Tema do 7º Domingo do Tempo Comum
A liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum convida-nos, uma vez mais, a tomar consciência de que Deus tem um projecto de salvação para os homens e para o mundo. Esse projecto (que em Jesus se torna vivo, palpável, realmente libertador) é um dom de Deus que o homem deve acolher com fé.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, em todos os momentos da história, está ao lado do seu Povo, a fim de o conduzir ao encontro da liberdade e da vida verdadeira. Sugere, no entanto, que o Povo necessita de percorrer um caminho de conversão e de renovação, antes de poder acolher a salvação/libertação que Deus tem para oferecer.
O Evangelho retoma a mesma temática. Diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.
A segunda leitura recomenda àqueles que aderiram à proposta de Jesus que vivam com coerência, com verdade, com sinceridade o seu compromisso, sem recurso a subterfúgios ou a lógicas de oportunidade.
Padres Dehonianos
Tema do 6º Domingo do Tempo Comum
A liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele não exclui ninguém nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos.
A primeira leitura apresenta-nos a legislação que definia a forma de tratar com os leprosos. Impressiona como, a partir de uma imagem deturpada de Deus, os homens são capazes de inventar mecanismos de discriminação e de rejeição em nome de Deus.
O Evangelho diz-nos que, em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação e denuncia como contrários aos seus projectos todos os mecanismos de opressão dos irmãos.
A segunda leitura convida os cristãos a terem como prioridade a glória de Deus e o serviço dos irmãos. O exemplo supremo deve ser o de Cristo, que viveu na obediência incondicional aos projectos do Pai e fez da sua vida um dom de amor, ao serviço da libertação dos homens.
Padres Dehonianos
Tema do 5º Domingo do Tempo Comum
Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projecto de Deus para o homem não é um projecto de morte, mas é um projecto de vida verdadeira, de felicidade sem fim.
Na primeira leitura, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.
No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.
A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.
Padres Dehonianos
Tema do 4º Domingo do Tempo Comum
A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum garante-nos que Deus não se conforma com os projectos de egoísmo e de morte que desfeiam o mundo e que escravizam os homens e afirma que Ele encontra formas de vir ao encontro dos seus filhos para lhes propor um projecto de liberdade e de vida plena.
A primeira leitura propõe-nos – a partir da figura de Moisés – uma reflexão sobre a experiência profética. O profeta é alguém que Deus escolhe, que Deus chama e que Deus envia para ser a sua “palavra” viva no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas.
O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projecto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua acção, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.
A segunda leitura convida os crentes a repensarem as suas prioridades e a não deixarem que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos.
Padres Dehonianos
A imagem resgatada intacta este sábado, 21 de janeiro, do navio Costa Concórdia, naufragado junto da ilha de Giglio, Itália, é a de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Em resposta a vários pedidos de informação, confirma-se que efetivamente a imagem recuperada da capela do navio de cruzeiros é a de Nossa Senhora de Fátima, uma réplica da imagem da Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima em Portugal.
A imagem resgatada foi entronizada na capela do navio no dia do batismo e inauguração da embarcação, a 7 de julho de 2006, na presença do cardeal D. Stephen Fumio Hamao, então presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes.
A imagem tinha sido adquirida no Santuário de Fátima pelos empresários proprietários do Costa Concórdia. Em representação do Santuário de Fátima esteve presente na celebração o Padre Clemente Dotti, sacerdote italiano então ao serviço do Santuário.
O jornal oficial do Santuário de Fátima em português, “Voz da Fátima”, publicou na altura um breve apontamento informativo, na edição 13 de setembro de 2006.
De acordo com a informação transmitida este fim de semana ao Padre Clemente Dotti, a imagem resgatada está agora na igreja paroquial da ilha de Giglio.
Este domingo, 22 de janeiro, em Fátima, durante a recitação do rosário das 10:00, na Capelinha das Aparições, o Padre Luciano Cristino, capelão do Santuário, anunciou com alegria, em português e em italiano, a recuperação da imagem. Antes das três ave-marias finais, o sacerdote saudou os sobreviventes e rezou pelos falecidos. Solidarizou-se sobretudo com todos aqueles que mais sofrem com esta tragédia, em especial com os familiares dos passageiros falecidos ou ainda desaparecidos.
Site do Santuário de Fátima, LeopolDina Simões
Notícia “Voz da Fátima”, de 13 de setembro de 2006: Imagem de Nossa Senhora no Costa Concórdia:
(página 3): ../files/1626_fatima_setembro_4523721d54
A fotografia que ilustra este texto foi captada no dia da entronização da imagem na capela do navio Costa Concórdia.
Tema do 3º Domingo do Tempo Comum
A liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum propõe-nos a continuação da reflexão iniciada no passado domingo. Recorda, uma vez mais, que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-o à vida plena e verdadeira. A resposta do homem ao chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.
A primeira leitura diz-nos – através da história do envio do profeta Jonas a pregar a conversão aos habitantes de Nínive – que Deus ama todos os homens e a todos chama à salvação. A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.
No Evangelho aparece o convite que Jesus faz a todos os homens para se tornarem seus discípulos e para integrarem a sua comunidade. Marcos avisa, contudo, que a entrada para a comunidade do Reino pressupõe um caminho de “conversão” e de adesão a Jesus e ao Evangelho.
A segunda leitura convida o cristão a ter consciência de que “o tempo é breve” – isto é, que as realidades e valores deste mundo são passageiros e não devem ser absolutizados. Deus convida cada cristão, em marcha pela história, a viver de olhos postos no mundo futuro – quer dizer, a dar prioridade aos valores eternos, a converter-se aos valores do “Reino”.
Padres Dehonianos
1. Breve história. Sociedade mais ou menos secreta que mergulha as raízes nas corporações medievais dos canteiros (em ingl., masons; em fr., maçons, de onde o nome). Nos sécs. XVI-XVII, com o ocaso das grandes construções góticas de pedra, estas corporações passaram a admitir membros honorários (nas chamadas “lojas”), mantendo os antigos ritos iniciáticos e a guarda dos segredos profissionais. Nos sécs. XVIII-XIX, por iniciativa do pastor protestante J. Anderson, as 4 lojas de Londres, influenciadas pelo gosto dos clubes académicos e recreativos, imprimiram-lhes um novo rumo, de instituição altruísta e ideológica, visando a construção dum mundo em honra do “Grande Arquitecto do Universo”. O movimento alastrou rapidamente à Europa continental e às Américas, e foi aproveitado pelos cultores dos novos ideais que eclodiram na Revolução Francesa, para as impor à sociedade contemporânea, ideais contrários aos regimes político e religioso vigentes (Monarquia, Catolicismo). Da tradicional “Maçonaria regular” (em geral respeitadora das religiões e até recusando ateus), passou a destacar-se esta “Maçonaria irregular”, laicista, ateísta e anticlerical.
2. Em Portugal. Há notícias de lojas maçónicas desde 1733, por importação da Inglaterra, sobretudo nos meios militares. As invasões francesas trouxeram ao País a Maçonaria irregular, de grande violência contra a Igreja e com intervenções nefastas na vida pública. A ela pertenceram figuras gradas (Duque de Saldanha, Duque de Loulé, Elias Garcia, Bernardino Machado, António José de Almeida...). O Estado Novo pô-la fora da lei (21.5.1935). Encontra-se de novo autorizada desde 1974.
3. Atitude da Igreja. Clemente XII (1738) condenou repetidamente a Maçonaria irregular e Leão XIII incluiu-a (1884) entre os mais activos agentes das heresias condenadas por seu antecessor Pio IX, no Syllabus (1864). Assim se explicam as graves penas canónicas com que a cominava o Código de Direito Canónico de 1917 (684, 2335-2336). Hoje, porém, com a quebra da virulência e da influência desta Maçonaria, perseguida pelos regimes totalitários do séc. XX, a Igreja atenuou a sua condenação, e o novo CDC (1374) não se refere a ela, apenas estabelecendo que seja punido com penas justas quem der o nome a uma associação que maquina contra a Igreja, e com interdição quem a promover e dirigir.
Da Enciclopédia Católica Popular
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA
Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria pelo facto que no novo Código de Direito Canónico ela não vem expressamente mencionada como no Código anterior.
Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redaccional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.
Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão.
Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçónicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a mente da Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de Fevereiro de 1981 (cf. AAS 73, 1981, p. 240-241).
O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente Declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.
Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de Novembro de 1983.
Joseph Card. RATZINGER
Prefeito
+ Fr. Jérôme Hamer, O.P.
Secretário
Pico
Igreja
Açores