O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Domingo, 28 de Outubro de 2007
Padre Raimundo Garcia Bulcão Duarte

Homenageado pela Paróquia Matriz da Madalena



 

            Hoje, Domingo, 28 de Outubro de 2007, a Paróquia Matriz de Santa Maria Madalena homenageou o Reverendo Padre Raimundo Garcia Bulcão Duarte, este ano a celebrar as suas Bodas de Ouro Sacerdotais.

            Natural da ilha do Faial, o Pe. Raimundo foi ordenado sacerdote na Sé Catedral de Angra a 21 de Abril do ano de 1957. Paroquiou na Conceição de Angra e em Santo Amaro, na ilha de São Jorge, tendo chegado à Vila da Madalena em Outubro de 1967, onde esteve durante 29 anos. Em 1996 deixou a ilha do Pico e fixou-se na ilha do Faial, sua terra natal, paroquiando nas Paróquias da Conceição, Praia do Almoxarife e desde alguns anos nos Flamengos, onde continua o seu apostolado.

            Nas quase três décadas que esteve na ilha montanha foi Ouvidor Eclesiástico da Madalena e Vigário Episcopal para a ilha do Pico. Além da Paróquia Matriz da Madalena assumiu também outras paróquias da então Ouvidoria da Madalena, por vagarem as mesmas, nomeadamente as Paróquias das Bandeiras, Criação Velha, Candelária e São Mateus.

            A convite da Paróquia Matriz de Santa Maria Madalena, o Reverendo Pe. Raimundo, deslocou-se ao Pico para uma singela e justa homenagem de preito e gratidão do povo que serviu durante 29 anos. Recorde-se que dos 50 anos de sacerdócio do Pe. Raimundo, mais de metade, 29 anos, foram dedicados ao Povo Madalenense e à Igreja que vive na ilha do Pico.

            Por volta do meio-dia a Comunidade Paroquial da Madalena recebeu o seu antigo Pastor com grande júbilo. No adro da Matriz estavam os membros do Conselho Pastoral Paroquial, representantes de todos os organismos paroquiais, e ainda as autoridades civis, nomeadamente o excelentíssimo Presidente da Câmara Municipal da Madalena e o Presidente da Junta de Freguesia da Madalena, que juntamente com o Pároco deram as boas vindas ao homenageado em nome de toda a Paróquia, Freguesia e Concelho.

            Ao entrar na Matriz as cerca de duas centenas de cristãos presentes saudaram o aniversariante com uma calorosa e demorada salva de palmas enquanto o grupo coral paroquial entoava o “Magnificat”, em acção de graças por esta efeméride e principalmente pelo dom do sacerdócio do Pe. Raimundo.

            A celebração eucarística foi presidida pelo homenageado e concelebrada pelo Pároco e Ouvidor do Pico, Pe. Marco Martinho, pelo Pe. José Idalmiro, decano do clero picoense e pelo Pe. Zulmiro Sarmento, Capelão da Santa Casa da Misericórdia da Madalena. O Pároco em nome da Paróquia saudou o Reverendo Pe. Raimundo, expressando os sentimentos de toda a comunidade que se juntava ao júbilo do aniversariante em acção de graças pelos seus 50 anos de sacerdócio, 29 dos quais dedicados à Madalena, perfazendo nesta data 40 anos da sua chegada a esta Paróquia.      Por sua vez o homenageado ao iniciar a celebração afirmou que desejaria unir a sua voz à Paroquia da Madalena nesta acção de graças pelo caminho percorrido.

            Na homília, a palavra sábia, concreta e eloquente do Pe. Raimundo tocou o coração de todos os presentes e daqueles que acompanhavam a celebração através da Rádio Pico. Partindo da liturgia da Palavra desse dia, evocou o seu percurso sacerdotal, nomeadamente os anos dedicados à Madalena, anos esses de intenso crescimento espiritual, comunitário e pastoral, uma vez que estávamos em pleno pós concílio e reforma conciliar da qual o Pe. Raimundo foi um grande entusiasta e sábio impulsionador abrindo a Paróquia ao “aggiornamento” pedido pelo Papa, hoje Beato João XXIII.

            Ao ofertório da celebração subiram ao altar as oferendas da comunidade em festa, com ofertas da Câmara Municipal, Junta de Freguesia e Paróquia, tomando parte no mesmo uma das primeiras crianças que o Pe. Raimundo baptizou, outra do primeiro grupo da primeira comunhão, outra do primeiro grupo da profissão de fé, outra do primeiro grupo do crisma e finalmente um dos primeiros casais que assistiu ao Matrimónio como testemunha qualificada em nome da Igreja, tal como os escuteiros do agrupamento 904 do CNE, do qual foi fundador e primeiro assistente.

            Terminada a celebração a comunidade presente apresentou pessoalmente cumprimentos ao aniversariante no tradicional beija-mão.

            Após a celebração decorreu um almoço convívio com o Conselho Pastoral da Paróquia e Autoridades Civis ao qual se juntaram outros sacerdotes da ilha em preito de homenagem e gratidão ao Pe. Raimundo Garcia Bulcão Duarte, neste feliz aniversário das suas bodas de ouro sacerdotais.

 

A recepção

 

Homilia

 

Apresentação dos dons

 

Almoço com o Conselho Pastoral, Clero e Autoridades Civis
A cortar o bolo

 

Os parabéns

 

Os diálogos

 

Erguendo a taça




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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007
Comunhão para a Missão
Nota Pastoral

    Iniciamos o Ano Pastoral em Outubro Missionário, que culmina no Dia Mundial das Missões. Evocando o cinquentenário da Encíclica Fidei Donum, o Papa Bento XVI relança o apelo à missão universal da Igreja: Todas as Igrejas para o mundo inteiro.

    Já se falou da missão como «salvação das almas» e também como «implantação da Igreja»; hoje, acentua-se a perspectiva da missão como sementeira dos valores do Reino. Em terras longínquas, ao pé da porta e portas adentro. Trata-se, ao fim e cabo, de propor e transmitir a fé na sociedade actual. Em rápida mudança, a exigir «nova evangelização», que será nova, na medida em que tiver em conta as condições de vida dos destinatários.
 
    O que implica melhor conhecimento e maior compreensão da sociedade, em que vivemos. Não em termos genéricos, mas na vida concreta das comunidades paroquiais.

     O sujeito da missão é a Igreja local, que acampa no meio das casas dos homens, através da paróquia. Que não pode, portanto, isolar-se do ambiente circundante. Tem de «se fazer ao largo», para o mar alto da vida humana e aí ser fermento dos valores do Reino.

     1. Semana da Diocese

    A Semana da Diocese, de 4 a 11 de Novembro, será ocasião propícia para assumir de novo e de forma actual este compromisso missionário, de que a Eucaristia é fonte e ápice. É o sentido do tema do Congresso Eucarístico Internacional de 2008, que inspira a caminhada pastoral deste ano: A Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo.

     «A despedida, no final de cada Missa, constitui um mandato, que impele o cristão para o dever de propagação do Evangelho e de animação cristã da sociedade» (Mane Nobiscum Domine, 2004, 24).

     O Pão que Eu hei-de dar é a Minha carne, que Eu darei pela vida do mundo (Jo 6, 51). Com estas palavras, Jesus revela o sentido profundo do Mistério Eucarístico, verdadeiramente acreditado, dignamente celebrado, devotamente adorado e intensamente vivido. A espiritualidade eucarística, a ser autêntica, deve ter impacto no tecido social, em que está inserida a comunidade cristã.

     1.1 - O que requer, além do resto, uma análise cuidada e objectiva da realidade social da paróquia. Para ver de quem é que nós cristãos, concretamente, «nos fazemos próximos».

     Os Conselhos Pastorais Paroquiais, a reactivar e renovar, farão uma primeira abordagem nesse sentido, durante a Semana da Diocese. Trata-se, na prática, de implementar os «objectivos a médio prazo» das Orientações Diocesanas de Pastoral 2007/08, concentrando-nos na alínea a): «Análise da situação humana e social da Paróquia» (p. 11).

     Depois, no seguimento do Ano Pastoral, os Conselhos Pastorais Paroquiais prosseguirão nessa análise, procurando responder aos requisitos da alínea b) ( Advento) e da alínea c) (Quaresma), para que os Conselhos Pastorais de Ouvidoria/Ilha possam elaborar a síntese final e de conjunto a enviar ao Prelado diocesano (Tempo Pascal).

     1. 2 - Ainda na Semana da Diocese, terão que se reunir também os Conselhos Paroquiais para os Assuntos Económicos, para fazerem o ponto da situação acerca da aplicação do novo Regulamento sobre a Administração dos Bens Eclesiásticos. Para que seja realmente instrumento de comunhão eclesial, este novo Regulamento tem de ser bem compreendido e rigorosamente aplicado. Por aqui passa o sentido de Igreja e a comunhão eclesial efectiva, que implica a partilha de bens.

    Nesta perspectiva, os ofertórios das Missas, no fim-de-semana 3-4 de Novembro, destinam-se aos serviços centrais da Diocese. Por isso, como já foi informado, o ofertório em favor do Seminário é deslocado para a Quinzena Vocacional.

     Lembro igualmente que a partilha, no seio do Presbitério, se realiza por ocasião da renovação anual do Cartão de Identidade Sacerdotal.

    2. Dia da Igreja Diocesana

    A Semana da Diocese começa a 4 de Novembro, Dia da Igreja Diocesana. Nesse dia, estarei em Roma, juntamente com os Bispos portugueses, em visita «ad Limina Apostolorum». Celebrarei, pois, o Dia da Igreja Diocesana junto do Papa, que preside na caridade à comunhão da Igreja Universal, que é a comunhão entre todas as Igrejas locais.

     Comunhão para a missão, que terá expressão celebrativa no Dia da Igreja Diocesana. Assim, cada Ouvidoria/Ilha promoverá uma celebração própria, envolvendo as paróquias, com os seus grupos e serviços, movimentos e comunidades religiosas.

    A unidade pastoral Ouvidoria/Ilha é decisiva para viver e fomentar esta comunhão eclesial afectiva e efectiva. Além dos aspectos programáticos e organizativos, não podem faltar momentos de celebração da fé comum, que a todos compromete na mesma e única missão. Como é o caso do Dia da Igreja Diocesana.

     3. Comunhão para a Missão

    A missão é de toda a Igreja, Povo de Deus, na diversidade de ministérios e carismas. Não é exclusiva, nem propriedade de ninguém. Não se delega. É obrigação de todos os baptizados, na diversidade de ministérios e carismas.

    O Dia da Igreja Diocesana e a Semana da Diocese são momentos fortes, para celebrar esta comunhão para a missão, assumindo decididamente as suas implicações práticas na actuação pastoral. A Igreja é «casa e escola de comunhão». Não simplesmente para o bem-estar da comunidade e dos seus membros. É para evangelizar o mundo, caminhando «juntos» (syn-odós). A «sinodalidade» caracteriza o modo de viver e de actuar da Igreja. Para caminhar «juntos», é preciso celebrar «juntos» a fé, analisar «juntos» a realidade, discernir «juntos» as urgências pastorais, programar «juntos» e agir «juntos».

    Que todos sejam um só..., para que o mundo acredite (Jo 17, 20)! Assim nos ajude a Virgem Maria, Mãe da Igreja!

+ António, Bispo de Angra


publicado por magdala às 19:47
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