O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2007
BONS ANOS
    DESEJO A TODOS OS LEITORES UM NOVO ANO DE 2008 REPLETO DAS GRAÇAS E BÊNÇÃOS DO CÉU.

    FELIZ ANO NOVO!!!


publicado por magdala às 15:35
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Sábado, 29 de Dezembro de 2007
O Nascimento de Jesus na Literatura Religiosa



Desde S. Francisco de Assis, o presépio inscreve-se na história da humanidade. Resume o espírito do Natal de Jesus, a festa de um nascimento que contém o mistério da encarnação de Deus num ser humano e desvela d’Ele uma nova imagem. Foi-se inculturando no imaginário cultural e religioso dos povos que o construíam. A literatura religiosa, olhar feliz da alma pura, luz do pensamento poético e expiração do coração inspirado, fornecia-lhe figuras, ao mesmo tempo que dava corpo à Beleza encarnada por meio de palavras cheias de amor não contido e de esperança no definitivo. Foi a exteriorização da interior contemplação da suma Beleza incarnada num Menino.

Ao longo de séculos, corações crentes abismados na meditação transbordaram de poesia, prosa, hinos, oração, loas enaltecendo o imenso mistério da Palavra encarnada que mal cabia em palavras humanas. Desde os primeiros Padres da Igreja aos monges da Idade Média, de Teresa de Jesus a Teresa do Menino Jesus, de Frei Agostinho da Cruz a Afonso Maria de Ligório e a Ana Catarina Emmerich, de Gil Vicente a José Régio, a literatura religiosa serviu de caixa de ressonância à vitalidade da fé no mistério que o Natal de Jesus velava.

De entre a exuberante e mais antiga literatura religiosa que cantou o nascimento de Jesus, distinguem-se os livros apócrifos, que influenciaram a expressão literária de sucessivos escritores, poetas, dramaturgos na tradição cristã. Apesar de excluídos do cânone bíblico por serem simples reinterpretações e amplificações tardias de textos canónicos ou por darem largas à ingenuidade e à fantasia religiosas ou por conterem desvios da fé mais pura, muitos apócrifos cristãos, escritos com recta intenção, contêm sãs expressões da fé, como a virgindade de Maria e a concepção virginal de Jesus. Reflectem intensa piedade popular e propunham-se preencher lacunas sobre momentos da vida de Jesus que os evangelhos canónicos deixam na penumbra ou omitem. Os fenómenos acontecidos na altura do seu nascimento fascinaram a literatura apócrifa entre os fins do séc. I e o séc. V.

Assim, enquanto a característica sobriedade dos evangelhos canónicos só afirma que Maria “deu à luz um filho e [José] pôs-lhe o nome de Jesus” (Mt 1,25) e que Maria “teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7), a tradição cristã situa o nascimento numa gruta. Ela vem de vários evangelhos apócrifos. O Livro da Infância do Salvador, dependente do influente Proto-evangelho de Tiago (séc. II), queria pôr em relevo a virgindade de Maria. E conta que, tendo chegado a Belém, José procurou um sítio para ela dar à luz. Viu um estábulo solitário e estabeleceu-se lá. E foi em busca de uma parteira. Chegando à gruta, viu o imenso esplendor. Tendo entrado e verificado a virgindade de Maria, exclamou: “Virgem concebeu, virgem deu à luz e continua virgem”. Entre parênteses, recordamo-nos de que o «Natal de Elvas» fará eco longínquo a esta afirmação:

No seio da Virgem Maria

Encarnou a divina graça;

Entrou e saiu por ela

Como o sol pela vidraça.

Segundo o Evangelho do Pseudo-Mateus, nº 14, o nascimento de Jesus numa gruta contou com a presença do boi e do burro. É desse texto que provém a tradição cristã de os colocar no presépio:

Três dias depois do nascimento do Senhor, Maria saiu da gruta e aposentou-se num estábulo. Foi lá que reclinou o menino num presépio; e o boi e o burro adoraram-no. Então cumpriu-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías [1,3]: «o boi conheceu o seu dono e o asno o presépio do seu senhor». Até os próprios animais, entre os quais se encontrava, o adoravam sem cessar. Nisso teve cumprimento o que tinha predito o profeta Habacuc [em 3,2]: «dar-te-ás a conhecer no meio de dois animais».

Estreitamente associada ao “nascimento de Jesus em Belém” está a narrativa da “chegada a Jerusalém de uns magos vindos do Oriente”, para “adorarem o rei dos judeus que acaba de nascer” (Mt 2,1). Na intenção teológica de Mateus, essa sóbria narração era suficiente para significar que Jesus era luz e salvação para os gentios como para os judeus e que os poderosos tentaram sufocar a voz de Jesus antes de ela poder ser ouvida e poder proclamar a sua «boa nova» libertadora. Mas os apócrifos legaram-nos até aos dias de hoje a tradição com o número e os nomes dos magos e a sua qualificação de reis.

Segundo os apócrifos, um anjo do Senhor apressou-se a ir ao país dos persas para prevenir os reis magos e ordenar-lhes que fossem adorar o menino recém-nascido. Estes, depois de viajarem durante nove meses guiados por uma estrela, chegaram ao lugar de destino exactamente no momento em que Maria se tornava mãe… Tendo vindo com armada numerosa, chegaram à cidade de Jerusalém. E os três reis dos mencionados magos eram três irmãos: o primeiro era Melchior, que reinava sobre os persas; o segundo era Gaspar, rei dos indianos; e o terceiro era Baltasar, que dominava sobre o país dos árabes… Acamparam ao redor da cidade e lá permaneceram três dias, eles e os príncipes dos respectivos reinos. Embora sendo todos irmãos, filhos de um único rei, no seu séquito marchavam forças de línguas muito diversas. Melchior, o primeiro rei, é o que tinha trazido mirra, aloés, púrpura, peças de linho e também livros, escritos e sigilados com o dedo de Deus. O segundo, o rei dos indianos, Gaspar, é o que tinha trazido como dons, em honra do menino, nardo precioso, mirra, canela, incenso e outros perfumes. O terceiro, o rei dos árabes, Baltasar, é o que tinha consigo ouro, prata, pedras preciosas, safiras de grande valor e pérolas apreciadas (Evangelho Arménio da Infância, 5,10 e 11,1-2).

A inspiradora imagética dos apócrifos assegurou-lhes continuada popularidade na literatura religiosa. Tem o mérito de apontar para o mistério que ela canta e a nós encanta, porque “só o mistério nos faz viver, só o mistério” – como diz García Lorca.

Sobre o Natal de Jesus a literatura religiosa privilegiou as imagens, porque só elas penetram no mistério que, transcendendo-nos, em nós se corporizou. Elas contribuem para construirmos dentro de nós o presépio, de história feito. As suas figuras reais e as pintadas pelo imaginário religioso vêm preencher o vazio de símbolos natalícios na actual ornamentação das nossas cidades e vilas, onde o resplendor das luzes é sedução comercial para ter mais para si, em vez de apelo espiritual para ser melhor para os outros. Continuar a meditar o Natal faz renascer a esperança e não a deixa vazia.

 

Armindo Vaz, Biblista



publicado por magdala às 15:58
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Sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007
NATAL DO PRESÉPIO DE JESUS
É Natal!!!



      Por detrás ou para lá dos cenários, cintilantes e barulhentos, que montamos nesta época festiva e que reclamam e absorvem a nossa atenção sejamos miúdos, sejamos graúdos, esta é a memória ou a celebração de um facto que, desde há séculos, muda a história do mundo.

      Uma criança nascia de uma jovem mulher que, no cumprimento de um dever cívico, saíra da terra em que habitava para ir recensear-se na terra que era a sua por ser a dos antepassados do seu esposo. Essa criança era o dom maior que alguém alguma vez ousaria imaginar: nela o Deus dos nossos pais, Senhor da criação, revestia-se da nossa humanidade, tornava-se nosso companheiro de caminhada. Acontecimento tão surpreendente fora já anunciado desde a aurora da criação e os profetas revelaram como, quando e onde ocorreria. Alguns apontaram-no como já iminente para que a expectativa ganhasse espaço na mente dos homens e deixassem de viver resignados ao fatalismo do tempo circular e se tornassem disponíveis para acolher o mistério da novidade transcendente.

      “Um menino nos foi dado”, “0 Verbo fez-se carne e habitou entre nós” - a criação reencontrou na história a sua plenitude na fragilidade de uma criança. É o que, numa cenografia mais ou menos feliz e sugestiva, nos mostra o presépio.

      Diante do presépio há, pois, que não ficar pelo cenário. Ele aponta para esse acontecimento, para esse momento, da intervenção de Deus na sua criação. E essa intervenção não está apenas gravada na memória dos homens, circunscrita a um tempo e a um espaço.

      Natal é todos os dias. Ele repercute-se como fonte de luz, de sentido e de energia no processo de renovação e de transformação do mundo, da humanidade, das mulheres e dos homens.

      Assim, hoje, também hoje, o Natal para que aponta o presépio, nos surpreende num tempo de culto da superficialidade e da aparência e nos convida a que abramos as nossas vidas ao supremo dom de Deus que nos sorri na criança de Belém. Deixando-nos interpelar pelo convite do Natal, transformaremos as nossas vidas, elas sorrirão também nos presentes e nas ofertas, nas prendas, que trocarmos com os nossos filhos, com os nossos pais, com os nossos amigos mais amigos e (porque não?) com os nossos companheiros de jornada menos amigos... E nada de postiço, muito menos de envenenado, veicularão esses dons que se tornarão gestos de solidariedade, de perdão, de acolhimento e de paz. As nossas prendas serão a verdade dos nossos sentimentos.

      Mas, se nos deixarmos submergir pela onda de consumismo desmedido que invade cidades e aldeias, atordoados pelo barulho da publicidade, não teremos ouvidos para a mensagem do Natal nem olhos para perceber o mistério para que aponta o presépio. E engrossaremos a multidão daqueles que neste natal irão procurar a felicidade no sítio errado.

 

      A. T. C.



publicado por magdala às 11:27
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
Tradições do Natal

      A quadra natalícia está carregada de tradições e lendas cujo significado muitas pessoas, porventura, desconhecem. A dita mercantilização do Natal foi-se apropriando do que de mais genuíno encerram estas tradições. Fazem-se árvores de Natal, usam-se velas, vai-se à Missa do galo, quase sempre, sem atender ao seu simbolismo. Um pouco para reavivar o significado de alguns dos sinais natalícios, aqui fica a explicação de alguns deles, sem contudo deixar em aberto outras hipóteses.

 

Presépio

 


Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. O primeiro presépio do mundo terá sido montado em argila por São Francisco de Assis em 1223. Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, como era seu hábito, o Santo fê-lo na floresta de Greccio, para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro, para melhor explicar o Natal às pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Em 1567, a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 figuras para representar o nascimento de Jesus, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.

 

 

Missa do Galo

 


A Missa do Galo, também conhecida por Missa da Meia-Noite, celebra-se devido ao facto de a tradição dizer que Jesus nasceu à meia-noite. Para os católicos Romanos, este costume de assistir a esta Missa começou no ano 400.

Nos países latinos, esta missa é chamada Missa do Galo, porque, segundo a lenda, a única vez que um galo cantou à meia-noite foi na noite em que Jesus nasceu.

Outra lenda muito antiga diz que, antes de baterem as doze badaladas da meia-noite do dia 24 de Dezembro, cada lavrador da província espanhola de Toledo matava um galo em memória daquele que cantou três vezes quando Pedro negou Jesus, por altura da Sua morte. Depois a ave era levada para a igreja, a fim de ser oferecida aos pobres que, assim, podiam ver melhorado o seu almoço de Natal.

Em algumas aldeias portuguesas e espanholas, era costume levar o galo para a igreja, para que ele cantasse durante a missa. Quando este cantava todos ficavam felizes, pois isso representava o prenúncio de boas colheitas.

 

Árvore de Natal

 


      Sobre as origens da Árvore de Natal, acho muito interessante o que Silva Araújo escreve no seu livro Viver o Natal que, com a devida vénia, transcrevo:

Por ocasião do Natal costuma usar-se, como ornamento das casas, o pinheiro. Isso tem uma explicação e não é incompatível com o presépio, como às vezes se diz. Sendo o pinheiro de folha perene, este simboliza a vida eterna. Jesus, como é sabido, veio para que tenhamos a vida, e a tenhamos em abundância. Ele mesmo se apresentou como um tronco de que somos ramos. Na Sagrada Escritura fala-se da árvore da vida. Na representação dos "mistérios" medievais era frequente o recurso à "árvore da vida" que, segundo a lenda, se transformou na árvore da cruz da qual pendeu o salvador do mundo. Sendo Cristo, pendente da Cruz, o pão vivo descido do céu, costumavam os medievais ornamentar a árvore do presépio com ofertas, símbolo da Eucaristia, como fruto do sacrifício da Cruz. Daí o aparecimento da árvore de Natal, carregada de frutas e guloseimas que Jesus oferece às crianças. A tradição da árvore de Natal é de origem germânica e data do tempo de S. Bonifácio. Foi adoptada para substituir os sacrifícios do carvalho sagrado ao deus pagão Odin, festejando-se uma árvore de homenagem ao Deus-Menino.

      Uma das primeiras pessoas a adoptar o costume da árvore de Natal parece ter sido a rainha Carlota, esposa de Jorge III, de Inglaterra, que nas festas cristãs do fim do ano, enfeitava com brinquedos, doce e lanterninhas.

      As luzes de Natal que enfeitam as árvores, cidades e casas no mundo todo lembram e significam, outra luz, invisível aos olhos mas não ao coração, a luz de Jesus.

      Além do pinheiro usam-se na quadra natalícia, para adorno das casas, outras árvores. Cada uma delas tem o seu significado. O azevinho, por exemplo, com folhas agudas e as bagas vermelhas, cor de sangue, lembra-nos que Jesus nasceu para usar, por nosso amor, uma coroa de espinhos. Simboliza também a sarça ardente, no meio da qual Deus falou a Moisés.

 

São Nicolau – o Pai Natal

 


São Nicolau viveu em Mira, na Lícia, no sudoeste da Ásia Menor (onde hoje se situa a Turquia). Filho de Eipifânio e Joana, devotos cristãos, que lhe deram o nome de Nicolau que significa “pessoa virtuosa”, este nasceu em 350 d.C. Nicolau pertencia a uma família abastada e, segundo a lenda, cedo deu sinais da sua bondade.

Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egipto. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.

Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.

Quando anos mais tarde o bispo de Mira morreu, os anciãos da cidade não conseguiam decidir quem seria o seu sucessor, já não sabendo o que fazer os anciãos decidiram pôr o problema nas mãos de Deus. Segundo a lenda, nessa mesma noite o ancião mais velho sonhou com Deus, e Este dizia-lhe que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte seria o novo bispo de Mira. Como Nicolau tinha já o hábito de se levantar cedo para ir rezar à igreja, foi o primeiro homem a entrar nela e logo foi indicado bispo.

            A figura do pai natal tem a sua origem no Bispo São Nicolau. Antes de estar relacionado com as tradições e lendas de Natal, S. Nicolau era conhecido por salvar marinheiros das tempestades, defender crianças e por oferecer generosos presentes aos mais pobres. A devoção a São Nicolau espalhou-se por toda a Europa e a sua figura ficou associada a um distribuidor de presentes, que entregava prendas pelo Natal às crianças.

Antigamente S. Nicolau vestia-se de formas muito variadas. Os fatos eram normalmente de cores garridas e na cabeça usava normalmente um barrete ou uma coroa de azevinho. No entanto, a sua figura nunca foi representada de uma forma única e que o caracterizasse universalmente. Até que em 1931, durante as suas campanhas de Inverno, a empresa Coca-Cola veio resolver a questão. Usaram a figura de S. Nicolau com umas vestimentas especiais, para promover a famosa bebida. Contrataram um actor para representar o bispo, ao qual vestiram um fato vermelho, de calças e túnica e, na cabeça foi colocado um barrete também ele vermelho, com um debruado a branco e um pompom na ponta. Estas duas cores foram escolhidas, porque eram as mesmas com que o refrigerante era comercializado.

 

Meias e Sapatinho

 

Diz a lenda que São Nicolau teve conhecimento de que três raparigas muito pobres não podiam casar-se porque não tinham dinheiro. Então, São Nicolau, comovido, durante a noite, para não ser visto, atirou moedas de ouro pela chaminé, as quais foram cair dentro das meias que nela estavam a secar, junto ao fogo.

Por esse motivo surgiu a tradição de se colocar a meia ou o sapato na chaminé, para que na manhã do dia de Natal neles fossem encontrados presentes.

 



publicado por magdala às 13:09
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SANTO E FELIZ NATAL


NASCEU O NOSSO SALVADOR!
ABRE-TE À SUA PRESENÇA E HAVERÁ NATAL...
A TODOS VÓS UM SANTO E FELIZ NATAL DE E COM JESUS.


publicado por magdala às 13:04
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Domingo, 23 de Dezembro de 2007
Não demoreis, ó Salvador do mundo!



Não demoreis, ó Salvador do mundo,

Erguei-vos, ó divina claridade;

Ó Sol do novo dia, Luz, Verdade,

Vencei da noite o sono tão profundo.

 

O vosso nascimento em nossa história

            Transforme em alegria o sofrimento;

Chegue depressa o tão feliz momento

De contemplar a luz da vossa glória!

 

Olhai a humanidade pecadora,

Olhai as suas dores, seus pecados;

De tantos males somos esmagados!

Abri a vossa mão libertadora!



publicado por magdala às 10:21
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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Erguei-vos, que vem o Senhor!



Erguei-vos, que vem o Senhor!

A voz do profeta anuncia

Aos que o procuram no deserto:

Erguei-vos, que vem o Senhor!

O Reino de Deus se aproxima!

 

Erguei-vos, que vem o Senhor!

Em nós a esperança renasce

Ao ver cumpridas as promessas.

Erguei-vos, que vem o Senhor!

Endireitai suas veredas!

 

Erguei-vos, que vem o Senhor!

Nossos corações estremecem

E surgem cantos de alegria.

Erguei-vos, que vem o Senhor!

Lavai-vos dos vossos pecados!

 

Erguei-vos, que vem o Senhor!

Na água João vos baptiza

Como sinal de penitência.

Erguei-vos, que vem o Senhor!

É Ele, em verdade, o Messias!

 

Erguei-vos, que vem o Senhor!

No Espírito Santo e no fogo

Baptizará os que O seguirem.

Erguei-vos, que vem o Senhor!

É Ele o Salvador do mundo!



publicado por magdala às 04:07
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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
NOVENA DO NATAL

Invitatório

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

Alegra-te filha de Sião, exulta de alegria, filha de Jerusalém. Eis que o Senhor virá e naquele dia brilhará uma grande luz, os montes destilarão doçura e as colinas leite e mel porque virá o grande profeta e Ele mesmo renovará Jerusalém.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

Eis que vem Deus e Homem da casa de David sentar-se no trono, vós o vereis e o coração alegar-se-á.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

Eis que vem o Senhor, o nosso protector, o Santo de Israel que tem a coroa do reino na sua cabeça. Ele dominará de um mar até ao outro mar e do rio até aos confins da terra.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

Eis que aparecerá o Senhor e não falhará, se demorar esperai-o porque Ele vem e não tardará.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

O Senhor descerá como a chuva sobre o velo de lã, nos seus dias nascerá a justiça e a abundância da paz, hão-de adora-lo todos os reis da terra e todos os povos o hão-de servir.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

Nascerá para nós pequenino e será chamado o Deus forte. Ele próprio se sentará no trono de David seu pai e reinará: o poder dele estará sobre os seus ombros.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.

 

Belém, Cidade do Deus Supremo, de ti sairá o Dominador de Israel: a sua vinda será como no princípio dos dias da eternidade e será exaltado no meio de toda a terra e haverá paz na nossa terra quando ele vier.

 

O Senhor está perto: Vinde, adoremos.



publicado por magdala às 03:13
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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007
Nova Encíclica do Papa Bento XVI sobre a Esperança Cristã



Spe salvi (Salvos na esperança) é o título da segunda encíclica de Bento XVI, publicada a 30 de Novembro último e dedicada ao tema da esperança cristã, num mundo dominado pela descrença e a desconfiança perante as questões relacionadas com o transcendente.

"O homem tem necessidade de Deus, de contrário fica privado de esperança", diz o Papa. O Deus em que os cristãos acreditam apresenta-se como a verdadeira esperança para o mundo contemporâneo porque lhe abre uma perspectiva de salvação.

O Papa defende que só Deus é a "verdadeira esperança" e aborda por diversas vezes a questão da "vida eterna", frisando que "ninguém se salva sozinho".

O documento começa por apresentar um enquadramento teológico da esperança cristã, a partir dos textos bíblicos e dos testemunhos das primeiras comunidades eclesiais. O Papa apresenta ainda os ensinamentos de vários Santos da Igreja a respeito do tema da encíclica e escreve que "conhecer Deus" significa "receber esperança".

O Papa cita, entre outros, Platão, Lutero, Kant, Bacon, Dostoievski, Engels e Marx para falar de esperança e de esperanças, de razão e liberdade, da construção de um mundo sem Deus que pretende responder aos anseios do ser humano. "Nenhuma estruturação positiva do mundo é possível nos lugares onde as almas se brutalizam", declara o Sumo Pontífice.

Para além das reflexões teológicas e filosóficas, o texto aborda sistemas e ideologias. "O homem não é só o produto de condições económicas nem se pode curar apenas desde o exterior, criando condições económicas favoráveis", indica o texto papal, ao criticar o "materialismo" marxista.

Quanto ao progresso científico, a encíclica alerta para as "possibilidades abissais de mal" que se têm aberto e pede uma "formação ética do homem" para que este progresso não se transforme numa "ameaça para o homem e para o mundo".

"Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor", assinala, numa crítica às pretensões do pensamento moderno.

Numa linha de continuidade com a sua primeira encíclica, Bento XVI sublinha a dimensão comunitária da esperança e refuta as críticas de que a salvação proposta pela fé cristã seja "fuga da responsabilidade geral". "O amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro", destaca.

A segunda parte deste documento teológico apresenta uma série de lições, considerações mais práticas sobre a vivência da esperança.

O Papa indica que rezar “não é retirar-se para o canto da própria felicidade e que “o nosso agir não é indiferente diante de Deus” nem para “o desenrolar da história”. “A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”, sentencia.

A nova encíclica acaba por fazer referência ao ateísmo e a quantos querem “um mundo que deve criar a justiça por sua conta”, esquecendo que “Deus sabe criar a justiça”.

O chamado “juízo final” surge, assim, como um “apelo à responsabilidade e como um resposta “à impossibilidade de a injustiça da história ter a última palavra. Como cristãos, não basta perguntarmo-nos como posso salvar-me, devemos antes perguntar: o que posso fazer para que os outros sejam salvos e nasça, também para eles a estrela da esperança? Então, terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal”, conclui o Papa.



publicado por magdala às 15:17
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007
ALGUMAS NOTAS SOBRE O TEMPO DO ADVENTO



* No primeiro Domingo do Advento, começou o Ano Litúrgico através do qual a Igreja comemora todo o mistério de Cristo, desde o Natal até ao Pentecostes. É um círculo do Senhor com um centro: a Páscoa!

Durante o Ano Litúrgico, a Eucaristia dominical e festiva é caracterizada por um grande relevo dado à palavra evangélica, distribuída em cada três anos, de acordo com os três evangelhos sinópticos: Mateus, (ano A), Marcos (ano B) e Lucas (ano C). Deste modo, os cristãos aprofundam ciclicamente a sua fé e a sua esperança, celebram os sacramentos do encontro com Deus e renovam o compromisso de caridade, até à "volta do Senhor".

 

* Na Liturgia do Advento há três grandes figuras que nos são apresentadas como guias e modelos, a seguir, na preparação do Natal:

- Isaías, o guia espiritual do resto de Israel que mantêm a esperança do Povo de Deus e anuncia um reinado de Paz, de Justiça e de Felicidade;

- João Baptista, o percursor de Jesus (aquele que vai à frente...), cuja pregação é um convite à conversão, como indispensável condição para a salvação;

- A Virgem Maria, "a Serva do Senhor", que se entregou, plenamente, à Sua vontade e esperou, na alegria, a Sua vinda ao Mundo;

 

* A cor dos paramentos ou vestes sacerdotais é a roxa, excepto no 3° Domingo, que é a cor-de-rosa.

Não se recita na Missa o hino do "Glória", para lhe dar o devido realce na noite e dia de Natal.

Podem ornamentar-se os altares, com aquela moderação que convém ao carácter próprio do Advento, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.

 



publicado por magdala às 23:32
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