Maria Clara do Me­nino Jesus. Referindo-se, depois, ao milagre, percorre as várias etapas, evidenciando a gravidade da doença e o recurso de D. Georgina, a miraculada, ao poder de Deus, através da intercessão da Madre Clara: A curada, considerada a gravidade do seu estado de saúde, comprometido realmente por uma grave patologia crónica, definida como “pioderma gangrenoso fagedénico”, decidiu recorrer à Venerável Serva de Deus, para que intercedesse pela sua cura. Essa oração, feita pela Senhora Georgina e por algumas Religiosas pertencentes à Congrega­ção das Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, foi constante e incessante, durante alguns anos. A curada, de facto, começou a invocar Maria Clara do Menino Jesus, desde 1998, metendo entre as ligaduras que envolviam o braço, a estampa da Venerável Serva de Deus.

A Consulta Médica foi instruída na Cúria Eclesiástica de Tui-Vigo, Espanha. Reco­nhecida a validade jurídica pela Congregação para as Causas dos Santos, os Actos reco­lhidos foram submetidos sucessivamente ao exame e à avaliação da Consulta Médica do Dicastério Romano, a 14 de Janeiro de 2010. Os médicos julgaram e revelaram a gravidade da doença e as terapias inadequadas, afirmando que a cura da Senhora Georgina Troncoso Monteagudo foi repentina, completa, duradoura e inexplicável, do ponto de vista científico.

A 15 de Junho de 2010, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, cujo resultado positivo foi confirmado, posteriormente, a 07 de Dezembro de 2010, pelos Padres Cardeais e Bispos. Quer numa quer noutra Comissão, foi apresentada a dúvida sobre o reconhecimento de um milagre divino e a resposta foi afirmativa.

Finalmente, feito um relatório de todos estes actos, assinado pelo Arcebispo Prefeito, ao Sumo Pontífice Bento XVI, Sua santidade recebeu e ratificou os votos da Congregação para as Causas dos Santos e declarou: “Reconhecer o milagre realizado por Deus, pela intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Clara do Menino Jesus, a saber, a “cura da Senhora Georgina Troncoso Monteagudo de um pioderma gangrenoso fage­dénico grave de tipo crónico”.

O Sumo Pontífice mandou publicar este decreto e inscrevê-lo nas actas da Congregação para as Causas dos Santos.

 

Celebração da beatificação…

 

21 de Maio de 2011 foi o dia escolhido, pela Sé Apostólica, para a beatificação de Maria Clara do Menino Jesus, que acontecerá no Estádio do Restelo, em Lisboa, cidade onde morreu a nova beata. Espera-se um significativo número de participantes, não só de Portugal, como delegações dos 14 países onde se encontra a Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, fundada pela Irmã Maria Clara do Menino Jesus e pelo Padre Raimundo dos Anjos Beirão. Depois de, no passado dia 10 de Dezembro de 2010, Bento XVI ter assinado o Decreto de aprovação do milagre, operado por Deus e atribuído à intercessão da Irmã Maria Clara.

“Maria Clara, um rosto da ternura e da misericórdia de Deus”: é o slogan que dará o tom às comemorações. De facto, nela se visibilizam os traços característicos do coração de Deus: bondade, ternura, compaixão, misericórdia, acolhimento, gratuidade, confiança, amor. Segundo D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, a Irmã Maria Clara “tinha um grande coração que vê”. Vê. Deixa-se tocar profundamente pela miséria em que mergulha o povo português. Rompe barreiras e busca soluções, por todos os meios ao seu alcance. Abdica de tudo e faz dos pobres a sua família predilecta. Torna-se a Irmã dos pobres.

O lema “onde houver o bem a fazer que se faça”, que emerge da forma activa como a Irmã Maria Clara viveu o Evangelho, é, hoje, prolongado no projecto de vida dos membros da grande família Franciscana Hospitaleira, composta por Irmãs, Consagradas Seculares, Leigas Consagradas e Leigos comprometidos na Igreja e na sociedade. Inserida no mundo e situada no tempo, a missão hospitaleira continua a exercer-se, na alegria da gratuidade, no âmbito das obras de misericórdia, segundo os critérios de felicidade propostos por Jesus.

 

As suas máximas de vida…

 

A Irmã Maria Clara do Menino Jesus fez da sua vida um verdadeiro “lava-pés”, no serviço aos irmãos mais necessitados, norteada pela sua forte adesão a Jesus, seu Mestre e Guia. Só uma alma de fé poderia levar a cabo tão grande empreitada de amor. Gostaria de convidar-vos a saborear algumas das suas máximas, que nos sintetizam a sua grande fé e que de certo são o segredo da sua obra, senão vejamos:

  • “Trabalhemos com fervor e verdadeiro espírito de fé, essa fé que opera prodígios!”
  • “É necessários sermos generosas para com Deus que tão generoso tem sido para connosco.”
  • “Trabalhando, amando e esperando, teremos correspondido à vocação a que Deus nos chamou.”
  • “Todo o tempo que por Deus não é ocupado, é perdido para a eternidade.”
  • “Trabalhemos unicamente para testemunhar ao bom Deus o nosso reconhecimento pelo muito que nos deu!”
  • “Recebei tudo como vindo das mãos do Senhor que tudo permite para nosso bem.”
  • “A paz é o verdadeiro prémio dos que servem bem ao Senhor.”
  • “Amemos a Quem tanto nos tem amado e continuamente nos está fazendo bem.”
  •  “O Sol da Justiça pode eclipsar-se por um momento, mas é para depois reaparecer com mais esplendor.”
  • “A pessoa humilde atrai sobre si as graças do céu.”
  • “Um olhar providencial de Deus vela por nós.”

 

E para terminar este nosso simples e singelo olhar sobre a Mãe Clara, olhemos para aquela que para mim é a sua grande máxima, embebida do espírito de Francisco de Assis, do qual a Mãe Clara tanto bebeu: Onde houver o bem a fazer que se faça.

Eis aqui aquela que deveria ser a máxima de cada cristão, pois onde se realizar o bem, aí estará a Salvação trazida por Cristo, concretizada em boas obras.

A Mãe Clara deixa-nos este forte exemplo. Saibamos aprender com ela e ter sempre presente na nossa vida que onde houver o bem a fazer que se faça. Que ela nos ajude!

 

Beata Maria Clara do Menino Jesus, rogai por nós.

 

Tenho dito.

 

 

Pe. Marco Martinho

Santuário Diocesano do Senhor Bom Jesus Milagroso

Pico, 9 de Abril de 2011

 




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