O PENSAR, SENTIR E VIVER MADALENENSE. UM ESPAÇO DE PARTILHA E DIÁLOGO QUE MARCA PELA DIFERENÇA E QUALIDADE
Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
Padre Caetano Tomás no seu melhor!!!

Perante a "trapalhada" da condecoração, em dia da automomia, a Monsenhor Cónego Caetano Tomás, partilho o seu artigo, do jornal "A União" de hoje:

 

 

 

ESCLARECIMENTOS

 

Muitas pessoas têm-se-me dirigido como apoio perante a intervenção da líder do BE dos Açores, a quando da proposta do meu nome para receber uma condecoração.

Estou-lhes sinceramente reconhecido. Mas os factos que se deram, sugerem-me algumas reflexões que poderão ser esclarecimento. E servir a quem tenha mentalidade aberta e saudável…

Em primeiro lugar devo dizer que não estou chocado nem abalado por não ter recebido aquela condecoração. Tenho todo o apreço pelo seu significado mas, sinceramente não tenho pena. Até se quisesse pensar em condecorações, trouxe uma de Roma, da minha Universidade, e recebi outra do Senhor Presidente da República Jorge Sampaio…Todavia esses factos não têm influência nenhuma no meu pensar nem na minha vida.

No presente problema o que me poderia chocar seriam as palavras que foram dirigidas acerca do meu artigo de 2010. Mas, devo informar que mantenho o que disse, mas vejo que são necessários alguns esclarecimentos. Há muitas pessoas não concordam comigo. Respeito e esclareço. Insisto em que as minhas afirmações foram resultado de bastante convivência com as tais vítimas da pedofilia. E não encontrei os factos dramáticos que tanto se generalizam. Posso ter dado a impressão de que os negava ou esquecia.  Não os nego nem desprezo. Dou-lhes a importância que merecem. Todavia o meu objectivo era simplesmente insistir em que muitos casos não são assim dramáticos. Eles não acarretam as tragédias de que tanto se fala, generalizando. E até exigindo grandes somas de dinheiro, prisão, etc. Há muitos casos que devem ser tratados com mais simplicidade e justiça. Até tenho certa experiência pessoal porque fui objecto duma tentativa a bordo dum barco da Insulana. Sinceramente fiquei assustadíssimo no momento, fugi, mas em poucos dias o choque tinha passado.

Porém, vamos às palavras que foram usadas a respeito desse meu escrito: vómito, náusea, obscenidade escrita, ignomínia !!! Elas nem de longe correspondem ao que escrevi, pelo que devem ser interpretadas como resultantes da mente de quem as proferiu. Será uma mente agressiva em excesso. E, além disso, tem que ter outros traços muito negativos. É a psicologia…

Como estou muito habituado a procurar as razões profundas dos comportamentos, penso que será útil a muitas pessoas entender os mecanismos que estão na raiz de casos destes. Quando se conhecem esses mecanismos e se assumem os factos, (há pessoas tão perturbadas que não assumem…) o problema está meio resolvido. Faz sentido.

Vamos partir das palavras proferidas. Acentue-se: uma vez que não correspondem ao que escrevi, temos que reconhecer que elas brotam duma personalidade perturbada que as tem lá no seu fundo. Ou, quem sabe…, demasiado à superfície… Em psicologia diz-se que são “projecções” (desse fundo). Isto quer dizer que a personalidade tem traços tão “estranhos” que produzem tal tipo de palavreado. É o caso de os frutos revelarem a árvore.

Mas, porque é que aquelas palavras  estarão lá? Quem analisasse directamente aquele psiquismo, encontrava a explicação…Sincera e amigavelmente gostava de fazê-lo.

A outra razão de todo aquele comportamento está em fortíssima agressividade. Ela é de facto impressionante. E pode ter várias origens. Vamos dar as pistas principais.

Trata-se duma agressividade violenta, muito violenta, para não dizer virulenta. De facto, ela excede largamente as dimensões e os teores do assunto que quer combater. Em psicologia diz-se que é desproporcional ao estímulo que a provoca. Portanto resulta de características e problemas da personalidade a que pertence. Aliás essa agressividade aparece constantemente nos processos daquele Partido. Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és…

E as suas origens?

Tratando-se duma mulher, temos de reconhecer que ela é vítima de intenso problema afectivo. Aqui, afectivo quer dizer maneiras de sentir a realidade Elas vão da indiferença a teores intensíssimos de querer bem ou mal. Digamos: amar ou odiar. Neste caso parece ser, odiar…que se pode exprimir em estar intensamente “contra”. Radicalmente contra. Conhecem-se muitas pessoas assim, mesmo cultas.

Mais, como aqui as reacções vão directamente contra um homem, que para mais é sacerdote católico, a origem mais provável, é haver um grande problema de relacionamento com o “pai”, isto é, com a figura paterna, na infância… É que as pessoas tratam o chefe, o polícia, o mestre, o padre, Deus…com os teores de relação com o pai. Já agora, o companheiro costuma ir na mesma conta!

Mas pode haver várias modalidades. As principais são: “pai a mais”, “pai a menos”, e “ausência de pai”. Aqui ainda há muitas possibilidades. Mas agora não posso acenar-lhes.

-pai a mais: super presente, super orientador, ditador, super afectivo, super exigente, supor centrado na filha…

-pai a menos: pai demasiado permissivo, desligado, distante, agressivo, perseguidor, distante, com personalidade fraca ou delinquente..

-pai ausente: pai não existente, pai que abandonou, pai que não liga, que persegue…

Pode ainda ser problema de “homem”, por ex. reacção contra o companheiro, fraqueza deste, sua inactividade, egocentrismo, falha ao companheirismo…

Qualquer destas situações pode condicionar uma mulher agressiva ou muito agressiva…, descontente…

O pai é uma figura decisiva. Mas há outras vias de perturbação. A mãe é uma delas…Em primeiro lugar é importante notar que a filha mais velha tem polaridades opostas à Mãe. Pode ser o caso, se esta for meiga, bondosa, carinhosa. Pior, se for mãe em excesso... Ou então o que em Psicologia se chama “falta de mãe”. Esta pode existir mas ser ausente, dominadora, agressiva, mãe que abandonou…Costumam resultar personalidades muito complexas.

 Pode também ser problema de irmãos, por exemplo uma”polaridade oposta”: um irmão ou uma irmã muito equilibrado, bondoso, meigo pode dar a lugar a um diametralmente oposto. Há imensos casos…

Pode ser caso de rejeição dum esquema: a menina ter sido tipo “anjo”que se cansou, e foi parar ao pólo oposto.

Claro que isto  são só acenos. Ainda pode haver outros condicionamentos.  Mas é imensamente provável que, nestes âmbitos apontados se encontre a explicação da agressividade em questão. …

Porém, seja qual for a explicação, a dita agressividade tem origem em alguma circunstância forte da vida duma personalidade.

É interessante: acontece haver pessoas que descobrem a origem de algum traço menos   conveniente que possuem, e essa descoberta facilita-lhes a moderação, bem como outras perspectivas e possibilidades….Normalmente as coisas não estão perdidas. Mas também há as pessoas com “fixações”: daqui não saio, daqui ninguém me tira. É outro problema e outro campo para esclarecimentos…

Em psicologia tudo tem as suas motivações. Algumas são muito profundas…



publicado por magdala às 17:35
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