O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS



publicado por magdala às 12:38
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ



publicado por magdala às 13:12
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008
Celebrar o Natal do Senhor

 

 

A liturgia celebra cada ano o mistério do Natal do Senhor. Precede-o a celebração do Advento que o anuncia e prepara.

A celebração das festas de Natal depende da preparação do Advento. A improvisação não é a arte do acaso, mas o hábito adquirido de fazer o bem duma forma sempre nova e sem repetições iguais. O Natal é sempre novo e nunca se repete quando é verdadeiro. A verdade é o coração das coisas e faz toda a diferença.

As festas de Natal nasceram no coração do inverno na cultura greco-romana e os seus ritos mais arcaicos celebram a vitória da luz sobre as trevas. Começou por ser uma festa ao astro sol mas evoluiu para novos astros, conforme as religiões, crenças ou ateísmos. Todos celebram as festas de Natal, uns a 25 de Dezembro, outros a 6 de Janeiro e outros noutros dias. A globalização atingiu estas festas e transferiu-as para datas indevidas, sem relação com os motivos cósmicos originais. A experiência espiritual e mística do mistério do Advento e do Natal passou a ser mais intelectual do que afectiva, mais pela informação do que pelo conhecimento íntimo. Esta nova realidade levanta dificuldades à celebração litúrgica do Natal, que em muitos casos não passa duma práxis folclórica destinada a adornar um tempo. Assim, inventam-se natais para satisfazer os interesses económicos, culturais e até espirituais. Ainda muito antes do Advento já se anunciam as novidades festivas. Compras e ofertas, comidas e bebidas, jogos e brinquedos, prazeres e folias são características cada vez mais comuns às festas natalícias.

O Natal cristão precisa de ser evangelizado pela sobriedade dos ritos litúrgicos e pelo ritmo que estes reclamam da vida cristã. A cena da Anunciação a Maria e o sonho de José são património de Deus à humanidade: os crentes devem abrir-se a este dom num gesto de pura religiosidade. Deus aguarda o sim da criatura e encontra-o na Virgem Maria. A criatura aguarda a justiça de Deus, que converte os corações à verdade, e José recebe Maria em sua casa. E o Natal é essencialmente isto. A Visitação de Maria a Isabel descreve o advento de Deus aos homens, poeticamente cantado no Magnificat de Maria e no Benedictus de Zacarias: a mulher nova e o homem velho, protagonistas dos tempos novos. O ano civil começa precisamente na oitava do Natal: o tempo dos homens é um tempo de presença plena de Deus. A noite de Natal é um misto de alegria que esconde muita tristeza, uma grande luz na imensa escuridão, um tempo de calafrios em que os extremos de calor e de frio se sucedem. Na origem mais remota do Natal cristão está o cenário de Belém que rotulamos de pobreza, quando se trata da maior riqueza e fausto humano. Quantos reis e rainhas desejaram ser actores naquele cenário sagrado! E muitos conseguiram entrar na peça da história da salvação.

Há rituais de paganismo e de cristianismo. Convivem juntos e são de difícil discernimento. O teste da verdade obtém-se pela junção das partes: o Natal e a Páscoa são partes da totalidade do mistério. Em Belém os actores principais chamam-se Jesus, Maria e José. No Calvário o discípulo predilecto de Jesus toma o lugar do esposo de Maria. Os actores secundários são os pastores que guardavam os rebanhos e os soldados que executavam ordens e interesses superiores. O mistério aconteceu no coração de Deus quando o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, mas aconteceu também nos gestos acolhedores da humanidade.

São Francisco de Assis inventou o presépio para a cultura do seu tempo como contributo à renovação da Igreja. E, reparando aquela igreja, aprendeu a restaurar e a edificar muitas igrejas. O nosso tempo precisa de homens e mulheres disponíveis para a originalidade e a radicalidade do Verbo feito carne. A liturgia é o espaço ritual onde a obra da salvação é anunciada e consumada. Esta liturgia não se esgota nas celebrações no Natal, mas prepara-se no Advento e prolonga-se até à Epifania e Baptismo do Senhor.

Os gestos salvíficos estão na origem dos ritos litúrgicos e estes evocam e referem-se àqueles. E aqueles gestos salvíficos são acontecimentos históricos que atravessam a história de todos os tempos e seres humanos. A vida e a liturgia são as duas partes da verdade do culto cristão: a totalidade de Deus para a salvação do homem todo. Na gruta de Belém e na cruz do Calvário está a glória de Deus no rosto humano de Jesus, o homem novo. É tão difícil reconhecer o Deus do homem, o divino do humano, o mistério do rito! O Natal sem Advento e a Páscoa sem Quaresma são como o morrer sem ter nascido: o aborto feito cultura numa forma de vida em que se morre antes de nascer. A liturgia do Natal dá à luz o que se gerou nas celebrações do Advento. E o mesmo acontece com a Quaresma e a Páscoa. O Natal é a permuta de dons em que a humanidade participa na divindade de Cristo que assumiu a natureza humana. Esta obra é uma nova criação: pela primeira fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por esta fomos criados filhos no Filho Unigénito de Deus. Assim se reza no Natal: Senhor nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem e de modo ainda mais admirável o renovastes, fazei que possamos participar na natureza divina do vosso Filho que Se dignou assumir a nossa natureza humana.

O Natal é o nascimento da verdadeira paz e reconciliação de Deus com os homens, que tem o nome de Jesus Cristo. Não é um acordo para um tempo, mas uma decisão para a eternidade: Deus é inseparável do homem e o homem não tem futuro sem Deus. No mistério do Natal, e por meio dos ritos da liturgia, institui-se entre os homens a plenitude do culto divino, que consiste na humanização de Deus e na divinização do homem. O culto cristão começa na proclamação da Palavra criadora de Deus e termina na consagração das criaturas em corpo de Cristo: dois ritos duma única celebração.

Santas festas de Natal a todos os que por meio dos ritos da liturgia acolhem o Verbo encarnado no seio da Igreja Mãe. Um novo ano de graça abundante e esperanças renovadas na fé e na caridade.

 

Pedro Lourenço Ferreira

In Boletim de Pastoral Litúrgica nº128

 



publicado por magdala às 10:26
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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008
IGREJA MATRIZ DA MADALENA EM TEMPO DE NATAL

 

Solenidade do Natal do Senhor

 

A Solenidade do Natal do Senhor iniciou-se com a tradicional Missa do Galo, à meia-noite. Nesta celebração assim como na Missa do meio-dia, o nosso grupo de jovens “Magdala”, representou o auto de Natal ao Evangelho.

 

Festa da Sagrada Família

 

No Domingo dentro da Oitava do Natal, este ano a 28 de Dezembro, a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José. Nesse dia a Missa do meio-dia será solenizada e aplicada por todas as famílias da Paróquia, especialmente aquelas que recebem nas suas casas os coros da Sagrada Família.

Lembramos às zeladoras dos referidos oratórios que os tragam para a celebração, pois num gesto simbólico, no final da Eucaristia, serão entregues a cada responsável e enviados solenemente para as famílias da Paróquia para a santificação das mesmas.

Que estejam presentes nesta Festa da Sagrada Família o maior número de famílias possível, muito particularmente aquelas que em cada mês acolhem nos seus lares os coros da Sagrada Família.

 

Sufrágio pelos nossos defuntos do ano 2008

 

Na última Eucaristia que celebraremos neste ano da graça de 2008, no dia 31 de Dezembro pelas 18h00, vamos recordar todos aqueles que durante este ano partiram para a eternidade e que faziam parte da nossa Comunidade Paroquial.

Esta será uma última homenagem da Paróquia, para a qual convidamos toda a comunidade, muito particularmente os familiares e amigos daqueles que durante este ano faleceram.

Recordar o nome de cada um dos nossos defuntos será momento propício para reafirmarmos a nossa fé na ressurreição, agradecendo a Deus o Dom da vida que lhes concedeu e pedindo pelo seu eterno descanso.

 

Te Deum de Acção de Graças

 

No final da Eucaristia do último dia do ano (31 de Dezembro pelas 18h00), vamos cantar o Te Deum de Acção de Graças a Deus pelo ano que finda e pelo novo ano prestes a começar.

Olhando em retrospectiva o ano que agora termina, de certo que muito temos para agradecer a Deus… Saibamos ser agradecidos e reconhecidos pelas maravilhas que o nosso bom Deus realiza na nossa vida, mesmo apesar das contrariedades da nossa condição humana.

Que de cada família da Paróquia esteja alguém para dar graças a Deus.

 

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

 

Iniciaremos o novo ano da graça de 2009 sobre a protecção materna da Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe com Missa Solenizada ao meio-dia.

 

Concertos de Natal e de Ano Novo

 

Como nos anos anteriores durante o Tempo do Natal que se inicia hoje, 25 de Dezembro e que terminará na Festa do Baptismo do Senhor, a 11 de Janeiro, na nossa Igreja Matriz teremos o privilegio de presenciar a quatro saraus culturais repletos de música coral e instrumental.

Assim sendo, na Oitava de Natal teremos dois concertos e já no Ano Novo outros dois, sempre pelas 21 horas.

Na sexta-feira, 26 de Dezembro, haverá o Concerto de Natal da Sociedade Filarmónica Recreio União Prainhense, da Prainha do Norte.

No sábado, 27 de Dezembro a Cantata de Natal do Grupo Coral das Lajes do Pico.

Na sexta-feira, 2 de Janeiro, a Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense, brindará os madalenenses com o seu Concerto de Natal.

No Domingo 4 de Janeiro, dia da Solenidade da Epifania do Senhor, tradicionalmente conhecido como o Dia de Reis, a Sociedade Filarmónica Lira Madalense apresentará o Concerto de Ano Novo.

Saibamos acarinhar estas instituições musicais da nossa ilha com a nossa presença, pois estes músicos preparam estes concertos para que possamos viver momentos de beleza musical próprios desta época festiva.

É uma graça poder contar com a sua presença e com a harmonia dos seus acordes e sons. Muitos outros gostariam de ter tais momentos mas não lhes é possível. Nós somos privilegiados porque podemos contar com estas quatro manifestações musico-culturais de qualidade.

Saíamos do quentinho dos nossos lares para nos aquecermos com tão elevada cultura musical…

 

Festa do Menino Jesus

 

Na Solenidade da Epifania a 4 de Janeiro, vamos celebrar a tradicional Festa do Menino Jesus.

Nesse dia a Missa será pelas 11h00 com a participação especial da catequese, seguindo-se a procissão com a imagem do Menino Jesus, da Matriz para a sede da Filarmónica União e Progresso, na qual se incorporarão as crianças e adolescentes da catequese com as suas ofertas ao Menino. Seguir-se-á o almoço partilhado, para o qual cada família deverá trazer, como de costume, o seu farnel. Terminado o almoço arrematar-se-ão as ofertas trazidas intercalando com as apresentações de cada um dos anos de catequese.

Desejamos que esta seja a Festa de Natal de toda a Família Paroquial. Que todos estejam presentes, mesmo aqueles que não tem catequizandos, pois esta festa é de todos e para todos. Em são convívio cristão vamos celebrar a Festa de Natal da Paróquia unindo toda a Comunidade Paroquial de Santa Maria Madalena.



publicado por magdala às 20:35
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MENSAGEM DE NATAL

 

S. Paulo exprime assim o Mistério do Natal de Jesus: «Manifestou-se a graça de Deus, fonte de salvação para todos os homens, ensinando-nos (…) a viver neste mundo com sobriedade, justiça e piedade» (Tito 2, 11-12).

Hoje, mais do que nunca, o mundo clama pelo Salvador, sente a necessidade de um caminho que garanta a convivência pacífica entre os homens.

1. Ora bem, no Natal de Jesus, celebramos a Encarnação de Deus, a vinda do Filho de Deus ao mundo, na fragilidade da condição humana, para reunir o que estava disperso e tornar possível a fraternidade universal.

As circunstâncias do Natal de Jesus em Belém, os gestos e estilo de vida ao longo da Sua existência, culminando no drama da cruz, indicam-nos que o único caminho de realização humana e de convivência justa e pacífica entre os povos, passa pela humildade, a expressão mais radical do amor. Sem o que não há verdadeira justiça.

Escandaliza-nos de algum modo esta debilidade do Deus Incarnado, feito Menino na pobreza da gruta de Belém. Não é senão o caminho da humildade, a mais radical expressão do amor. Mas não há nada mais desarmado do que o amor. É a lição que nos vem do presépio de Belém, onde se põe em marcha a história nova da humanidade.

2. Neste mundo conturbado em que vivemos, com uma grande incerteza em relação ao futuro, precisamos de uma palavra de esperança certa. Ela vem-nos desta certeza de fé: o Senhor veio na pobreza de Belém e virá glorioso no final dos tempos; vem continuamente ao nosso encontro: «Ele está no meio de nós». Na singeleza dos sinais sacramentais e nos acontecimentos da vida. É Caminho, Verdade e Vida.

Levantai as vossas cabeças, está perto a vossa libertação! Completou-se o tempo; o Reino de Deus já chegou! Preparai os seus caminhos, endireitai as veredas tortuosas da vida, abatei as colinas da soberba e preenchei os vales do desânimo. Quanto mais funda é a noite, tanto mais perto está a aurora.

A humanidade não está num beco sem saída. Na noite de Natal, para o povo, que andava nas trevas, uma luz começou a brilhar. Eis a Boa Nova, que nos vem da gruta de Belém, expressa nas palavras do Anjo aos pastores: nasceu-vos hoje o Salvador.

3. Natal é hoje. Preparar os caminhos do Senhor é procurar viver as três atitudes, assinaladas por S. Paulo: sobriedade, justiça e piedade. Vêm aí tempos difíceis, que vão exigir mudanças de hábitos, uma verdadeira conversão, na maneira de ser e de agir.

a) A crise financeira, que alastra pelo mundo, vem mostrar-nos que é preciso ultrapassar a cultura do mero consumismo, com estilos de vida mais sóbrios e austeros. É evidente que se exigem da parte dos responsáveis maior rigor e controlo, mais honestidade e competência, mas também da parte de todos uma cultura da solidariedade, para que haja lugar para todos no banquete da vida.

É o que nos recomenda o Papa, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009, em que exorta a comunidade cristã a «assegurar o seu apoio à família humana inteira, nos seus impulsos de solidariedade criativa, tendentes, não só a partilhar o supérfluo, mas sobretudo a alterar os estilos de vida, os modelos de produção e de consumo, as estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades…» (Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 2009, nº15).

b) Combater a pobreza é construir a paz - remata o Papa Bento. A crise vai penalizar, sobretudo, os mais pobres. Temos de abrir o nosso coração à caridade, que é o nome cristão do amor, baseado na justiça, o primeiro degrau do verdadeiro amor do próximo. Não podemos calar a nossa consciência, distribuindo as migalhas que caem das nossas mesas fartas, furtando-nos ao que é devido por justiça. Os pobres e excluídos clamam por justiça. O Deus Menino, nascido em Belém, está da parte deles.

c) Ele veio ao mundo, para tornar possível, uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. Por isso, S. Paulo exorta a viver com piedade. O que significa construir a vida com Deus, segundo a Sua vontade e o Seu desígnio de Amor, que é a vida com abundância para todos.

Com o Natal de Jesus, Deus estabeleceu a Sua tenda no meio de nós. No Menino do presépio, Ele é o Emanuel, Deus connosco e por nós. Sem Ele, não há futuro para a humanidade. Quando não há lugar para Ele, inviabiliza-se o verdadeiro humanismo. Deus humaniza a nossa existência.

Não se trata, pois, de buscar a Deus nas nuvens, mas na terra dos homens, vivendo com sobriedade, justiça e piedade. E será Natal. Também hoje. E apesar de tudo.

Boas Festas de Natal, na alegria e esperança do Deus-Menino!

 

 

+ António, Bispo de Angra



publicado por magdala às 20:33
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NATAL DO SENHOR

 

DESEJO A TODOS VÓS UM SANTO E FELIZ NATAL DE JESUS E COM JESUS



publicado por magdala às 20:31
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008
IV DOMINGO DO ADVENTO

 



publicado por magdala às 14:31
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
III DOMINGO DO ADVENTO

 



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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
PROCISSÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Na tarde deste dia santo de guarda percorreu as principais artérias da Vila da Madalena a procissão de Nossa Senhora da Conceição.

A Vila parou para encher-se de fé, devoção e oração...

Os acordes das filarmónicas ecoaram no silêncio da tarde ajudando a elevar o espírito, por intermédio de Maria, em acção de graças e petição a Deus nosso Pai.

Deixamos aqui algumas fotos da vivência de fé que nesta tarde marcou esta Vila da Madalena.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA

 

Na Solenidade da Imaculada Conceição somos convidados a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o exemplo de Maria de Nazaré, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.

A segunda leitura garante-nos que Deus tem um projecto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher - um projecto que desde sempre esteve na mente do próprio Deus. Esse projecto, apresentado aos homens através de Jesus Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem subterfúgios.

A primeira leitura mostra (recorrendo à história mítica de Adão e Eva) o que acontece quando rejeitamos as propostas de Deus e preferimos caminhos de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência... Viver à margem de Deus leva, inevitavelmente, a trilhar caminhos de sofrimento, de destruição, de infelicidade e de morte.

O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e a auto-suficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical, com os planos de Deus. Do seu "sim" total, resultou salvação e vida plena para ela e para o mundo.

 

Nossa Senhora da Conceição

Padroeira de Portugal

 

A devoção popular consagrou a Imaculada Conceição como uma das numerosas festas e invocações de Maria de maior acolhimento por parte da fé simples do povo.

O que não pode deixar de se considerar um facto singular, porque o sentido do Mistério que encerra é de difícil compreensão. Sabemos que frequentemente, na actualidade, por parte de certa opinião pública, veiculada pela comunicação social, se identifica a Imaculada Conceição de Maria com a concepção virginal de Cristo por Maria. São mistérios diferentes, embora complementares.

A festa da Imaculada Conceição traduz a fé do povo que reconhece na revelação divina que Maria foi dotada por Deus, desde a sua concepção, do privilégio de ser liberta de todo o pecado original, que cada ser humano traz consigo. Esta graça especial, segundo a melhor doutrina dos padres da Igreja, fundamenta-se na previsão dos méritos da Redenção operada por Jesus Cristo, cuja graça especial Maria recebe por antecipação. Esse é o motivo profundo da saudação angélica: Ave, Cheia de Graça: o nome dado à Mãe de Cristo pelo mensageiro de Deus não é Maria, mas Cheia de Graça. E sabemos a importância fundamental que adquirem nomes na revelação bíblica.

Em Portugal cedo foi assentando arraiais não apenas na doutrina dos teólogos, mas também na crença e nas convicções populares, a fé na Imaculada Conceição. Embora de uma forma menos incidente, em termos numéricos, do que aquela que se encontra nos cancioneiros castelhanos, a poesia portuguesa dá sinais dessa crença profunda, de que algumas passagens das peças de Gil Vicente são um exemplo eloquente. De tal forma que, após várias universidades terem assumido o juramento de defenderem este privilégio mariano na sua doutrinação, o novo Rei D. João IV, em 1646, proclamou solenemente "tomar por padroeira de nossos Reinos e senhorios a Santíssima Virgem Nossa Senhora da Conceição" e "confessar e defender (...) que a Virgem Senhora Mãe de Deus foi concebida sem pecado original", tendo mandado cunhar moedas com a imagem de Maria e a legenda Tutelaris regni, e coroou a imagem da Senhora com a sua própria coroa, e nunca mais os reis de Portugal voltaram a usar a coroa régia, porque fora dada a Maria, Imaculada Conceição.

 

Veneranda Imagem de Nossa Senhora da Conceição

Matriz da Madalena do Pico

 

 

 



publicado por magdala às 00:28
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