O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Sábado, 14 de Julho de 2007
Propor e transmitir a Fé na sociedade actual

Na nossa Diocese

 

Propor e transmitir a Fé na sociedade actual

 

Foi assim que o Conselho Presbiteral, na sua Sessão de 1-3 de Maio passado, formulou o grande desafio pastoral do nosso tempo: Propor e transmitir a fé na sociedade actual. O que evidencia a imperiosa necessidade de uma tomada de consciência da mutação cultural em acto na sociedade e da consequente urgência de re-evangelização. Para o que não chegam respostas pontuais. É preciso uma abordagem mais global e integrada da acção pastoral, possivelmente com a convocação de um Sínodo Diocesano, se e quando houver condições objectivas para tal.

 

Entretanto, urge reactivar e consolidar os Conselhos Pastorais, a todos os níveis, para um melhor conhecimento da realidade e um maior envolvimento dos fiéis leigos na vida e na missão da Igreja, que vive da Eucaristia e segundo o modelo eucarístico.

 

Eucaristia, dom de Deus para a vida do mundo

 

Os fiéis leigos, reunidos em Assembleia Geral do Conselho Pastoral Diocesano, de 6 a 9 de Junho de 2007, fizeram a avaliação do Triénio da Pastoral do Domingo, a partir da análise, feita pelas Ouvidorias, pelos Movimentos e pelos Serviços Diocesanos. Foram salientados, como pontos positivos: celebrações litúrgicas mais cuidadas e vividas; o grande esforço de motivação para o culto eucarístico; maior participação dos grupos de Catequese e dos diferentes Movimentos na animação litúrgica; forte empenho formativo sobre a centralidade da Eucaristia, para viver o Domingo como Dia do Senhor.

 

Não se desenvolveu muito o aspecto do sentido cristão do Domingo, a integrar a pesada agenda das actividades do fim-de-semana. Ficou o caminho aberto para ulteriores aprofundamentos, nomeadamente no que respeita à transmissão da fé e da sua prática às novas gerações, com um apoio mais explícito e consequente da família, a primeira responsável pela educação da fé.

 

Coerência eucarística

 

Neste contexto e em continuidade com o caminho percorrido, o Conselho Pastoral Diocesano sugeriu que a futura programação pastoral, implicando a reactivação e consolidação dos Conselhos Pastorais, a todos os níveis, promova, com adequadas iniciativas de formação permanente, uma maior abertura das paróquias à realidade circunstante e uma presença mais visível e credível da Igreja no tecido social, para além das celebrações litúrgicas e das manifestações da religiosidade popular.

 

Quando se afirma que a paróquia deve ser comunidade eucarística, estamos a insistir na centralidade da Eucaristia, força e motor da missão, mas também projecto de missão. A Eucaristia «faz» a Igreja e «modela» a vida e a missão da Igreja. Na Eucaristia, Jesus continua a dar a vida pela vida do mundo. Tal é também o caminho da Igreja.

É a «coerência eucarística», referida pelo Papa na recente Exortação Pós-Sinodal, que implica o «testemunho público da fé», pela vivência da caridade, no sentido cristão e abrangente do termo.

 

O Evangelho de Jesus é uma proposta positiva de vida. Não há transmissão da fé, sem uma pastoral integrada e integradora do anúncio do evangelho, da celebração dos sacramentos e do serviço da caridade. Como afirma Bento XVI, «a prática da caridade é um acto da Igreja, como tal…; como o serviço da Palavra e dos Sacramentos faz parte da essência da sua missão originária» (Deus Caritas Est 32).

 

Não há anúncio do Evangelho, sem vivência da caridade. Não pode haver proposta da fé, sem acolhimento das pessoas e interesse solidário pelos seus problemas e situação de vida, isto é sem fé, que se torna operativa pela caridade (cf. Gal 5, 6).

 

A celebração da Eucaristia, que não se traduza em projecto de solidariedade, soa a falso. «Aquela é um modo de ser que passa de Jesus para o cristão e, através do seu testemunho, tende a irradiar-se na sociedade e na cultura» (João Paulo II, Mane Nobiscum Domine 25). A «mística» do Mistério Eucarístico envolve-nos no dinamismo do acto oblativo de Cristo, que veio ao mundo, não para ser servido, mas para servir (cf. Mt 20, 28). Com Ele e como Ele, os cristãos têm de ser também pão partido e repartido para a vida do mundo.

 



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FESTA DE SANTA MARIA MADALENA

Na nossa Paróquia

 

Festa da Padroeira

 

Eis-nos novamente prestes a celebrar em mais um ano a festa da nossa Padroeira, Santa Maria Madalena.


22 de Julho de cada ano é o dia maior desta Paróquia, Vila e Concelho da Madalena, dia do feriado municipal, para honrarmos Santa Maria Madalena, nossa Santa Padroeira.

Este ano preside à festa, Sua Excelência Reverendíssima, Dom Arquiminio Rodrigues da Costa, Bispo Emérito de Macau.

Para proclamar a Palavra e ajudar-nos a preparar espiritualmente a festa convidamos o Reverendo Pe. Alexandre Medeiros, jovem sacerdote, pároco da Matriz de Nossa Senhora dos Milagres e Ouvidor Eclesiástico da ilha do Corvo.

No dia da festa a Palavra será proclamada pelo Reverendo Pe. Raimundo Bulcão, este ano a celebrar bodas de ouro sacerdotais e actualmente Pároco da freguesia dos Flamengos, na vizinha ilha do Faial. Na eucaristia solene da festa iremos homenagear o Pe. Raimundo, pois dos seus 50 anos de sacerdócio, 29 foram entregues a esta Paróquia. Por tal motivo não poderíamos ficar indiferentes a esta efeméride e não encontramos melhor data do que a festa da Padroeira, para este preito de gratidão ao sacerdócio do Reverendo Pe. Raimundo Bulcão Duarte.

Tal como nos anos anteriores teremos um tema central para a festa deste ano, que não poderia derivar da temática diocesana durante o ano pastoral que agora terminou: “Da Eucaristia do Domingo à vida da semana” será o tema que iremos abordar ao longo do novenário, conforme o programa que apresentamos noutra secção desta edição de “Igreja Viva”.

No domingo dentro do novenário, dia 15 de Julho, teremos o Cortejo de Oferendas, a favor da divida das obras de restauro da nossa Igreja Matriz. Pelas 16 horas sairão os dois cortejos rumo ao Largo Cardeal Costa Nunes, com início junto à Escola profissional e Obras Públicas. Ambos os cortejos serão acompanhados pelas nossas filarmónicas que abrilhantarão o arraial durante a tarde, colaborando mais uma vez gratuitamente com a Paróquia nesta iniciativa de angariação de fundos. Durante a tarde haverão as arrematações e os concertos pelas filarmónicas Lira Madalense e União e Progresso Madalense. Em cada zona da Paróquia as respectivas Irmandades e Associações organizarão a recolha das ofertas que as pessoas não podem levar no cortejo, nomeadamente: Centro da Vila e Outeiro – Irmandade da terça-feira do Espírito Santo; Areia Larga – Irmandade de Nossa Senhora da Boa Viagem; Valverde – Irmandades da segunda-feira do Espírito Santo e da Santíssima Trindade; Cabo Branco – Irmandade da Santíssima Trindade; Sete Cidades – Irmandade da Santíssima Trindade; Toledos – Ermida das Almas e Salão Recreativo dos Toledos.

No dia da Padroeira, ao final da manhã, haverá a celebração comunitária do Sacramento do Baptismo e a bênção anual das viaturas. A tarde será dedicada ao desfile das nove filarmónicas que se incorporarão na procissão, que antes da Solene Eucaristia apresentarão cumprimentos à Padroeira. O ponto alto das nossas festividades será a Missa Solene da festa, seguindo-se a solene procissão que percorrerá as principais artérias da vila em autentica manifestação de fé, na qual todos nos devemos incorporar, em espírito de fé, piedade, devoção, oração e silêncio.

Para que a festa seja bem vivida terá que ser bem preparada, por tal motivo é que a mesma é antecedida de nove dias de preparação. Que toda a Paróquia se sinta envolvida nesta preparação participando e celebrando cada novena, para que a nossa festa seja expressão de uma autêntica comunidade cristã, que assenta a sua vida em Cristo Vivo, Ressuscitado e Presente na nossa vida, à imagem de Santa Maria Madalena, primeira testemunha da Ressurreição do Senhor e que teve a dita de levar essa Boa Noticia aos discípulos. Que cada um de nós saiba também levar para a sua vida a doce alegria da presença do Senhor testemunhando-O com os gestos concretos do dia-a-dia.

A todos desejo umas santas, felizes e alegres festas. Que Santa Maria Madalena nos ajude a vive-las santa e cristãmente.

 

 

 



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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
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Festas de Santa Maria Madalena

Presididas por Sua Excelência Reverendíssima Dom Arquimínio Rodrigues da Costa

Bispo Emérito de Macau

 

“DA EUCARISTIA DO DOMINGO À VIDA DA SEMANA”

 

3º Ano do Triénio da Pastoral do Domingo

 


Novenário de Preparação

 

Sexta-Feira, 13 de Julho – 19h30

A Eucaristia, Centro e Fonte da Vida Cristã

 

Sábado, 14 de Julho – 19h30

A Palavra de Deus, Proclamada, Rezada e Aplicada na Eucaristia

 

Domingo, 15 de Julho – 12h00

Domingo, o Dia dos Cristãos

 

Segunda-Feira, 16 de Julho – 19h30

Domingo, Dia da Eucaristia e da Justiça

 

Terça-Feira, 17 de Julho – 19h30

Domingo, Dia da Eucaristia e da Caridade

 

Quarta-Feira, 18 de Julho – 19h30

Domingo, Dia da Eucaristia, da Historia e da Missão

           

Quinta-Feira, 19 de Julho – 19h30

A Eucaristia, Mistério de Adoração

 

Sexta-Feira, 20 de Julho – 19h30

A Partilha de Bens na Eucaristia

 

Sábado, 21 de Julho – 19h30

Da Eucaristia do Domingo à Vida da Semana 

Serviço da Palavra:

De 13 a 21 de Julho:

Reverendo Padre Alexandre Medeiros

Pároco e Ouvidor Eclesiástico da Ilha do Corvo

            A 22 de Julho:


            Reverendo Padre Raimundo Bulcão Duarte


            Pároco dos Flamengos, Faial

 

Solenidade de Santa Maria Madalena

 

 

Domingo, 22 de Julho

 

 

12h00 – Celebração Comunitária do Sacramento do Baptismo

 

12h30 – Bênção de viaturas e saudação à Padroeira

 

15h00 – Desfile de filarmónicas e saudação à Padroeira

 

17h00 – Solene Concelebração da Eucaristia, presidida por Sua Excelência Reverendíssima, D. Arquimínio Rodrigues da Costa, Bispo Emérito de Macau

 

        18h30 – Solene Procissão, onde se incorporarão os fiéis, organismos paroquiais, forças vivas do Concelho, autoridades e filarmónicas.

 



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As Procissões e a Visibilidade da Fé Cristã

 

            Na época das festas religiosas populares, geralmente no mês de Agosto, muitas comunidades dão grande importância à procissão da festa. Quase sempre as procissões têm mais afluência de pessoas do que a Eucaristia solene. Serão as procissões apenas uma expressão de folclore religioso, como opinam alguns responsáveis da Igreja, ou uma verdadeira expressão de fé, segundo a sensibilidade popular? Não há dúvida de que as procissões levantam algumas questões que precisamos de reflectir em ordem a dar dignidade, beleza e sobretudo relação clara com a fé. Bem realizadas podem ser um sinal da fé cristã. Desviadas ou com elementos espúrios, dão uma imagem falsa e põem em questão a credibilidade do cristianismo.


            Conheço pessoas para quem o contacto com uma procissão religiosa constituiu um despertar da fé. Descobriram uma dimensão até aí oculta ou esquecida, "viram" a dimensão transcendente da vida humana. De facto, as procissões dão visibilidade à fé, situam-se na pedagogia da Encarnação pela qual a humanidade de Jesus Cristo deu visibilidade ao mistério de Deus. A Fé encarnada precisa de sinais visíveis que manifestem em imagens o mistério invisível em que acreditamos. "Meus olhos viram a salvação", exclamou o velho Simeão quando recebeu o Menino Jesus no templo. Numa civilização que privilegia a imagem, as pessoas precisam também de "ver". Não basta ouvir oralmente o anúncio do evangelho. A Palavra da Verdade precisa do apoio de elementos visíveis que a tornem concreta e relacionada com a vida. Encontramos essa pedagogia no Novo Testamento: O anúncio do evangelho é acompanhado de sinais (gestos, curas, estilo de vida de Jesus e dos apóstolos) que confirmam e dão visibilidade à palavra.

            Que visibilidade apresentam as procissões, que imagem dão da fé? Antes de mais, mostram uma comunidade organizada, unida, que caminha com ar solene pelas ruas quotidianas, enfeitadas para o acontecimento. Uma comunidade que se apresenta como um povo crente e peregrino, que parte de um lugar sagrado e termina o percurso no templo. Uma comunidade aberta, em que todos têm um lugar, mas sem confusão. Os participantes no percurso adoptam uma atitude de contemplação: cantam, ou rezam, ou ouvem meditativos a banda. Paira um ambiente de mistério na procissão. As ruas quotidianas adquirem uma nova dimensão. Não há dúvida de que se trata de uma comunidade de crentes que vai a passar. Uma verdadeira procissão tem ordem, silêncio, ambiente celebrativo. Não se parece com um espectáculo mas com uma liturgia.

            Na procissão ocupa um lugar de destaque o pálio, os andores dos santos, os estandartes religiosos. Manifestam que nesta peregrinação não vamos sós, mas acompanhados da protecção divina. No pálio leva-se uma memória de Cristo (o santo lenho ou outra). Os santos são os membros ilustres da comunidade de crentes, aqueles que são referência de vida e de identidade cristã e de quem se espera protecção. As opas, os anjinhos, os figurantes que representam cenas ou figuras religiosas, todo este conjunto empresta à procissão uma visibilidade da fé que nos ajuda a interpretar a vida quotidiana a uma nova luz e a peregrinar pelo mundo sem perder o sentido da eternidade. A procissão confere transcendência, beleza e alegria à existência.

            A procissão nasce da Eucaristia e prolonga-a na vida. A Igreja sai do templo e apresenta-se na praça pública. De facto, a Eucaristia deve levar-nos a um maior empenho de testemunhar a presença de Deus no mundo. Como pedia o Papa João Paulo II, a propósito da Eucaristia: "Haja um empenho por parte dos cristãos, de testemunhar com mais vigor a presença de Deus no mundo. Não tenhamos medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé" (MND 26).

 

D. Manuel Pelino

Bispo de Santarém



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