O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Quinta-feira, 28 de Julho de 2011
FESTA DA SENHOR BOM JESUS MILAGROSO

SANTUÁRIO DIOCESANO DO SENHOR

BOM JESUS MILAGROSO

FESTA DE 2011

 

Presidida por Sua Excelência Reverendíssima

D. Manuel Pelino Domingues

Bispo de Santarém

 

Enraizados em Cristo, Firmes na Fé

 

 

Novenário

 

27 de Julho

19h30 – Eucaristia Solene de Abertura do Novenário com a Transladação da Veneranda Imagem do Senhor Bom Jesus Milagroso para o trono do Santuário

21h30 – Tertúlia: “O Culto ao Senhor Bom Jesus” e abertura de exposições na Casa do Povo de São Mateus (CPSM) abertas até 6 de Agosto das 21h30 às 24h00

 

De 28 de Julho a 3 de Agosto

18h30 – Adoração Eucarística e Celebração do Sacramento da Reconciliação

19h30 – Eucaristia

 

1 de Agosto

21h30 – Actuação do Grupo Pedras Negras – CPSM

 

2 de Agosto

21h30 – Noite de Folga pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano – CPSM

 

3 de Agosto

21h30 – Apresentação da peça “Os dias serão nossos e diferentes”, pelo Grupo de Teatro Gota de Mel – CPSM

 

4 de Agosto

18h30 – Adoração Eucarística e Celebração do Sacramento da Reconciliação

19h30 – Eucaristia de Encerramento do Novenário

20h30 – Lançamento do Livro “Sentir o Canto Litúrgico”, do Pe. Marco Luciano Carvalho e actuação do Coral de Santa Catarina

Durante o Novenário o Santuário estará aberto até às 24 horas

 

Vigília

 

5 de Agosto

18h30 – Adoração Eucarística e Celebração do Sacramento da Reconciliação

19h30 – Eucaristia

21h00 – Desfile de Filarmónicas

22h00 – 23h30 – Celebração do Sacramento da Reconciliação

21h30 – Filarmónica Lira São Mateus

22h45 – Filarmónica União e Progresso Madalense

24h00 – Filarmónica Lira Madalense

Pelas 22 horas sairão Peregrinações da Igreja da Madalena e da Silveira

 

Solenidade

 

6 de Agosto

01h00 – Eucaristia de Acolhimento às Peregrinações

02h00 – Vigília de Oração com Adoração Eucarística

08h00 – Encerramento da Vigília de Oração e Alvorada pela Filarmónica Lira de São Mateus

08h30 – Eucaristia

09h00 – 11h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação

11h00 – Eucaristia

14h00 – 16h00 – Celebração do Sacramento da Reconciliação

14h00 – Filarmónica Recreio Santamarense

15h15 – Filarmónica União Musical da Piedade

16h30 – Solene Concelebração Eucarística

18h00 – Solene Procissão

21h00 – Filarmónica Liberdade Lajense

22h15 – Filarmónica União Faialense

23h30 – Filarmónica Liberdade do Cais do Pico

 

Encerramento

 

7 de Agosto

19h30 – Eucaristia de Acção de Graças com a Transladação da Veneranda Imagem do Senhor Bom Jesus Milagroso para a Sua Capela

21h00 – Coro Misto da Madalena

22h00 – Orquestra Ligeira da Filarmónica Recreio dos Artistas de Santa Cruz da Graciosa

 

Serviço da Palavra

 

Novenário – Reverendíssimo Pe. Dr. Adriano Manuel Torres Borges, Digníssimo Ecónomo da Diocese de Angra

 

Festa – Excelentíssimo e Reverendíssimo Senhor D. Manuel Pelino Domingues, Venerando Bispo de Santarém

 

Alocução – Reverendíssimo Pe. Marco Luciano da Rosa Carvalho, Ouvidor Eclesiástico da Horta

 



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Senhor Bom Jesus de Iguape

Aqui partilho o cartaz da Festa do Senhor Bom Jesus de Iguape, no Brasil, de onde Francisco Ferreira Goulart, trouxe a Imagem que se venera no Santuário de São Mateus do Pico há 149 anos...

 



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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
Abertura do Novenário do Senhor Bom Jesus Milagroso

SANTUÁRIO DIOCESANO DO SENHOR

BOM JESUS MILAGROSO

FESTA DE 2011

 


Presidida por Sua Excelência Reverendíssima

D. Manuel Pelino Domingues

Bispo de Santarém

 

Enraizados em Cristo, Firmes na Fé

 

 

Novenário

 

27 de Julho

19h30 – Eucaristia Solene de Abertura do Novenário com a Transladação da Veneranda Imagem do Senhor Bom Jesus Milagroso para o trono do Santuário

21h30 – Tertúlia: “O Culto ao Senhor Bom Jesus” e abertura de exposições na Casa do Povo de São Mateus (CPSM)


De 28 de Julho a 3 de Agosto

18h30 – Adoração Eucarística e Celebração do Sacramento da Reconciliação

19h30 – Eucaristia

 

1 de Agosto

21h30 – Actuação do Grupo Pedras Negras – CPSM

 

2 de Agosto

21h30 – Noite de Folga pelo Grupo Folclórico da Casa do Povo de São Caetano – CPSM

 

3 de Agosto

21h30 – Apresentação da peça “Os dias serão nossos e diferentes”, pelo Grupo de Teatro Gota de Mel – CPSM


4 de Agosto

18h30 – Adoração Eucarística e Celebração do Sacramento da Reconciliação

19h30 – Eucaristia de Encerramento do Novenário

 

20h30 – Lançamento do livro “Sentir o Canto Litúrgico”, do Pe. Marco Luciano e actuação do Coral de Santa Catarina


Durante o Novenário o Santuário estará aberto até às 24 horas

 

Serviço da Palavra

 

Novenário – Reverendíssimo Pe. Dr. Adriano Manuel Torres Borges, Digníssimo Ecónomo da Diocese de Angra




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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Senhor Bom Jesus Milagroso


 

 



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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011
Homilia do Senhor D. António na Missa da Festa de Santa Maria Madalena

SANTA MARIA MADALENA

2011

 

Madalena do Pico

 

 

Tenho muito gosto em presidir a esta Concelebração Eucarística, em honra da vossa Padroeira, Santa Maria Madalena, modelo de discípula de Jesus e de Apóstola do Evangelho. Pertencia ao círculo restrito das mulheres, que seguiam Jesus e apoiavam a sua acção apostólica. Distinguia-se, nesse grupo e deve ter tido uma grande influência na Igreja nascente. É sempre assinalada em primeiro lugar. Também no anúncio da Ressurreição de Jesus. Foi a primeira testemunha e mensageira da Ressurreição de Jesus, o seu Senhor, que procurou honrar, completando os ritos fúnebres, naquela manhã de Páscoa.

 

1. Conforme a narração do texto evangélico, foi cedo ao sepulcro. Isso revela o seu grande afecto para com Jesus. Aliás, toda a narração evangélica revela esta amizade pessoal de Maria Madalena para com a Pessoa de Jesus. E senão, vejamos:

 

- Logo que verifica que o sepulcro está vazio, desata a chorar: «levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram». Isso, não só dá força ao seu testemunho da Ressurreição, mas também revela a sua profunda amizade por Jesus.

 

- Por outro lado, vejamos o diálogo que ela tem com Jesus, pensando ser o jardineiro: «Senhor, se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste, para eu O ir buscar». Quando Jesus a chama pelo nome, com o tom familiar conhecido – “Maria” – então é que se dá conta da presença do Mestre, seu Senhor.

 

- «Vi o Senhor»! É, precisamente, a partir desta experiência pessoal do encontro com Jesus, que ela se torna testemunha e mensageira da Ressurreição. «Diz-me, Maria: que vistes, no caminho? Vi o Senhor vivo e ressuscitado - canta a Igreja na Sequência Pascal: ressuscitou, Cristo, minha esperança».

 

2. Porque insisto neste aspecto da grande amizade pessoal de Maria Madalena para com a Pessoa de Jesus? É porque está aqui o cerne da experiência cristã. A fé cristã não consiste apenas em acreditar em verdades; é, antes de mais, adesão pessoal à Pessoa de Jesus: aceitá-Lo como Salvador e segui-Lo como Mestre. Porque «viu o Senhor» pessoalmente, Maria Madalena experimentou a Sua amizade.

 

Isso está muito bem expresso, não só no texto evangélico – como acabámos de referir – mas também na 1ª leitura, escolhida pela liturgia da Igreja para a festa de Santa Maria Madalena. A 1ª leitura é tirada do livro do Cântico dos Cânticos, que descreve o amor de Deus, sob a imagem dos esposos enamorados. «Vistes, porventura aquele que o meu coração ama»?

 

Ora bem, sem esta paixão por Jesus, não há evangelização. Hoje fala-se muito de Nova Evangelização: nova nos métodos, nas expressões e, sobretudo, no ardor. Esse ardor só pode vir de um coração enamorado por Jesus, Senhor, Salvador, amigo. Como aconteceu com Santa Maria Madalena.

 

Mais do que falar de Nova Evangelização, deveríamos era falar de acção pastoral que seja realmente evangelizadora. Quer dizer, evangelização que leve Cristo às pessoas e ajude as pessoas a encontrarem Cristo. Só que isso não é possível, se nós agentes pastorais não tivermos antes encontrado o Senhor. Temos de chegar a dizer, como Santa Maria Madalena: «Vi o Senhor». A partir daí, tudo é possível.

 

Hoje, lamentamo-nos da falta de resultados na catequese, depois de um itinerário tão longo e bem programado. Queixamo-nos também da falta de vocações para a vida consagrada ou da falta de leigos empenhados, na comunidade e na sociedade…

 

O que é que falta? O relacionamento pessoal com a Pessoa de Jesus. Enquanto não houver uma experiência pessoal do encontro com a pessoa de Jesus, de tal maneira que se possa afirmar - «Vi o Senhor» – não haverá vocações sacerdotais, nem religiosas, nem missionárias, nem laicais.

 

3. É a graça, que devemos pedir hoje ao Senhor, por intercessão de Santa Maria Madalena: ajudar os nossos cristãos a viverem uma profunda amizade com Jesus. Ele não se pode reduzir a uma ideia abstracta. Deve ser Alguém, que conta na vida: o interlocutor diário da própria oração. Não tanto, para vivermos «consolados» e, de algum modo, fechados em nós mesmos, quanto para corrermos - como Santa Maria Madalena - a levarmos a Boa Nova aos outros: «Vi o Senhor». O Senhor Jesus ressuscitou: venceu a morte e tudo o que oprime o ser humano.

 

A humanidade tem futuro, na medida em que aderir a Cristo e ao Seu Projecto de libertação humana. «Ele é o Mestre da humanidade e o seu redentor… Ele é o centro da história e do mundo…, o princípio e o fim, o alfa e o ómega, o rei do novo mundo, o segredo da história  e a chave do nosso destino – assim se exprimia Paulo VI (1970. Foi para nós que Ele falou, realizou milagres e inaugurou um novo reino…, em que todos são irmãos».

 

«Vós que testemunhastes a alegria de ver Cristo Ressuscitado…

levai a grande festa ao mundo inteiro. Proclamai às nações a Boa-Nova.

Em Cristo, Deus e Homem verdadeiro, a velha humanidade se renova» (Hino litúrgico).

 

Aqui está o fundamento da nossa esperança, apesar de todos os contratempos e crises. Como afirma S. Paulo na 2ª leitura: «Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. As coisas antigas passaram: tudo foi renovado». Apesar de tudo, há um futuro para a humanidade. Mas, não esqueçamos: «Não há ressurreição sem morte, nem triunfo, se não houver batalha. Saibamos sacrificarmo-nos cada dia e ser o homem novo» (Hino litúrgico). Assim nos ajude Santa Maria Madalena!

 

+António, Bispo de Angra

 

Madalena do Pico, 22 de Julho de 2011.



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Domingo, 24 de Julho de 2011
Subida à Montanha do Pico

Algumas imagens (cedidas pela Rádio Pico) da Celebração de Envio dos Jovens Açorianos na Montanha do Pico para a Jornada Mundial da Juventude com o Papa Bento XVI em Madrid, realizada no manhã de 23 de Julho de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

Solene Concelebração Campal da Eucaristia, na Furna, presidida por Sua Excelência Reverendíssima D. António de Sousa Braga, Bispo de Angra



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Sábado, 23 de Julho de 2011
Festa de Santa Maria Madalena

Aqui partilho algumas imagens da Festa de Santa Maria Madalena 2011 cedidas pela Radio Pico

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
Apoteose no final da Procissão de Santa Maria Madalena

Aos pés da montanha eleva-se uma colina. Uma é inerte, outra é dinâmica. Uma está estagnada e outra agiganta-se na fé. Uma chama-se Pico, outra Madalena. A primeira tem referência física, a segunda é espiritual. O Pico não cresce nem se transforma, a outra é mais forte e está em crescimento. É Maria Madalena a mulher forte, a mulher mais presente e misteriosa do Novo Testamento.

Maria Madalena sobressai, em relação às outras discípulas que acompanhavam o Mestre, porque ela foi totalmente liberta por Jesus, tornando-se na discípula perfeita, ou seja, apaixonada pelo Mestre. É o encontro que provoca conhecimento e amor.

S. João põe Maria Madalena a falar na primeira pessoa: “Vi o Senhor”, proclamando assim a Ressurreição de Cristo. É também o nosso grito pascal. E nós muitas vezes queremos ver Deus no grandioso, no espectacular, mas a história da salvação mostra-nos que é através dos pequenos, dos humildes, dos insignificantes que Deus actua no mundo e o transforma. Talvez Deus está mais na viúva que lança no tesouro do Templo umas pobres moedas, do que no capitalista que preenche um cheque chorudo para pagar as obras da igreja; Talvez Deus está mais no gesto simples do pacifista que oferece uma flor a um soldado do que na violência daqueles que lutam pela paz de armas na mão; Talvez Deus está mais no olhar límpido de uma criança do que na palavra poderosa de um pregador inflamado que parece que “sabe tudo” sobre Deus; Talvez Deus está mais na espiritualidade de quem reza humildemente com o coração do que nas faustas liturgias. Somos convidados a redescobrir Deus que se manifesta na humildade e simplicidade, no amor e no perdão, na caridade e na compaixão.

E assim aprender a ser discípulo de Jesus que exige retirar os excessos, lapidar as arestas, superar as mesquinharias, cortar com os modelos superficiais de análises, acabar com os preconceitos, livrar-se dos ciúmes, não aceder aos amues e ofensas, libertar-se dos apegos desordenados, superar os medos que paralisam, serenar diante dos problemas da vida, perdoar sempre, encher o coração com o amor de Deus pelos irmãos, arranjar um sorriso belo para o rosto.   

Maria Madalena, nós te aclamamos como a discípula fiel e amada de Jesus. Madalena, mulher livre para servir e onde a gratidão é a única forma de revelar o tamanho amor que o Mestre depositou em ti. E se o pecado de Madalena foi amar o Mestre, o Senhor Jesus, então que todos nós soframos deste pecado.

Que amemos Aquele que nos amou até ao fim.

 

Ilha do Pico, 22 de Julho de 2011 

 

Pe. José Borges



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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
9º. DIA DA NOVENA DA FESTA EM HONRA DE SANTA MARIA MADALENA

Aos pés da montanha está uma colina. Uma é inerte, outra é dinâmica. Uma está estagnada e outra agiganta-se na fé. Uma chama-se Pico, outra Madalena. A primeira tem referência física, a segunda é espiritual. O Pico não cresce nem se transforma, a outra é mais forte e está em crescimento. É Maria Madalena a mulher forte, a mulher mais presente, e misteriosa do NT. O seu nome significa: Maria, “bela”, e Madalena, habitante de “Magdala” que era uma povoação junto ao lago da Galileia.

Aqui está o primado dela em relação às outras discípulas que acompanhavam o Mestre, ela foi totalmente liberta por Jesus, tornando-se na discípula perfeita, ou seja, apaixonada pelo Mestre.

Madalena foi seguidora de Jesus desde o primeiro instante até ao fim, ou seja, desde a Galileia até Jerusalém (Mt 27, 55-56; Mc 15, 40); depois de encontrar o sepulcro aberto, foi a primeira a contar a Pedro e ao discípulo amado (Jo 20, 1-2); primeira a receber da boca do anjo a notícia da ressurreição (Mt 28, 5-6); primeira a ver o Ressuscitado (Jo 20, 13-18); curiosamente, depois da ascensão de Jesus, Maria Madalena desaparece do palco do NT.

A primeira leitura abre-nos a mente e o coração para aquilo que é a beleza do amor. Deus é Amor e quem ama não está fora de Deus porque Deus é Amor. Cuidado, não é o Amor que é Deus, Deus é que é Amor. Ele criou por amor, salvou por amor, santifica por amor.

A segunda leitura lembra-nos que todo aquele que está em Cristo é nova criatura. Realmente se da primeira criação depreendemos o imenso amor de Deus, na ressurreição de Cristo dá-se uma nova criação, nasce em Cristo um novo ser humano, uma nova forma de ser: Ressuscitados, vivemos espelhados, plasmados no amor que é Deus. Verdadeiramente podemos dizer como S. Paulo, e digo-o sem medo de errar: “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim.” Maria Madalena di-lo e ensina-nos a dizê-lo. Vivemos de Cristo. Vivemos em Cristo. Vivemos para Cristo.

Jesus Cristo é rosto humano Deus e o rosto divino de cada ser humano.

No evangelho de S. João, que acabamos de escutar, podemos ver que Maria Madalena tem posição de primeira linha, de proximidade, intimidade, familiaridade, de discípula verdadeira. Ela é mencionada como principal testemunha da morte, sepultura, túmulo vazio e ressurreição. João ao relatar este episódio refere que Maria Madalena chorava e enquanto chorava ela não consegue identificar o Mestre, só depois do diálogo e de Jesus tê-la chamado pelo nome ela reconhece-O, assim João pô-la a falar na primeira pessoa: “Vi o Senhor”.

Nós não somos, nem podemos ser, menos privilegiados que os primeiros apóstolos e apóstolas, tal como eles, também nós fazemos a mesma experiência do Senhor Ressuscitado. Na Palavra proclamada é Jesus que nos fala. No Pão da Vida partilhado, é Jesus que se dá a conhecer. Ele entra em nós e nós entramos Nele. Comunhão maximamente perfeita. Comemos Jesus e come-nos. Partilha a vida connosco.

Na bíblia o “ver Jesus” significa que Jesus deixou-se ver ou, mais precisamente, Jesus mostrou-se. Neste dom maravilhoso de ver Jesus, peçamos ao Senhor que nos dê a graça de, na nossa vida e na nossa história, sermos o rosto de Jesus junto da humanidade que se quer filha de Deus e irmã de Jesus Cristo.

Os 4 evangelhos identificam Maria Madalena com a 1ª testemunha da ressurreição: Mt 27, 56-28,1; Mc 15, 40-16, 9; Lc 24, 10; Jo 19, 25-20, 18. Ela torna-se embaixadora do primeiro anúncio (kerigma): Eu sei que Jesus está vivo, porque “vi o Senhor”! Este é o primeiro grito da manhã de Páscoa, para os discípulos de todos os tempos que fazem a experiência do Ressuscitado.

O objectivo da caminhada crente é deixar-se apaixonar pelo Mestre e Senhor Jesus. Madalena, tal como Pedro, Paulo, André e Lucas, apaixonaram-se por Jesus Cristo que os libertou totalmente.

Madalena não é de modo nenhum pecadora, mas uma mulher livre para servir e onde a gratidão é a única forma de revelar o tamanho amor que o Mestre depositou nela. E se o pecado dela foi amar o Mestre, o Senhor Jesus, então que todos nós soframos deste pecado. Que amemos Aquele que nós amou até ao fim.

 

Pe. José Borges



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Quarta-feira, 20 de Julho de 2011
8º. DIA DA NOVENA DA FESTA EM HONRA DE SANTA MARIA MADALENA

A primeira leitura fala-nos da caminhada do povo de Deus a caminho da Terra Prometida. Podemos verificar que a caminhada de fé e de acolhimento da Palavra de Deus tem, por diversas vezes, um percurso em que a Terra Prometida nos aparece longe, pelo cansado e dificuldades do deserto, outras vezes está bem perto de ser alcançada, por causa das vitórias e conquistas feitas no nosso dia-a-dia.

Amigos, a experiência do povo de Deus no deserto é também a nossa experiência na vida. Porque o deserto que o Senhor nos faz atravessar, em vez de nos conduzir logo à terra prometida, é um tempo de provação e de graça. No deserto tomamos consciência de quem somos e de quem é Deus para nós.

É no sofrimento e na dor que vemos o ser humano no seu máximo, no seu melhor e aí tirar as suas conclusões e sínteses para a vida. Conforme me comporto perante os sofrimentos e perdas da vida, também reagirei perante as coisas boas da vida. A pessoa verdadeiramente amadurecida atua sempre com serenidade quer seja tormentos quer seja alegria. Porque depois do deserto ou mais deserto ou a Terra Prometida.

Na vida ao curares o teu coração, estarás a curar o coração dos outros:

  1. O primeiro passo da cura é falar do sofrimento que nos oprime… pôr cá para fora…
  2. Depois lutar contra os vícios. Ninguém fica virtuoso da noite para o dia, como ninguém fica defeituoso de um dia para o outro. É um caminho de todos os dias…
  3. É o tal começar de novo e fazer de todos os momentos, ocasiões de aprendizagem
  4. Confiar, integrar, crescer, amadurecer… (Consciência, Responsabilidade Harmonia).
  5. A felicidade é quando o que pensamos, dizemos e fazemos está em harmonia.

História do rapaz da derrocada em Santa Catarina do Brasil em 2009

Depois dos momentos de dor e passado aquele terrível desastre, um jornalista diante de um rapaz paralítico diz-lhe: então isto é difícil, agora esta situação… respondeu o rapaz sereno: tu não sabes as transformações que este acontecimento provocou dentro de mim. Pus fora tudo aquilo que era excessos. Aprendi a ser mais paciente e mais sereno. Aprendi a fazer silêncio e a escutar os outros. Aprendi a ser mais forte e a ver a vida com outros olhos. Descobri uma grande leveza dentro de mim. Afinal isto (o desastre) fez-me tanto bem…

Realmente, aquilo que não vem pelo amor, vem pela dor

O Evangelho pergunta-nos como acolhemos a Palavra e exorta-nos a ser “boa terra”, disponível para escutar e acolher as propostas de Jesus e para deixar que elas deem abundantes frutos na nossa vida. Mas com frequência, olhamos o mundo que nos rodeia e ficamos desanimados com o materialismo, a futilidade, os falsos valores que marcam a vida de muitos homens e mulheres do nosso tempo. Perguntamo-nos se vale a pena anunciar a proposta libertadora de Jesus num mundo que vive obcecado com as riquezas, com os prazeres, com os valores materiais… O Evangelho de hoje responde: “coragem! Não desanimeis pois, apesar do aparente fracasso, o ‘Reino’ é uma realidade imparável; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável”. O Reino ainda não é uma árvore, mas uma semente…

Há um diálogo constante e invisível entre o agricultor, a semente e o terreno. Diria mesmo que há uma cumplicidade entre eles. Semear é apostar naquilo que não se vê.


No agricultor há um ato de confiança:

 

a)      Escolhe a semente e confia que dará fruto.

b)     Ele cansa-se trabalhando a terra.

c)      Ele lança a semente.

d)     Ele tira as ervas daninhas.

e)      Ele espera pacientemente.

 

Na semente há um ato de generosidade:

a)      Ela perde-se na terra.

b)     Ela morre para renascer.

c)      Ela multiplica-se em muitas mais.

 

 

No terreno há um ato de esperança:

 

a)    Recebe a semente.

b)   Arrisca-se às intempéries e às adversidades do tempo.

c)    Qualifica a sua capacidade de produzir.

 

Connosco acontece o mesmo?

 

Na Igreja acontece o mesmo?

 

           Não te canses de semear e depois espera…

          Talvez tenhamos pressas demais na vida…

Que tipo de terreno sou eu?

 

 

Pe. José Borges



publicado por magdala às 21:23
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